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A MAÇONARIA E O ANTIGO EGIPTO:
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Esta secção refere-nos a ligação entre a Maçonaria e o
Antigo Egipto, que tem largamente sido relatada através de lendas, como a do
assassínio do mestre Hiram Abiff. Sempre que seja propício, novos artigos serão
publicados, tentando estabalecer uma relação mais concreta entre ambos.
I – O ASSASSÍNIO DE HIRAM ABIFF "A lenda do Mestre Construtor [Hiram
Abiff] é a grande alegoria maçónica. Na realidade, a sua história figurativa é
baseada numa personalidade das Sagradas Escrituras, mas os seus antecedentes
históricos são de acontecimentos e não da essência; o significado reside na
alegoria e não em qualquer facto histórico que possa estar por detrás."
- A.E. Waite, New Encyclopedia of Freemasonry
A lenda de
Hiram Abiff está intrinsecamente ligada às origens do Templarismo Germânico.
"Alguns deste manuscritos do século XVII [preservando as 'Old Charges'] não se
referem a Hiram Abif, o que levou alguns a crer que esta «personagem» seria uma
invenção de um período mais recente. Todavia, o nome Hiram Abif era meramente
uma das designações desta figura fulcral; ele é também mencionado como sendo
Aymon, Aymen, Amnon, A Man ou Amen e, por vezes, Bennaim. É dito que Amen é a
palavra hebraica para 'aquele em que se confia' ou 'o crente', o que se aplica
perfeitamente ao papel de Hiram Abiff. Mas é também sabido que Amon or Amen é o
nome do deus ancestral da criação de Thebas, a cidade de Sequenere Tao II.
Poderá aqui existir uma ligação ancestral?" - Christopher Knight &
Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the
Secret Scrolls of Jesus. 
"Para o construtor iniciado, o nome Hiram Abiff significa 'Meu Pai, o Espírito
Universal, uno em essênciao, três em aparência.' Ainda que o Mestre assassinado
seja o estereotipo do Mártir Cósmico – O Espírito crucificado do Bem, o Deus
moribundo – cujo Mistério é celebrado por todo o mundo."
"Os esforços levados a cabo para descobrir a origem da lenda de Hiram
demonstram que, apesar da forma relativamente moderna de representação da lenda,
os seus princípios fundamentais remontam a uma longínqua Antiguidade. É
habitualmente reconhecido pelos estudiosos maçónicos que a história do
martirizado Hiram é baseada em antigos rituais egípcios do deus Osiris, cuja
morte e ressurreição retratam a morte espiritual do Homem e sua regeneração
através da iniciação nos Mistérios. Hiram é também identificado com Hermes
através da inscrição na Placa de Esmeralda." - Manly P. Hall, Masonic,
Hermetic, Quabbalistic & Rosicrucian Symbolical Philosophy
"De
acordo com as Escrituras, Hiram não era um arquitecto, mas um mestre no trabalho
do latão e bronze. Ele não terá sido assassinado, mas terá vivido para ver o
templo construido, tendo então regressado à sua terra natal." -
Baigent & Leigh, The Temple and the Lodge
"A única explicação
razoável para se ter chegado ao verdadeiro nome do heroi maçónico é que Hiram
significava 'nobre' or 'real' em Hebreu, enquanto Abiff foi identificado como
sendo francês antigo para 'o que se perdeu', originando uma descrição literal de
'o rei que se perdeu'." - Christopher Knight & Robert Lomas, The Hiram
Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the Secret Scrolls of Jesus
Knight
e Lomas avançam a teoria de que Hiram Abif era, na realidade, Sequenere Tao II,
o verdadeiro rei egípcio que viveu em Thebas, cerca de 640 kilómetros a sul de
Hyksos, capital de Avaris, perto dos limites do reino de Hyksos. Sequenere era o
"novo rei do egipto, que não conhecia José", que foi vizir por volta de 1570
A.C. Apophis, especula-se, quereria conhecer os rituais secretos de Horus, que
permitiam ao faraós transformarem-se em Osiris na morte e viver eternamente como
uma estrela. Apophis enviou homens a seu soldo para extrair a informação de
Sequenere, mas ele mais facilmente morreria com violentas pancadas na cabeça
antes de contar alguma coisa; na verdade, foi o que aconteceu.
