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ÁTON

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Saciados os céus no faustoso festival de luz que exaltava o excelso palácio do dia, o Sol abdica do seu eterno trono de turquesas e, velando a sua mística silhueta d’ ouro com as exóticas sedas do poente, estira-se languidamente no lendário tálamo do horizonte, preludiando a noite que já brotava no Infinito. À semelhança de tantas outras civilizações da Antiguidade, os egípcios veneravam o Sol como a mais importante deidade da sua inebriante religião, prestando-lhe um culto sincero e apaixonado enquanto deus primordial, ourives da criação que nos primórdios da existência talhara a jóia do universo, fonte da vida e alimento perpétuo.

No panteão egípcio, inúmeras são as deidades que incarnam o sublime regente dos céus, e, em particular, o seu rutilante ceptro de luz ou a força criadora que em seu extasiante esplendor se renovava, como é o caso de Horakhti, “o Hórus do Horizonte”, identificável como um homem de cabeça de falcão, sobre a qual repousa um disco solar; ou Ámon- Rá, deidade venerada em Tebas, cujo fastígio de luz, cálice solar derramado ao florir da aurora, sublimava o firmamento e conduzia a humanidade até à apoteose divina. Todavia, o desejo de se designar o astro- rei em si ou de evocar o disco solar somente era satisfeito através do pronunciar de uma única palavra: Áton. Enquanto variante aperfeiçoada de Ré- Horakthi, Áton era já alvo de um culto modesto mesmo antes da radical subversão de Akhenaton. Na realidade, as primeiras menções ao seu nome, enquanto designação do globo luminoso, datam do Antigo Império, podendo ser encontradas nos “Textos das Pirâmides”. Porém, é somente na 18ª dinastia, mais exactamente no reinado de Amenófis III, que Áton torna-se no centro de um desafio a toda a realidade conhecida, ao satisfazer o desejo deste faraó e, de seguida, do seu filho Amenófis IV, de centrar a religião egípcia num único deus. Mas que caminhos trilhou Áton até alcançar o estatuto supremo, ou seja, o de divindade dinástica? Ao longo de dezassete anos, a alma do Egipto ardeu no cálido e conturbado vórtice de uma revolução, fruto de paixões férvidas e imensuráveis, concebidas por um coração eivado de poesia e espiritualidade: o de Akhenaton, “O Herético”, faraó cujo reinado se encontra envolto num obscuro véu de densos enigmas, propiciados pela escassez de materiais históricos concretos.

Fruto da união entre o faraó Amenófis III e a rainha Teie, Amenófis IV galgou as veredas da infância e os labirintos da adolescência entre o fastígio do imponente palácio tebano de Malgatta, onde se submeteu a uma educação rigorosa, que visava despertar e esculpir, diligentemente, não somente as suas faculdades intelectuais, como as suas capacidades físicas. O seu mentor, Amenotep, filho de Hapu, inculcou no espírito algo sonhador do jovem príncipe o respeito pela Luz Criadora, cujo fulgor animava igualmente os deveres sagrados inerentes ao trono, que Amenófis IV ocupou em 1364 a . C., quando detinha apenas quinze anos. A seu lado, resplandecia uma jovem de beleza esplendorosa, Nefertiti, a quem, todavia, se havia unido por imposição de dirigentes egípcios, que ignoravam a devastadora paixão que entrelaçaria, posteriormente, as almas dos dois soberanos. Esta jovem rainha, Nefertiti, cujo nome significa “a bela veio”, pertencia, segundo a opinião de diversos historiadores, a uma famigerada família de um poderoso elemento da corte, versão contestada por alguns que afirmam que a soberana era na realidade filha de Amenófis III.

Inúmeras dúvidas adornam o exórdio do reinado de Amenófis IV, uma vez que se coloca a hipótese deste haver governado em simultâneo com seu pai, probabilidade contestada por uma fracção da comunidade egiptóloga. Desta forma, segundo a hipótese escolhida, observa-se uma variação de dados e datas. No quinto ano do seu reinado, o jovem soberano, agora com vinte anos, entrega a sua alma ao deus solar Áton, considerado a fonte de toda a vida, chegando mesmo a renegar o seu nome, com o fito de tomar a designação de Akhenaton, ou seja, “espírito eficaz para Áton” ou “aquele que agrada a Áton”, numa clara homenagem a esta deidade criadora. O seu fulgor fendeu o fausto ostentado pelas demais divindades egípcias, cujos cultos seculares Akhenaton desejou dilacerar, prostrando-os diante da luz que o enfeitiçava. Na realidade, semelhante politeísmo havia sido gerado no exórdio dos tempos pré-históricos, quando o Egipto se compunha de inúmeros reinos exíguos, cada um dos quais protegido por um deus próprio e distinto, geralmente, representado sob a forma de um animal. Todavia, muito cedo os Egípcios principiaram a venerar o Sol como uma deidade, à qual concederam a denominação de deus- sol Rá, uma soberano supremo com o qual gradualmente os deuses locais foram-se identificando e fundindo. Desta forma, o lógico ultimar de tão prolixa evolução deveria ter sido a assimilação dos díspares deuses locais numa só divindade. Porém, tal conclusão mostrar-se-ia deveras inconveniente para os diversos sacerdotes, sustentados pelas oferendas realizadas em honra das inúmeras divindades egípcias, cujo culto se realizava igualmente nos luxuosos templos, que os albergavam.

