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O AMOR DO NATAL

No mundo dos símbolos, se encurta distancias, se amplia entendimentos e se facilita a comunicação entre os homens, em especial, os livres e de bons costumes.

Chegou o natal e tais quais os presentes oferecidos pelos Reis Magos, você também está sendo presenteado. No ouro, está sua família real, pois ninguém é mais importante ou valoroso para você, que ela, e você é um pedaço dela. Na mirra, o seu sentimento puro pelos seus, razão que lhe faz cativo e constante; guerreiro, vencedor das paixões, sempre em busca do progresso de todos.

No incenso, a fé, esta que lhe proporciona o milagre da vida, que lhe da arma invisível para vencer o combate, que lhe faz forte quando está fraco e lhe empossa como detentor da imagem e semelhança do criador.

Note nesta oportunidade, que não há excluídos e por mais que a sociedade desenfreada discrimine você como ser superior, é o grande campeão e nessa eterna olimpíada, sempre estará em 1º lugar, já que também é filho da promessa, não é improdutivo nem tão velho que não possa gerar expectativas, esperanças, dentre muitos outros valores.

O momento é de confraternizar, numa flagrante demonstração de boa gestão de sua vida. E como bom guerreiro, lute contra o coração de aço, seu troféu lhe espera, sem tristeza e sem rancor. Se prepare, pois o que lhe espera é o amor.

Agora vamos para o abraço final. Arestas aparadas, coração vigilante e sensível, esperanças alimentadas, ânimos em equilíbrio, presentinhos comerciais comprados, solidariedade em exercício (em especial àqueles menos favorecidos pela sorte), desaceleração dos “motores” para controlar o stress, evitando assim dividir o que é para multiplicar e multiplicar quando é para dividir; retirada imediata dos binóculos, em frente aos seus olhos, que o faz enxergar um pequeno e longínquo problema, gigantesco e muito mais próximo que a real distancia, lhe impedindo de se preparar para dissipa-lo.

Tudo em ordem, tudo caminhando. Não esqueça que “a utopia pode ser o ainda não e não o nunca será” e Deus é o que nos falta para compreender aquilo que não compreendemos.

Que tenhamos um natal de paz e em paz, um natal de reconciliação e de fraternidade para que possamos vivenciar o verdadeiro amor do Natal.

Carlos Cezar Rocha, M.’.M.’.
Vitoria – ES, Grande Oriente do Brasil


AS QUATRO BORLAS – UM ANTIGO SÍMBOLO OPERATIVO

AS QUATRO BORLAS – Um antigo Símbolo Operativo

Para a Igreja Católica Apostólica Romana existem quatro virtudes cardinais ou virtudes cardeais que polarizam todas as outras virtudes humanas. Este conceito teológico destas quatro virtudes teve a sua origem inicialmente do esquema de Platão e adaptado por Santo Ambrósio de Milão, Santo Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino.

O conceito teológico destas quatro virtudes, segundo a Doutrina da Igreja Católica, elas são perfeições habituais e estáveis da inteligência e da vontade humana, que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé. As virtudes cardeais são quatro:

  • A prudência (originalmente “Sapientia” que em latim significa conhecimento ou sabedoria), dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para atingi-lo. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida, sendo por isso considerada a virtude-mãe humana.
  • A justiça, que é uma constante e firme vontade de dar aos outros os que lhes é devido;
  • A fortaleza (ou Força) que assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem;
  • E a temperança (ou Moderação) que modera a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados, sendo por isso descrita como sendo a prudência aplicada aos prazeres. “Pendente nos cantos da Loja estão quatro borlas, destinadas a nos lembrar das quatro virtudes cardeais, a saber: Prudência, Justiça, Fortaleza e a Temperança, a totalidade das quais, nos informa a tradição, era constantemente praticada pela maioria de nossos antigos irmãos”.

Esta provavelmente seja a referência mais conhecida sobre as quatro borlas, mencionada nos principais rituais Ingleses, Escoceses e Irlandeses, de onde derivam a maioria dos rituais do mundo. As virtudes cardinais como esculpidas na tumba do Papa Clemente II na Catedral de Bamberg.

As Quatro Borlas pendentes dos quatro cantos da Loja que são mencionados nas instruções sobre o painel do Primeiro Grau, estão diretamente relacionadas com os métodos utilizados pelos mestres pedreiros operativos ao definir os quatro cantos do prédio e ao implantar os cantos em um canteiro de obra. Mesmo hoje em dia, um mestre de obra, ao construir os cantos das linhas de um prédio irá suspender prumos a partir de suportes de madeira, adjacente aos cantos, para garantir que os cantos fossem perpendiculares, bem como corretamente localizados com relação aos demais pontos de canto estabelecidos.

Estas linhas eram também esticadas entre as linhas de prumo relevantes nos cantos, para garantir que as paredes seguiriam as linhas corretas e assegurar que os cantos estavam no esquadro e perpendiculares. As Quatro Borlas também aludem às linhas de prumo, que foram colocadas nos cantos do prédio durante a construção.

Em tempos operativos as Quatro Borlas que eram suspensas nos quatro cantos do alojamento representavam guias, que foram destinados a ajudar um maçom para manter uma vida justa e correta, de onde derivou a referência para as quatro virtudes cardeais que, tradicionalmente, são prudência, justiça, fortaleza e a temperança.

