PÁGINA INICIAL O QUE É A MAÇONARIA? ARTIGOS E PRANCHAS LIVRO DE VISITAS POSTAIS ELECTRÓNICOS FÓRUM MAÇÓNICO CONTACTOS E FICHA TÉCNICA

Pesquisar o Portal

Artigos & Pranchas
Fórum Maçónico
Postais Virtuais
Livro de Visitas
O que é Maçonaria?
As Origens
A Organização
Os Simbolos
Graus do R.E.A.A.
Os Landmarks
E em Portugal?
Lendas e Tradições
A Águia de Lagash
Ritual do Séc. XIX
As Constituições
Crenças e Prácticas
O Rosacrucismo
Quinta da Regaleira
Egipto e Maçonaria
Mitologia Egípcia
Solidariedade
Passatempos
Tertúlias do Além
Crítica Social
O Portal Entrevista
Links / Directório
Contactos e Ficha
Página Inicial
 

MAILING LIST
Para receber notificação de actualizações e / ou outras informações, inscreva o seu endereço de email.
 [Clique aqui para aceder]

 

RECOMENDE!
Agora já pode recomendar aos seus Amigos uma visita ao Portal. Para o fazer, clique abaixo, por favor (abre uma nova janela).
 [Clique aqui para aceder]

SONDAGEM DO PORTAL
(clique na opção para votar)
A Maçonaria deve ser "agnóstica" quanto a Religião e Politica em seu seio?

Ver resultados sem votar

 

Versão 4.0
Nº de Visitantes:

 

LÍNGUA DE FORA - CRÍTICA SOCIAL: AS COISAS MUDAM?*

"Dá impressão que há [em Portugal] qualquer coisa de reles, de baixo, avacalhante, ajavardante, que vai impregnando camada social após camada social"
Mário de Carvalho, Escritor, em entrevista ao Expresso a 23/11/2003


Eu iria mais longe: há uma grande falta de ambição - e mérito. Há um espírito qualquer que teima em tolher-nos os passos. Este é um país que virou o milénio a querer dar a vitória aos que gostam de ser pequeninos. E também aos que desejam ser grandes mas que não tendo capacidade para tal, se engordam pela força de empequenecer os outros, seja a que custo for.

Andar de joelhos e bater com a malga das esmolas na cabeça dos generosos tornou-se passatempo nacional dos incompetentes, medrosos e acomodados, que disfarçam os seus pequenos nadas sob uma capa de arrogância. Gente que vive e se multiplica com a rapidez dos cogumelos e a perniciosidade dos cancros. A caridade nada mais é, na maioria dos casos, que a expectativa de recolha posterior de benefícios - quanto maiores e mais depressa, melhor.

Nem os suicidas estão inteiramente conscientes do seu papel e responsabilidades. Até mesmo eles continuam, distraidamente, a desistir de viver sem levar atrás de si, nos tiros, nos envenenamentos e nas quedas livres, mais uma ou duas ou três pessoas que apenas poluem, mefistofelicamente, o ar dos nossos dias. Se o fizessem, o mundo poderia ser, eventualmente, um lugar bem melhor.

Precisamos todos, pois, de estar mais atentos: atentos às necessidades dos que nos rodeiam e nos são preciosos, atentos às nossas próprias necessidades, atentos à denúncia do que está mal, atentos às propostas de melhoria, atentos aos abusos dos que nos travam e atentos aos movimentos opressores das patas que ilegitimamente se atrevem a oprimir-nos, mordendo-as e mastigando-as com gulosos e orgulhosos dentes, para que nunca mais consigam caminhar.

Ensinam-me os anos - e as pessoas que por mim passaram - que apenas os crentes têm a obrigação de anuir, perdoar e esquecer para além dos limites do razoável, limites esses que a civilidade e a moralidade laicas já de si estendem ao máximo possível. Ora, este Portugal tornou-se um país onde tais limites são, todos os dias, ultrapassados.

Sabe-se que a raiva e a fé são os melhores motores para remar contra a adversidade. Talvez tenha sido o recurso exagerado e cego à segunda que nos fez chegar onde chegámos. Muitas vezes, distraidamente ou por opção, tornamo-nos vacas e carneiros. Obedientes criaturas cuja uma face já não se distingue da outra face, tantas são as estaladas consentidas. Corpos e almas vergadas ao peso de autoridades sem mérito, que mudam as marés ao sabor das conveniências e das aparências. Carcaças para abutres que nos roubam um pedaço mais de carne. Vítimas de cientistas loucos que nos tratam as feridas com ácido, afirmando que é esse o melhor curativo.

Tão ou mais perigosa que a anarquia ou o desrespeito pelos valores morais e democráticos, é esta coisa muito portuguesinha do "deixar andar", triste sina de um povo que descobriu os tais "novos mundos para o mundo". Contra a carneirice, não terá chegado a altura de, sempre que for preciso, soltarmos o nosso lobo e construir, em alcateia, uma nova realidade, cuidando verdadeiramente de nós e dos nossos?

É por estas – e por tantas outras - que nasce esta Língua de Fora. Procurará, com a subtileza de um aparente desprezo, queimar com ácido aquilo que está (na modesta perspectiva do autor, obviamente) errado.

A falta de tempo para apontar o dedo a tudo aquilo de mau e de bom que há neste país não pode continuar a servir de desculpa. Todos temos responsabilidades. Parte das minhas (re)começam por aqui. Espero que gostem. E se não gostarem, haverá sempre uma Língua de Fora à vossa espera...



*O projecto Língua de Fora pode ser encontrado em http://linguadefora.blogspot.com/ e é da autoria de Ricardo Belo de Morais, profissional de Comunicação. O seu objectivo, nas palavras do próprio, é o de providenciar "duches frios, esfregas de pedra-pomes e sabão de glicerina, para bem lavar e esfoliar o espírito nacional".

A promover a Maçonaria Lusófona desde 15 de Julho de 1999 / Produzido e Patrocinado por Lisboa Look © 1999/2008 Luis Figueiredo
Nenhuma secção deste site pode ser, total ou parcialmente, reproduzida sem expressa autorização. Os transgressores serão punidos de acordo com a lei.