A identificação de Hiram Abif como sendo Sequenere baseia-se no crânio da
múmia, o qual parece ter sido esmagado por três golpes aguçados, como os que
foram deferidos em Hiram Abif. E quanto aos assassinos descritos no folclore
maçónico como Judeus? Knight e Lomas sugerem que estes serão dois dos irmãos
expatriados de José, Simeon e Levi, auxiliados por um jovem padre de Thebast.
Como prova, Knight e Lomas apontam a múmia encontrada ao lado da de Sequenere. O
corpo não embalsamado pertencia a um jovem que morreu com os orgãos genitais
cortados, e com um estertor de agonia no rosto. Teria ele sido enterrado vivo
como castigo pelo seu crime?
"Os rituais maçónicos referem Hiram Abif como o 'Filho da Viúva'... na lenda
egípcia, o primeiro Horus foi concebido após a morte de seu pai, pelo que a mãe
já era viúva mesmo antes da concepção. Parece lógico que, todos os que, daí em
diante, se tornaram Horus, i.e., os reis do Egipto, se apelidaram de 'Filho da
Viúva'" [ver «Isis, the Black Virgin» para mais informação.] -
Christopher Knight & Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the
Discovery of the Secret Scrolls of Jesus. [topo]
II - THOTH E ENOCH “No antigo Egipto, aos engenheiros, projectistas, e
maçons que trabalhavam nos grandes projectos arquitectónicos era concedido um
estatuto especial. Eram organizados em corporações (ou associações) de
elite…”
“Foram encontradas, pelo arqueólogo Petrie, provas da existência dessas
corporações especiais, durante as suas expedições ao deserto do Líbano em 1888 e
1889. Nas ruínas de uma cidade construída por volta de 300 a.C., a expedição do
dr. Petrie descobriu diversos registos em papiro. Uma parte descrevia uma
corporação que mantinha reuniões secretas por volta de 2000 a.C.. A corporação
reunia-se para discutir o nº de horas de trabalho, salários e regulamentos do
trabalho diário. Reunia-se num local de culto e providenciava apoio a viúvas,
orfãos e trabalhadores em dificuldades. Os deveres organizacionais descritos nos
papiros são
extremamente semelhantes áqueles atribuidos ao ‘Vigilante’ e ‘Venerável’ num
ramo moderno da…. Maçonaria.” - William Bramley, The Gods of Eden
“Eu sou o grande Deus na barca divina… sou um simples padre no inferno da
sagração de Abido, subindo a degraus mais altos da Iniciação… sou o Grande
Mestre dos artífices que elevaram o arco sagrado como suporte.” -
Thoth to Osiris, The Egyptian Book of the Dead
“De acordo com uma
velha tradição maçónica, o Deus egípcio Thoth ‘teve grande participação na
preservação do conhecimento do ofício maçónico e na sua transmissão á humanidade
após as grandes cheias…’ - David Stevenson, The Origins of Freemasonry
“…O autor de um estudo académico bem fundamentado [The Origins of Freemasonry]…
chegou ao ponto de dizer que, no ínicio, os Maçons consideravam Thoth como o seu
patrono.”
“…O Livro de Enoch foi sempre de grande significado para a Maçonaria, e…
certos rituais anteriores à época de Bruce (1730-1794) identificavam Enoch com
Thoth, o Deus egípcio da Sabedoria.” Na Royal Masonic Cyclopaedia há uma entrada
referindo que ‘Enoch é o inventor da escrita’, ‘que ensinava aos homens a arte
da construção’ e que, antes das cheias, ele ‘temia que os verdadeiros segredos
se perdessem – para o prevenir este escondeu o Grande Segredo, gravado numa
pedra de pórfiro e enterrado nas entranhas da Terra’.” - Graham
Hancock, The Sign and the Seal. [topo]
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