Em lojas modernas especulativas essas Quatro Borlas, representando respectivamente a prudência, justiça, fortaleza e a temperança, nesta sequência, deve começar no canto sudeste, que está ao lado esquerdo do Venerável Mestre, em seguida, avançar no sentido horário em torno do recinto da loja. Hoje em dia borlas não é uma característica comum em templos maçônicos, mas geralmente são representados apenas pelo nome de uma das quatro virtudes cardinais em cada canto. Em linguagem atual temperança sugere moderação ou mesmo abstinência; fortaleza implica coragem no sofrimento; prudência transmite uma impressão de cautela e justiça implica em reconhecer o que é certo.

A prática da temperança ou moderação deve estar estreitamente aliada à fortaleza ou força, o que implica coragem moral, bem como ser forte e destemido. Mesmo assim, a busca do curso de ação correto deve ser sempre temperada ou moderada com prudência, que envolve o uso do bom senso e da boa aplicação da razão e da lógica. No senso comum a justiça implica na interpretação estrita da lei, mas no seu sentido mais amplo, deve refletir o maior bem para a comunidade como um todo. É por isso que, em muitas versões da instrução sobre o painel do primeiro grau, a referência às quatro virtudes cardeais é seguida imediatamente por uma declaração semelhante à seguinte passagem citada do Ritual de Emulação Inglês:

As características distintivas de um bom maçom são virtude, honra, e misericórdia, e que elas possam sempre ser encontradas no peito de um maçom.” Neste contexto, misericórdia implica que a justiça por si só é insuficiente, mas que ela deve ser temperada pela misericórdia se for para alcançar um resultado equitativo. A virtude e a honra são corolários importantes da misericórdia. Virtude significa bondade, moralidade e probidade, e também significa muitos atributos de honra, que por sua vez significa honestidade, integridade, retidão e justiça.

Na época operativa, todas as estruturas religiosas significativas e outros edifícios imponentes foram criados a partir do centro, quando a localização do centro de uma estrutura tinha sido decidida, o primeiro dever do mestre pedreiro era estabelecer o ponto central da estrutura no terreno. Chamava-se a isso de bater o centro. Ele, então, iria determinar a necessária orientação do edifício por um método apropriado e configurá-la no chão. Nós maçons especulativos deveríamos estar cientes de que, simbolicamente, eles têm por objetivo encontrar as respostas para suas perguntas no centro, que é o ponto dentro de um círculo a partir do qual todas as partes da circunferência são igualmente distantes.

O Círculo entre Paralelas Tangenciais e Verticais é também importante símbolo maçônico e, como essas paralelas representam os trópicos de Câncer e de Capricórnio, ou seja, os dois São João, o Batista e o Evangelista, a figura mostra que o Sol não transpõe os trópicos e recorda, ao maçom, que as concepções metafísicas e a consciência religiosa de cada obreiro são de foro íntimo e, portanto, invioláveis.

O ponto dentro de um círculo é um hieróglifo antigo e sagrado que se refere à divindade. O mundo maçônico é um mundo geométrico por excelência, portanto podemos definir o quadrado como a matéria, o círculo como o espírito e o ponto é a origem de tudo, o criador. É um símbolo de importância suficiente para merecer uma contemplação profunda, mas bastará agora dizer que as respostas encontradas no centro são aquelas estabelecidas de acordo com os decretos da divindade.

Edifícios sagrados geralmente eram obrigados a facear ou o leste ou o nascer do sol no solstício de verão. Caso se necessitasse que a orientação fosse de leste a oeste, o primeiro passo seria determinar a verdadeira linha Norte-Sul com precisão, por meio de uma linha passando pelo ponto central, a partir da qual a verdadeira linha Leste-Oeste poderia ser estabelecida.

Quando as quatro marcas de canto tinha sido estabelecidas, estacas perpendiculares distintamente marcadas eram criadas perto delas, com cordões ou fitas coloridas suspensas distinguiam as estacas marcadas, da mesma forma como hoje são usadas estacas pintadas ou estacas com bandeiras coloridas, chamando a atenção para a sua localização e protegendo-as contra danos acidentais.

Como as lojas operativas eram orientadas na mesma direção do templo de Salomão em Jerusalém, que é o inverso de lojas especulativas modernas, a entrada para o alojamento era no leste e o mestre sentava no oeste. Para evitar possíveis confusões, na discussão a seguir será feita referência à posição dos oficiais na loja, e não aos pontos cardeais. Lojas Operativas tinham um Mestre, um Primeiro Vigilante e um Segundo Vigilante que tinham uma localização relativa entre eles.

Em lojas operativas havia também um quarto oficial, o Superintendente de Trabalho, cuja localização era do lado oposto ao do Segundo Vigilante. Nesta explicação sobre a localização e o simbolismo das Quatro Borlas pendentes dos cantos do alojamento, assume-se que todos esses quatro oficiais ficam sentados de frente para o centro do alojamento.

A borla no canto do lado direito do Mestre deve representar justiça e a do seu lado esquerdo deve representar temperança. A razão para isso é que, quando governa seu alojamento e administra sua força de trabalho, o Mestre deve fazê-lo com justiça que, no entanto, deve ser temperada com misericórdia, de modo a garantir que não só o cliente obterá o serviço que está pagando, mas também que os seus trabalhadores vão receber os devidos pagamentos.