Ao tomarem Tebas como sua capital, os faraós tornaram Ámon no mais prestigiado dos deuses egípcios, concedendo aos sacerdotes que lhe prestavam culto um poder imensurável, que atingiu o seu apogeu, quando esta divindade se fundiu com o deus- solar Ra. Na verdade, não era contra Ámon, em concreto, que Akhenaton se batia, mas sim, contra a poderosa hierarquia religiosa tebana , que principiava a desafiar, embora subtilmente, a autoridade real. Desta forma, Akhenaton adopta o título de sumo- sacerdote de Heliópolis, denominando-se assim de “o maior dos videntes”, num acto que o prendeu à mais antiga expressão religiosa, considerada mais pura do que a religião tebana. Porém, é em Carnaque, templo dedicado a Ámon, que Akhenaton esculpe a sua visão, ordenando aos escultores que concebessem um ser singular, delineado num vórtice de características masculinas e femininas, que se reflectem, entre outros, num rosto deformado e num ventre saliente evocando uma fecundidade, que pretendia ilustrar que o faraó é mãe e pai de todos os seres.Após ter defrontado uma vez mais os sacerdotes tebanos ao retirar-lhes a gestão de intrínsecos bens temporais, inerentes ao trono do Egipto, Akhenaton reserva-lhes , no sexto ano do seu reinado, um novo sobressalto, ao tomar a decisão de criar uma nova cidade, desenhada na luz sublime de Áton, abandonando, deste modo, Tebas. O local eleito, “revelado pelo próprio Áton”, repousa na orla direita do rio Nilo, entre Mênfis e a antiga capital dos faraós, sendo actualmente conhecido pelo nome de Tell El- Amarna.

Nesta cidade, construída com uma rapidez surpreendente, Akhenaton manda erigir um palácio que o acolha e um tempo onde lhe seja possível prestar culto à luz que o inunda. O esplendor quase celestial de ambas as construções desvaneceu-se no compasso do tempo, restando agora apenas uma ideia prófuga a seu respeito. O faraó concedeu à sua cidade o epíteto de “Cidade do Sol”, jurando jamais abandoná-la, promessa que cumprir até ao eclipsar da sua existência. Diversos funcionários administrativos, escribas, sacerdotes, militares, artífices e camponeses desprenderam-se da sua antiga cidade para seguirem, obedientemente, o faraó. A cidade torna-se acolhedora, detendo largas avenidas, zonas verdejantes, parques sublimes e mansões nobiliárias, que abraçam a divina luz solar. Por seu turno, o referido templo erguido em honra de Áton revela-se díspar dos demais santuários construídos ao longo da décima oitava dinastia, devido à ausência de salas veladas pela escuridão, onde os cultos eram celebrados, quase secretamente. Em contraste, possuía inúmeros pátios brindados pela luz, que conduziam ao altar do deus solar, onde eram depositadas dádivas sumptuosas. Áton, deus de amor e luz, era geralmente representado sob a forma de um disco solar, ornamentado na maioria das vezes com um uraeus, símbolo de soberania, e cujos raios resplandecentes terminavam em mãos que agraciavam a humanidade com carícias celestiais.

Teoricamente, o culto dedicado àquele que se convertera “no pai dos pais e na mãe das mães”, facultava a todos o acesso ao Divino, já que para adorar Áton, bastaria dirigir-se ao magnificente soberano da luz. Contudo, tal ideologia sagrou-se numa utopia impressiva, terrivelmente aparada da realidade, uma vez que a essência de Áton persistia num paraíso proibido aos simples mortais, aos quais era oferecida a presença efectiva do deus no céu, mas não a compreensão do mesmo. Como tal, tornou-se vital a existência de um intermediário, que simultaneamente incarnasse as luzentes manifestações do deus único e permitisse ao mais comum dos mortais com ele comungar. Ocupando este intrínseco papel de mediador, Akhenaton converte-se então no único profeta do seu deus e seu representante junto dos crentes. Estes, por seu turno, prestavam culto a Áton através de uma oblação algo inusitada, que se concretizava numa oração pronunciada em casa, diante da estátua do rei. Na realidade, não se contentando em reformular a religião egípcia, Akhenaton introduziu no panteão artístico, além das insólitas silhuetas andróginas e de ventres salientes que traiam um estado de gravidez perpétuo, crânios alongados e rostos deformados, que se distanciavam deveras dos ideais cultivados anteriormente.

