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EGRÉGORA NA LOJA AZUL, NÃO CREIO

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Queridos Iir. e Ccomp. na Arte, em minha ótica uma das melhores definições traçada sobre a Egrégora, de maneira direta, objetiva, sintética mas profunda, corresponde à Papus que a definiu como sendo “ imagens astrais geradas por uma coletividade.”

Particularmente não acredito que uma Loja Azul seja capaz de alcançar a Egrégora a ponto de haver a Lei da Correspondência, como existe no caso da Ordem Rosa Cruz, principalmente às quintas-feiras, bem como junto à Ordem Templária e outras raras.

Na maçonaria, em uma Loja Simbólica, há uma inúmera divisão de forças através dos Graus de Apr., Comp. MM. e M.I. Há excesso de egos inflados, vaidade e falta de Humildade, sendo a última uma das poucas chaves capaz de acessá-la. É fato que a maioria dos Iir. caminha por uma única estrada que é a estrada visível e externa, ou seja o EXOTÉRICO. Incontestavelmente encontramos nesse grupo grandes e privilegiadas mentes.

Outra ínfima parte caminha no sentido ESOTÉRICO. Como exemplo cito o Rito mais praticado em nosso solo, ou seja, o REAA. através da ritualística da formação da Cadeia de União, destinada exclusivamente para passagem da palavra semestral. Sabemos que 90% dos Iir. segue a determinação ritualística do REAA., não fugindo a sua origem que é Deísta, trabalhando portanto de forma J e P. perante o Rito e a Potência.

Há outro grupo composto por aproximadamente 5% de Iir. , que realizam a Cadeira de União para outras finalidades. Observo que 80% desse grupo acha interessante outra finalidade para formação da Cadeia de União, mas de certo modo uma total perda de tempo, com resultado inócuo.

O outro grupo restante também a realiza com outras finalidades, com extrema pureza de intenção, mas sem se aperceberem que no próprio grupo há 04 (quatro) divisões de forças fragmentadas em diferentes frequências. Por melhor intenção existente, não há como haver a convergência de uma única força vibratória de característica homogênea, ou seja, IGUALITÁRIA. Invariavelmente não houve o devido preparo anterior entre todos os Iir. participantes, sendo que nesse último grupo, apenas 30% do total possui o devido preparo e entendimento para tal.

Acrescento aos traçados de cunho Metafísico conjectural o fato histórico ocorrido no XXIº Concílio Ecumênico da Igreja Católica, quando houve várias modificações e alterações ritualísticas, que em minha ótica, acabou por enfraquecer à sua Força Superior, cujo resultado produziu o surgimento de várias igrejas de denominações neo pentecostais.

Em nossa amada Ordem além do Rito Schroder cito a tradição ritualística mantida pelo Rito de York que foi praticado de forma inalterada através da Grande Loja dos Antigos (1751), e devidamente patenteado em 1797 E.V. por Thomas Smith Webb.

Observo que não devemos confundir Rito de York com Ritual, dentre os quais o de Emulação praticado no Grande Oriente do Brasil, surgido após o ano de 1813 E.V. quando se deu a fusão da Grande Loja dos Modernos (1717) com a Grande Loja dos Antigos (1751). Observo que o Ritual de Emulação de 1815 E.V. é um entre outros nove adotados pela GLUI.

Em suma, não creio que haja a possibilidade da formação da Egrégora em uma Loja Simbólica, exceto no Grau de MEM (Mui Excelente Mestre) do Rito de York, em um capítulo devidamente composto por amigos e Iir., que tornaram-se Companheiros, após terem dividido o pão e o vinho de forma igualitária.

Fiel e Sinceramente.


Paulo Santos – M.'.I.'.
ARLS. Verdadeiros Amigos 3902/GOSP/GOB, São Paulo - Brasil