A borla no canto do lado direito do Superintendente do Trabalho deve representar prudência e a do seu lado esquerdo deve representar justiça. Tal como o seu Mestre, a quem ele representa, o Superintendente do Trabalho deve ser prudente na utilização de sua força de trabalho e dos materiais, para que o Mestre esteja devidamente servido; mas ele também deve garantir que os homens sejam tratados com justiça, para que eles recebam os proventos a que têm direito.

Os dois Vigilantes são os oficiais que exercem controle direto sobre os trabalhadores, sob a supervisão imediata do Superintendente do Trabalho. A borla no canto do lado direito do Administrador Sênior, o Primeiro Vigilante, deve representar fortaleza e a do seu lado esquerdo deve representar prudência.

A razão para isso é que, como o oficial que exerce o controle direto sobre os trabalhadores enquanto estão no trabalho, ele é responsável por superar as muitas dificuldades que inevitavelmente afligem o trabalho, o que exigirá a máxima firmeza de sua parte. Ao mesmo tempo, deve exercer o seu controle sobre o emprego dos homens e do uso de materiais com a máxima prudência, para proteger o bem-estar dos homens e, ao mesmo tempo garantir que a execução da obra não seja penalizada.

O Segundo Vigilante, cujo dever é ajudar o Administrador Sênior, é o oficial principal responsável pelo bem-estar dos homens, especialmente quando eles estão em repouso e descanso. A borla no canto do lado direito do Segundo Vigilante deve representar temperança, em alusão à forma pela qual o descanso deve ser sempre conduzido. A borla do lado esquerdo do Segundo Vigilante deve representar fortaleza, porque ele deve personificar Hiram Abif cuja fortaleza deve ser sempre imitada por todos os maçons.

Para o nosso pleno desenvolvimento como Maçom e como ser humano, devemos não só praticar as quatro virtudes cardiais, prudência, justiça, fortaleza e a temperança, bem como as três virtudes teologais, a fé, a esperança e a caridade, as quais nós deveremos usar com muita sabedoria e inteligência.


Eduardo Bandeira Lecey, M.’.M.’. e M.’.I.’.

ARLS Guardiões da Arca 4348 (Rito Brasileiro)
Porto Alegre, Grande Oriente do Brasil


BIBLIOGRAFIA

1. https://leonardoboff.wordpress.com/2011/07/19/face-a-crise-quatro-principios-e-quatro-virtudes/
2. LEWIS, C.S. Cristianismo Puro e Simples, Livro III, cap. 2. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
3. https://bibliot3ca.wordpress.com/as-quatro-borlas/
4. https://focoartereal.blogspot.com.br/2015/06/as-borlas-e-corda-de-81-nos.html
5. http://bodeadormecido.blogspot.com.br/2016/01/as-quatro-borlas-na-maconaria.html
6. Ritual no Grau de Mestre Maçom do G.’.O.’.B.’. dos seguintes ritos, Brasileiro, R.’.E.’.A.’.A.’., Adonhiramita e York.

ENSAIO: GNOSE

Gnose – saber por excelência; ciência superior às crenças vulgares; conhecimento.
Gnóstico – seguidor do gnosticismo.
Gnosticismo – sistema teológico e filosófico que se atribui um conhecimento sublime da natureza e dos atributos divinos.
Agnóstico – relativo ao agnosticismo.
Agnosticismo (1) – do grego “a”, sem; e “gnosis”, conhecimento; doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano e professa uma completa ignorância relativamente ao princípio e à essência de todos os fenómenos físicos e morais.

Hoje, os termos gnóstico ou agnóstico não são de uso comum, não fazem parte de nossa linguagem quotidiana. Normalmente os termos de pouco uso tem o risco de terem seu conceito deformado e desviado do seu real significado, sendo deturpado e mal compreendido com o passar do tempo, principalmente quando seu significado envolve conceitos que possam sustentar opiniões divergentes dos diversos interesses particulares de estruturas sociais ou filosóficas instituídas.

Observamos no dia-a-dia o uso de termos cujo conceito desconhecemos; repetimos e damos o crédito supondo que quem o utilizou nos deu uma base suficiente. Porém isso não é o bastante, pode ser enganoso e prejudicial, pois, podemos abraçar um conceito insuficiente e por vezes desvirtuado de seu sentido original. Mesmo nos dicionários verificamos mudanças que levam a uma má interpretação de seu sentido original pela acção do tempo e o famoso “uso e costumes”.

Temos ouvido falar em agnóstico como antónimo (2) de gnóstico. Literalmente, agnóstico, significa um desconhecedor ou ignorante, mas, em sentido figurativo descreve uma pessoa sem fé religiosa, que não obstante se ressente de ser chamada de ateísta.

Gnostikoi em grego indica aqueles que possuem a gnose ou o conhecimento. O gnóstico é o conhecedor e não o seguidor de alguém que pode ser um conhecedor.

Em suas origens, os gnósticos viveram durante os 3 e 4 primeiros séculos da era cristã. O gnosticismo tornou-se um sistema definido de pensamento com sua origem num passado remoto, acumulando ao longo do tempo conhecimento das mais diversas fontes se fundindo em um sistema único. Esse sincretismo (3) vem do antigo Egipto e com maior força da Pérsia (hoje Irão) como da Babilónia.

Eram ávidos escritores deixando vários textos em sua época, porém, dado suas ideias avançadas (como livre pensadores) e como não se submetiam a dogmas temporais, não eram estimados, pois ameaçavam, ou melhor, suas ideias incomodavam e punham em risco as instituições existentes, o que causou uma incansável perseguição e destruição de sua literatura (gnóstica), pelos queimadores de livros e caçadores de hereges da Igreja.