Nefertiti permanece imutavelmente ao lado do seu esposo, a quem dedica um amor imensurável, apenas comparável à devoção que a leva a prostrar-se diante da magnificência de Áton, a cujo culto se entrega, literalmente. Tornada num fascinante símbolo de beleza, a rainha exerce uma vital função religiosa, sendo “aquela que faz repousar Áton com a sua bela voz e as suas belas mãos, que seguram sistros”. Esta soberana, cujas responsabilidades políticas são inegáveis, oferece porém o seu coração ao amor que nutre pela sua família, que, no espírito de Akhenaton, é um estigma da vida divina., cujo esplendor merece ser imortalizado por artistas. Desta forma, os regentes concedem-nos, em diversas representações, a prerrogativa de perscrutarmos o seu lar, onde o enlace entre um homem e uma mulher é contemplado como um enlevo sagrado. Num baixo- relevo, repleno de ternura, Nefertiti, sentada nos joelhos do rei, segura uma das suas seis filhas; noutro, é esculpida a dor ímpar que devastou o casal régio, prostrado diante do féretro da sua segunda filha, perecida em consequência de uma prolongada enfermidade. Sacerdote e profeta de uma deidade nimbada por um halo de energia que concebe a vida, Akhenaton inicia determinados dignitários nos sacros mistérios de Áton, entregando-se, literalmente, a esse papel de mestre espiritual. Concomitantemente, emprega cada lampejo das sua forças à concepção de um sublime hino, que muitos consideram, flagrantemente, semelhante aos Salmos de David, nomeadamente, ao salmo 104.

Hino ao Sol

Bela é a tua alvorada, oh Áton vivo, Senhor da eternidade!
Tu és brilhante, tu és belo, tu és forte!
Grande e profundo é o teu amor; os teus raios cintilam nos olhos de todas as criaturas; a tua pele espalha a luz que faz os nossos corações viver.
Tu encheste as Duas Terras [nota: Akhenaton refere-se ao Egipto] com o teu amor, oh belo Senhor, que a ti mesmo te criaste, que criaste a Terra inteira e tudo o que nela se encontra: os homens, os animais, as árvores que crescem no chão.
Levanta-te para lhes dar vida, pois tu és a mãe e o pai de todas as criaturas. Os seus olhos voltam-se para ti, quando ascendes no firmamento. Os teus raios iluminam toda a Terra; o coração de cada um enche-se de entusiasmo, quando te vê, quando tu lhe apareces como seu Senhor. Quando te pões no horizonte ocidental do céu, as tuas criaturas adormecem como mortos; obscurecem-lhes os cérebros, tapam-se-lhes as narinas, até que de manhã se renova o teu brilho no horizonte oriental do céu.
Então, os seus braços imploram o teu Ka, a tua beleza acorda a vida e renasce-se! Tu ofereces-nos os teus raios e toda a Terra está em festa; canta-se, toca-se música, soltam-se gritos de alegria no pátio do castelo do Obelisco , o teu templo de Akhenaton, a grande praça que tanto de agrada, onde te oferecem alimentos como homenagem...
Tu és Áton, tu és eterno... Tu criaste o longínquo céu para aí te elevares e veres as coisas que criaste. Tu és único e, no entanto, dás vida a milhões de seres, é de ti que as narinas recebem o sopro da vida. Quando vêem os teus raios, todas as flores vivem, essas mesmas que crescem no chão e se abrem quando tu apareces. Com a tua luz se embriagam. Todos os animais se levantam de um salto, os pássaros que estavam nos seus ninhos abrem as suas asas, para fazerem preces a Áton, fonte da vida.

Convidemos, por instantes, este cântico devoto a adornar a nossa imaginação, permitindo-nos pressentir a fé ardente com que era entoado, entre o vibrar das cordas de uma harpa, que brindava cada alvorada e cada crepúsculo com a sua alma melódica. No exórdio das drásticas alterações religiosas, Áton ocupava um lugar de supremacia diante dos outros deuses, com quem, porém, coexistia. Somente após longos confrontos com os sacerdotes, Akhenaton ordenou enfim a supressão de todas as divindades egípcias, à excepção do seu deus- solar, ordenando que os seus nomes fossem apagados dos templos, num linchamento espiritual que principiou com Ámon. As razões e modo de aplicação desta estratégia religiosa encontram-se todavia sepultados sobre os escombros da obscuridade. Apesar da persistência febril do soberano, as divindades que ele tentara aniquilar permaneceram vivas no interior das casas de inúmeros egípcias, que continuaram a prestar-lhes culto, secretamente. De súbito, a alma egípcia colheu do reinado de Akhenaton uma rosa perlada pelo sacrilégio, que havia florescido de um gesto talhado num atroz equívoco: a supressão de Osíris, cujo culto era nimbado pela irresistível fragrância da imortalidade, quimera que escravizava o coração dos Egípcios. Desafiando a reconfortante noite de uma tradição secular com a rutilante aurora de uma herética subversão, Akhenaton concede ao seu deus a prerrogativa de usurpar os atributos e incumbências do venerado Osíris. Por conseguinte, em todas as representações funerárias datadas deste período de tempo, o personagem principal não é senão Akhenaton, mensageiro do deus único tanto na terra como no Além. 