Não se intitularam gnósticos, mas assim foram denominados por não serem cristãos, nem judeus ou seguidores de tradições de antigos cultos, mas pessoas que compartilhavam entre si certas atitudes perante a vida, consistindo isso na convicção de que o conhecimento directo, pessoal e absoluto das verdades autênticas da existência é acessível aos seres humanos e que a obtenção de tal conhecimento deve sempre constituir a suprema realização da vida humana. Clement de Alexandria (150 / 220 A.D., data imprecisa) designa gnose como “o conhecimento de quem somos, o que nos tornamos, onde estamos, em que lugar fomos colocados; onde fomos precipitados, onde somos redimidos; que é nascimento, que é renascimento”. É uma espécie imediata de conhecimento que penetra na consciência como um lampejo sem esforço do raciocínio, uma iluminação da consciência. Essa aquisição de conhecimento, essa revelação intuitiva pode ser possibilitada pela realização de rituais e cerimónias.

A liberdade de pensamento na sua mais abrangente conceituação leva à psicologia profunda que nos direcciona a uma transformação e visão interior capazes de nos conduzir a um conhecimento pessoal que prescinde tanto da Lei como da Fé.

A religião, a ciência, a filosofia, a arte, a literatura, a política, representam apenas abordagens parciais do grande mistério da Alma e do Homem. Cada qual apresenta uma faceta própria, mas sempre fragmentada do Todo. Todas essas abordagens buscam um equilíbrio e uma melhora na qualidade de vida e de bem-estar, e procuram de uma maneira dividida, isolada, buscar a harmonia num momento exterior a si mesmo, deixando de perceber que a única realidade é interior, que se encontra no âmago mais profundo de nossa psique.

A suprema realidade está além do alcance conceptual. A psicologia moderna nos mostra que a gnose se encontra na experiência vital da transformação psíquica pessoal. A prática ritualística (como exemplo, nossos rituais) pode induzir transformações, mas não pode ser confundida com fórmulas de sabedoria, pois cairia num terreno dogmático e nebuloso.

A experiência é sempre pessoal, e nunca conseguiremos expressa-la ou interpreta-la adequadamente, tentando organiza-la desta ou daquela forma direccionando apenas à razão, uma vez que toda conceituação tentada aponta apenas semelhanças na experiência.

 

José Eduardo Stamato, M.’.I.’.
ARLS Hórus 3811, REAA
Santo André – Grande Oriente de São Paulo, Brasil

 

NOTAS
(1) Termo criado por Huxley (Thomaz Henrique), fisiologista inglês (1825-1895).
(2) Antónimo – qualificativo das palavras de significação oposta.
     Sinónimo – diz-se da palavra que tem quase a mesma significação que outra.
(3) Sistema filosófico que combina os princípios de diversas sistemas; ecletismo; amálgama de concepções heterogéneas.
Ecletismo – tendência filosófica resultante, em geral, do conflito de culturas e do embate das ideias e que a escolher em cada sistema o que parece mais consentâneo com a verdade.

 

BIBLIOGRAFIA
A Gnose de Jung – Stephan A. Hoeller – Ed. Cultrix
Enciclopédia e Dicionário Internacional – W.M. Jackson, Inc.
Os Cátaros – René Nelli – Edições 70 (Lisboa – Portugal)
Os Cátaros e a Reencarnação – Arthur Guirdham – Ed. Pensamento
Provença – Helyette Malta Rossi – FEEU (Fundação Educacional e Editorial Universalista – Porto Alegre – RGS)

EGRÉGORA – ENERGIA CONCENTRADA

Egrégora – Energia concentrada da coletividade.

Todo agrupamento de seres, gera uma força de coesão que mantém o grupo unido, não importa se consciente ou não. Isso possibilita um poder, um vigor que pode ser usado para uma batalha ou trabalho grupal, incitando a participação individual na busca do objetivo. Observamos isso na natureza em todos os seres vivos, é uma ação instintiva e por vezes incontrolável, a não ser por um poder mais forte que iniba a ação.

A força criada pelo agrupamento sempre é estimulada e utilizada por um elemento que se destaca do grupo (um líder) direcionando essa energia para um objetivo que o grupo pode acatar seguindo-o ou dissolver-se lentamente.

Essa força é criada pelo nosso cérebro (tendo como causador nossa vontade, com boas intenções ou não, podendo ser dissimulada) que é um acumulador e gerador de energias que já estão identificadas e mapeadas pela ciência. O eletroencefalograma (como exemplo) mede essas forças nominando-as como ondas:

  • Ondas Épsilon, frequência abaixo de 0,5 Hz(1): favorece estágios profundos e avançados de meditação; estados de êxtase da consciência; inspiração e criação de alto nível; intuição espiritual e experiências místicas fora do corpo.
  • Ondas Delta, frequência entre 1/3,9 Hz: sono profundo sem sonhos; hormônio de crescimento liberado; perda de consciência corporal; relaxamento físico profundo; acesso à mente inconsciente coletiva.
  • Ondas Teta, frequência entre 4/7,9 Hz: consciência reduzida; sonhos; meditação profunda, intuição; favorece a aprendizagem e memória; alta criatividade, picos de intuição e inspiração; cura espontânea; ação da hipnose.
  • Ondas Alfa, frequência entre 8/13,9 Hz: atenção relaxada (calma) e boa saúde; coordenação mental; memória de longo prazo; criatividade e visualização; associado à meditação leve; relaxamento “acordado”.
  • Ondas Beta, frequência entre 14/30 Hz: linear, pensamento do hemisfério esquerdo; associada ao estresse, ansiedade e ao medo; ondas não sincronizadas; útil para memória de curto prazo e trabalhos de rotina; pensamento consciente, foco externo; sujeita a alterações emocionais, a mais instável e a que estamos funcionando no dia-a-dia.
  • Ondas Gama, frequência entre 30/100 Hz: hiperconcentração e foco; fundamental para a autoconsciência e discernimento; não é bem compreendida, mas ligadas à percepção e atenção.

Essa energia é cumulativa, quando estimulada com consciência produz resultados independentes de ações físicas; agem num plano além do físico atingindo as mentes que se identificam com interesses mais elevados, não importando tempo ou espaço, é uma “mobilização das reservas latentes do cérebro” estabelecendo um equilíbrio dessas frequências.

O termo que utilizamos em nossa Ordem é Egrégora (2) que corresponde ao estado de consciência dos integrantes da Loja, onde frequentamos e nos manifestamos; “é um conceito “espiritualista” moderno (3) segundo o qual a conjunção de pensamentos de um grupo forma uma espécie de entidade viva e invisível, capaz de auxiliar os membros de tal agrupamento”. Esse “estado de consciência” é estabelecido com a comunhão (4) (com o empenho, dedicação e auxílio) de todos que participam dos nossos trabalhos através de nossa Ordem, gerando uma força que pode ser utilizada fortalecendo a Instituição. É enfraquecida quando há um distanciamento dos Princípios Gerais que nos unem, dissociando seus fins – Liberdade, Igualdade, Fraternidade (5).

Essas frequências quando equilibradas na Loja, quando correspondem com o grau de consciência de cada um (mesmo propósito), se tornam um campo gerando um crescimento da Loja e dos IIr.’. (6) proporcionando a fixação dos princípios propostos pela Ordem e estimulando o grupo a promover ações que possam dignificar a coletividade, orientando-a e auxiliando em sua existência.

O trabalho formal exercido pela ritualística, promove em nossas mentes uma integração em nossa percepção e atenção, proporcionando uma sessão coerente e harmônica aumentando a eficiência do mecanismo cerebral através da regularidade da prática. É uma meditação. É preciso ter nossos princípios “incorporados” e ter disciplina na execução ritualística para fortalecimento dessa “energia”.

Cabe lembrar que toda frequência que se propaga pelo espaço normalmente não é percebida pela nossa consciência, mas atingem nossos órgãos receptores e podem ser percebidas em formas compreensíveis.

O que vindes aqui fazer?

 

ADENDA:
“Nosso planeta tem um campo eletromagnético que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, perto de 100 km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (ressonância Schumann) e recebeu este nome porque foi constatado pelo físico alemão Schumann (7) em 1952. É mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Não podemos ser saudáveis fora desta frequência biológica natural.

Por milhares de anos, a Terra permaneceu nesta vibração. A partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90 essa frequência passou de 7,83 Hz para 11Hz e depois para 13 Hz. Com essa alteração, aumentaram as perturbações climáticas e atividades sismológicas, criando desequilíbrios no planeta e no comportamento das pessoas. ”

 

José Eduardo Stamato, M.’.I.’.
ARLS Hórus 3811, REAA
Santo André – Grande Oriente de São Paulo, Brasil

 

NOTAS
(1) Hertz – unidade de frequência equivalente à frequência de um fenômeno periódico cujo período é de 1 segundo. Nome atribuído em homenagem ao Engenheiro Elétrico alemão Heinrich Hertz (1857/1894), que confirmou a tese de Maxwell que estabelecia a identidade de transmissão entre a eletricidade, a luz e o calor irradiante; descobriu também a ação exercida pela luz ultravioleta nas descargas elétricas.
(2) Do grego egregorein significando «velar, vigiar».
(3) As pesquisas atuais confirmam essas frequências cerebrais como alicerce no equilíbrio da mente e do corpo; o termo “espiritualista” pode confundir a verdade atrás dos fatos comprovados.
(4) Participação em comum de crenças, ideias ou opiniões.
(5) Não há Liberdade quando o I.’. se sobrepõe sobre os demais; não há Igualdade quando um ego está exaltado; não há Fraternidade quando um Ir.’. se considera o centro.
(6) Em nossos rituais é informado pelo Cobridor (um guardião) que o Templo está “protegido”, isto é, estima-se que todos os presentes estão “preparados”, isto é, em harmonia para os trabalhos. O Templo é interior, de cada um dos IIr.’..
(7) Winfried Otto Schmann (1888/1974), demonstrou que a Terra é cercada por um campo eletromagnético pulsante com a frequência de 7,83 Hz, embora essa ressonância já havia sido detectada por Nikola Tesla (Austríaco de nascimento e naturalizado norte-americano – 1856/1943) 60 anos antes. Tesla criou (1893) a transmissão sem fio de energia para aparelhos eletrônicos com a criação do projeto Wardenclyffe Tower, mencionado hoje como inacabado.

BIBLIOGRAFIA
Wikipédia – A enciclopédia livre – WEB
Dicionário da Franco-Maçonaria – Alec Mellor – Ed. Martins Fontes
(Neste dicionário, a explicação foi de expor de uma maneira inteligível (para a época) o que se apresentava como obscuro sem uma base real.)