Porém, a récita de indignação que rasgava o peito Egípcio esbateu-se em cânticos de submissão, elevados mesmo no instante em que o soberano proibiu o pronunciamento da palavra “deuses”. Eclipsada pela celestial visão da “Cidade do Sol” e pelo divino alento de enaltecer o esplendor de Áton, a liderança do Egipto tombou, negligentemente, numa remota e obscura lacuna da alma do regente, de cujas mãos sonhadoras resvalaram um imensurável rol de erros. Abominando conflitos ou guerras, Akhenaton adopta uma política de passividade, crendo que o prestígio do Egipto bastará para preservar o equilíbrio no Próximo Oriente. Desta forma, desvanece o halo de protecção que o faraó deve manter em torno dos seus aliados, permitindo que gradualmente o império formado por Tutmósis III se desintegre nas mãos do poderoso povo hitita. Embora tenha já perdido a maioria dos seus vassalos, corrompidos ou ameaçados, Akhenaton continua a ignorar os desesperados pedidos de auxílio provindos daqueles que ainda lhe são fiéis. A morte de Ribaldi, príncipe da Síria, que pagara com a sua vida semelhante fidelidade não rasgam tão denso véu de passividade. Esta ausência de qualquer reacção por parte do faraó fá-lo perder os portos fenícios, acentuar a revolta da Palestina, permitir a atroz chacina que levou ao desaparecimento de Mitanni, aliado do Egipto. O mutismo de Akhenaton talha o brilho feroz das armas dos hititas e assírios, tingidas do sangue de aliados egípcios. Como não conceder à atitude do regente o epíteto de deplorável? Como não condenar o seu reinado, conspurcado pelo travo do sangue? Porém, é possível argumentar a seu favor: talvez os relatórios que repousavam nas mãos fossem incompletos, adulterados ou mesmo falsos. Ter-se-ia ele, de facto, apercebido, da aterradora gravidade da situação? A luz de Áton tornou-se, para os egípcios, num fragmento das trevas, que invadiam, gradualmente, o seu pais, já fustigado por graves perturbações económicas, florescidas da ausência de tributos pagos por aliados. Os inimigos de Akhenaton fizeram ressoar a sua cólera nos murmúrios do rio Nilo, bordando-a, de seguida, num apelido significativo: “O Herético”. Na realidade, somente Akhenaton e um exíguo grupo de fiéis entregavam a sua alma à luz de Áton, deidade incapaz de silenciar os clamores tentadores de Osíris, de cujos braços o povo egípcio não se ousava desprender. 

O Sol do seu reinado extinguiu-se num céu de enigmas. Que sucedeu a Nefertiti após o ano 15 do reinado de Akhenaton? Ter-se-á oposto, igualmente, à conduta de seu esposo ou terá entoado cânticos dedicados a Áton até ao seu derradeiro suspiro? Crê-se que talvez a rainha tenha perecido no ano 13 ou 14 do reinado de Akhenaton, dilacerando o sopro de vida que ainda brincava no semblante do soberano. A sua morte perde-se na fragrância do desconhecido, suspeitando-se apenas que não tenha sido sepultado no túmulo familiar que mandara escavar em Amarna e onde já jazia o corpo da sua segunda filha. A “Cidade do Sol”, sublime oferenda a Áton, foi abandonada à aridez do deserto, sendo considerada como o fruto da heresia.

  Detalhes e vocabulário egípcio:
Amarna, cidade localizada na margem direita do Nilo, mais exactamente a cerca de 280 km do Cairo, conquistou o tempo, tornando-o escravo dos seus caprichos, a fim de legar à eternidade algumas das mais magníficas obras de arte egípcia, como é o caso do famigerado busto de Nefertiti, encontrado numa oficina de escultura, e que hoje deslumbra visitantes de todo o mundo, no Museu Egípcio de Berlim. De resto, a luzente “Cidade do Sol” foi igualmente testemunha da subversiva arquitectura dos sumptuosos templos erigidos em honra de Áton. Com efeito, estes extasiantes edifícios a céu aberto contrastam terrivelmente com a arquitectura tradicional característica dos templos dedicados a Ámon.
 

Verónica Freitas