A ESTRELA DE CINCO PONTAS

Através dos séculos houve sempre a preferência por uma estrela de cinco pontas como figura dos astros de aparência menor do que a do sol e da lua. O planeta Vênus tem sido representado assim e é considerado uma estrela matinal e vespertina, ensejou lendas sem conta. Por outro lado, A Estrela de Cinco Pontas sempre foi, desde tempos remotos e até hoje, o distintivo de comandantes militares, e de generais.

Como Símbolo Maçônico, A Estrela Flamejante de origem Pitagórica, pelo menos quanto ao seu formato e significado, este muito mais antigo do que aqueles que lhe deram alquimia, a magia e o ocultismo, durante a idade média. O seu sentido mágico alquímico e cabalístico e o seu aspecto flamejante foram imaginados ou copiados por Cornélio Agrippa de Nettesheim (1486-1533), jurista, médico e teólogo, professor em diversas cidades européias. A magia, dizia ele, permite a comunicação com o superior para dominar o plano inferior. Para conquistá-la seria necessário morrer para o mundo (iniciação). Símbolo e distintivo dos Pitagóricos, A Estrela de Cinco Pontas ou Estrela Homonial é também denominada com impropriedade etimológica, Pentáculo (cinco cavidades), Penta Grama (cinco letras ou sinais gráficos, cinco princípios) ou Pentalfa. Importa saber que os pitagóricos a usam para representar a sabedoria (sophia) e o conhecimento (gnose) e provavelmente empregavam no interior do pentáculo a letra gama, de gnosis.

A Estrela Flamejante era símbolo desconhecido pelos pedreiros livres medievais. Seu aparecimento na Maçonaria, a partir de 1737, não encontrou guarida em todos os Ritos, pois o certo é que os construtores medievais conheciam a figura estelar apenas como desenho geométrico e não com interpretações ocultas que se introduziram na Maçonaria especulativa. A Estrela Flamejante corresponde ao Pentagramaton ou Tríplice Triângulo cruzado dos pitagóricos. Distingue-se do Delta ou Triângulo do Oriente, embora, entre os antigos egípcios representasse também Horus que em lugar do pai, Osíris passou a governar as estações do ano e o movimento.

O verdadeiro sentido da Estrela Flamejante é Homonial, eis que o símbolo designa o homem espiritual, o indivíduo dotado de alma, ou de fator de movimento e trabalho. Ou seja, o indivíduo como espírito ou fagulha interna que lhe concedeu o G.·.A.·.D.·.U.·. . A ponta superior da Estrela é a cabeça humana, a mente. As demais pontas são os braços e as pe rnas. Na Maçonaria essa idéia serve para lembrar ao Maçom que o homem deve criar e trabalhar, isto é, inventar, planejar, executar e realizar, com sabedoria e conhecimento. Pode ocorrer que o ser humano falhe nos seus desígnios. O Maçom também pode falhar como ser humano, mas seu dever é imitar, dentro de seus ínfimos poderes o G.·. A.·. D.·. U.·., o ser dos seres. Aí está O principal segredo do Grau de C… . Outra interpretação é a que se refere a 3+2=5, soma em que três é a divindade cuja fagulha é encarnada e dois é o material, o ser que se reproduz por dois sexos opostos e não consegue perpetuar-se de outro modo.

As cinco pontas da Estrela ainda lembram os cinco sentidos que estabelecem a comunicação da alma com o mundo material. Tato, audição, visão, olfato e paladar, dos quais para os Maçons três servem a comunicação fraternal, pois é pelo tato que se conhecem os toques Pela audição se percebem as palavras , e pela visão se notam os sinais. Mas não se pode esquecer o paladar, pelo qual se conhecem as bebidas amargas e doces, bem como o sal, o pão e o vinho. Finalmente pelo olfato se percebem as fragrâncias das flores e os aromas do altar de perfumes. A letra “G”, interior com o significado de gnose ou conhecimento lembra a quinta essência, quanto ao transcendental. Quanto ao Homonial, lembra ao Maçom o dever de conhecer-se a si mesmo. No Grau de Companheiro recomenda-se ao Maçom o dever de analisar as próprias faculdades e bem empregar os poderes pessoais em benefício da humanidade.

POSIÇÃO DA ESTRELA FLAMEJANTE NO TEMPLO
Os Rituais do mundo e os diversos Ritos Maçônicos não se entendem também quanto à colocação da Estrela Flamejante no alto do recinto do Templo. Uns a colocam no oriente a frente do trono, outros a configuram no interior do D.·., o que parece mais sugestivo, principalmente quando o Obreiro na elevação de Grau é chamado a contemplar o Triângulo Radiante. Outros, entendendo que ela é de brilho intermediário, isto é, de luminosidade simbolicamente situada entre a luz ativa do sol e a luz próxima ou reflexa da lua, mandam situá-la no meio do teto do Templo, dependurada, ou pelo menos no meio-dia, onde à maneira inglesa está o 2º Vigilante. Outros a consideram uma Estrela do Ocidente. Lojas do Rito Moderno as têm colocado no ocidente ao lado do 2° Vig.·. (norte). Entende-se que a melhor forma é se colocar a Estrela Homonial no meio do teto do Templo, ou de maneira que o Iniciado possa contemplar o Símbolo quando é chamado a fazê-lo.

SIGNIFICADOS MAÇÔNICOS DA LETRA G NO INTERIOR DO PENTAGRAMA
Ficou demonstrado que a melhor significação do G central do pentagrama é gnose=conhecimento. O caráter Homonial da Estrela Flamejante é indiscutível, a luz das fontes pitagóricas e das referências gregas e romanas. Ninguém negaria ao Símbolo o seu sentido mágico, eis que Pitágoras se dedicava à magia. No pentagrama a letra G quer dizer principalmente gnose, porém para satisfazer gregos e troianos tem que se acrescentar os significados, GERAÇÃO, GÊNIO, GEOMETRIA e GRAVITAÇÃO, e também GLÓRIA PARA DEUS, GRANDEZA PARA O VENERÁVEL DA LOJA, ou para A LOJA, e tem sido registrado em muitos Rituais Maçônicos na tentativa de se encontrar ligação entre estes hipotéticos significados da letra “G”. Diz-se que GERAÇÃO estaria ligada ao princípio (gênesis da Bíblia) ou a Arquem, dos gregos. Gênio seria o correspondente a “DJINN” dos árabes e a “GINES” dos persas, que no ocultismo tange aos chamados “ELEMENTAIS” ou “SEMI-INTELIGENTES ESPÍRITOS DA NATUREZA” e em outras interpretações quer dizer o espírito criador ou inventor, ou a chama realizadora. GEOMETRIA, ciência da medida das extensões, que lembra as regras do grande geômetra para realizar a Arquitetura do Universo. Na sabedoria ela provocou os diálogos sobre ORDEM, EQUlLÍBRIO e HARMONIA. A GRAVITAÇAO lembra Newton e sua lei: A matéria atrai a matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado das distâncias. ARQUEU, O PRINCÍPIO, O FOGO REALIZADOR A palavra Arqueu, que deriva do grego que queria dizer, princípio, principal, primeiro, príncipe, reino, domínio.

Para os gregos, a palavra tinha o sentido de poder formador da natureza. Seria a essência vital que exprime as propriedades e as características das coisas. Por comparação, corresponderia ao sopro divino que deu vida a Adão na Bíblia. Ensinam certas instruções maçônicas o motivo simbólico das chamas que envolvem a Estrela Pentacular, relembrando Arqueu, o Fogo Realizador, ou ensinando que a letra G significa o gênio ou a BUSCA SAGRADA que anima o C.·. M.·. . à realização.

Tem-se afirmado que a Estrela Flamejante traduz a luz interna do C.·. M:. ou que representa o próprio homem Maçom dotado da luz divina que lhe foi transmitida. A estrela de cinco pontas é então a força que impulsiona o companheiro em direção das suas metas e da sentido as suas realizações, o numero cinco a qual a estrela faz alusão se funde na alma do companheiro que uma vez elevado a um patamar mais alto pode vislumbrar as luzes desta estrela e pode-se então guiar por esta luz pra que a sua caminhada que já é longe das trevas do mundo profano possa se refinar e dar sentido a sua obra interior, absorvendo a luz desta estrela que representa o corpo humano e utilizando a quintessencia o companheiro desperta para as luzes do saber e da compreensão da humanidade e do sentido oculto do saber e do realizar.

Que o GADU ilumine as nossas mentes para que posemos sempre caminhar longe das trevas e em direção a sua Luz. .

Flávio Dellazzana, C.’. M.’.
A.’.R.’.L.’.S.’. PEDRA CINTILANTE, 60
G.’.O.’.S.’.C.’./C.’.O.’.M.’.A.’.B.’.

SALMO 133 – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO

SALMO 133
Ecce quam bonum et Quam iucundumhabitare fratres in unum
Sicut unguentum in capite Quod descendit in barbam barbam Aaron
Quod descendit in ora vestimenti eius Sicut rosHermon quod descendit Iin montem Sion quoniam illic mandavit Dominus Benedictionem et vitam usque in saeculum

SALMO 133
“OH! QUÃO BOM E SUAVE É QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO.
É COMO O ÓLEO PRECIOSO SOBRE A CABEÇA. QUE DESCE SOBRE A BARBA, A BARBA DE AARÃO,E QUE DESCE À ORLA DOS SEUS VESTIDOS.
É COMO O ORVALHO DE HERMON QUE DESCE SOBRE SIAO; PORQUE ALI
O SENHOR ORDENOU A BÊNÇAO E A VIDA PARA SEMPRE.”

ÍNDICE

1ª PARTE
1 – Landmarks
2 – A Bíblia
2.1 – A divisão da Bíblia
2.2 – A abertura da Bíblia – Salmo 133
3 – Os Salmos : classificação
4 – Personagens Bíblicos
4.1 – David
4.2 – Aarão
4.2.1 – Tabernáculo, precursor do Templo
4.2.2 – A Arca da Aliança
4.2.3 – O simbolismo da Arca
4.2.4 – Vestes de Aarão
4.2.5 – O óleo da unção
5 – Os Montes
5.1 – Hermo

2ª PARTE
6. Análise interpretativa
6.1 Oh! Como bom e suave é que os irmãos vivam em união…
6.2 É como o óleo precioso sobre a cabeça…
6.3 É como o orvalho de Hermon…
Conclusão
Notas Bibliográficas
Bibliografia

 

Introdução

Grande parte do cerimonial maçônico tem sua origem, nos ritos da antiguidade, adaptado às exigências modernas. Dos ritos antigos, a influência mais visível é da hebraica.(Castelani, 1993, p.19). No dizer do citado autor, a Maçonaria moderna é considerada como a herdeira dos ritos, práticas e tradições hebraicas, a começar pelo Templo de Jerusalém, que é o arquétipo das Igrejas, e indiretamente dos Templos Maçônicos. Para que pudesse analisar o Salmo 133, denominado Salmo da Fraternidade ou da Concórdia, dividi o trabalho em duas partes. A primeira, desenvolvida de forma descritiva, procura situar dois personagens bíblicos, dentro de um contexto histórico: Aarão, citado nominalmente, e David, tido como autor do citado salmo. Da mesma forma, dois pontos geográficos também mereceram análise: os Montes Sião e Hermon.

Pretendo também comentar a relação existente entre os Landmarks e a obrigação da abertura de um Livro da Lei, no nosso caso a Bíblia, cujos salmos fazem parte da mesma. Na segunda parte deste trabalho, irei analisar de forma subjetiva os dizeres do Salmo 133 e os ensinamentos que dele se podem ser extraídos. Para a consecução do objetivo me apoei em várias fontes: a Bíblia Católica, livros, Revista Trolha, boletins de lojas e vários sites da internet, todos relacionados na bibliografia.

1 – LANDMARKS

A palavra, cuja origem é inglesa, no seu sentido etimológico, pode ser entendida como “limites fronteiriços” (land = terra e mark = marca, limite) que delimitam um território e que, por isso não podem ser alterados ou removidos. A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais define os Landmarks como “… as mais antigas leis que regem a Maçonaria Universal, pelo que se caracteriza pela antiguidade” (1)·.Allec Melor (1989) define os Landmarks como: “Landmarks são as regras de conduta queexistem desde tempos imemoriais – seja sob a forma de lei escrita ou não escrita -, que são co-essenciais à sociedade (maçônica), que são imutáveis, e que todo maçom é obrigado a manter intactas, em virtude dos mais solenes e invioláveis compromissos”.(2)

Nos primórdios da nossa ordem, não existiram normas e regras escritas diferentemente dos Templários, que a tinham escritas (3). O Irmão Francisco José Lucas da A R L S Baden Powell, n.173 da G L S P, assim se exprime a respeito: “… o pensamento filosófico ia se formandooralmente, se consolidando e sendo transmitido por herança dos mestres aos discípulos, pois, sempre existe quem ensinasse e que ouvisse e aprendesse. Todaatradição oral, no entanto, se sujeita a alterações e interpretações e somente com princípios básicos é que essa filosofia de vida pode subsistir e se manteraté agora.Tais são os veneráveis Landmarks da Franco Maçonaria RegularUniversal “. (4)

No mesmo trabalho o Irmão Francisco nos diz que os Landmarks não foram escritos por nenhum legislador; não é menos verdade que, por mais que o historiador maçônico procure as suas origens, ele encontra textos relacionados à sua existência. Diz textualmente: “… desde a era operativa, os Olds Charges mencionam osprincipais deles:crença em Deus, respeito à Lei Moral, Loja, segredo, masculinidade. O Poema Regius atribui-lhes uma forma didática “. (5)

Em1723. a Franco Maçonaria proclama nos Estatutos de Anderson que citam as General Regulations de Payne: “… Provided always that the Old Landmarks be carrefully” (contanto que os antigos Landmarks sejam escrupulosamente preservados).

Podemos concluir que os Landmarks são regras de conduta que existem a longo tempo (sem podermos precisar quando), quer seja sob a forma de lei escrita ou não, e que são imutáveis e que todo maçom é obrigado a manter intactas. O grande escritor norte americano Albert G. Mackey compilou vinte e cinco Landmarks, tidos como aceitos e que as Grandes Lojas acolheram. No presente trabalho interessa-nos o vigésimo primeiro, que diz: “É indispensável a existência no Altar, de um Livro da Lei, o Livro que conforme a crença, se supõe conter a verdade revelada pelo GADU. Não cuidando a maçonaria de intervir na peculiaridade da fé religiosa de seus membros. Exige, por isso, este Landmark que, um da Lei seja parte indispensável dos utensílios de uma loja”.(6)

Podemos perguntar: Por que o Livro da lei?Porque nele encontramos os preceitos religiosos. É a palavra escrita, é o “Verbo”, a representação simbólica da Sua Presença entre nós. A designação de Livro da Lei deve ser entendida como o “Livro da Lei Sagrada”, logo, ele pode mudar de acordo com a religião dos próprios obreiros, já que para ser maçom há a necessidade de se acreditar em um ente supremo, criador de todas as coisas. Definitivamente, o maçom não pode ser ateu.

O Livro da Lei pode ser:

a) Livro dos Mortos – para os egípcios.
b) A Bíblia para os Católicos
c) Vedas – para os hindus
d) O Torah para os judeus
e) O Alcorão para os Muçulmanos

Bíblia

Alcorão

Torah

2 – A BIBLIA (7)

Livro impresso por Gunttemberg, no século XV, e o mais vendido da história, a Bíblia reúne escrito fundamental para as três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Na verdade, a Bíblia é uma biblioteca de 73 livros escritos em momentos históricos diferentes. Até hoje, os arqueólogos não encontraram nada que pudesse comprovar a autoria de nenhum livro bíblico.Os textos mais antigos do Velho Testamento fazem parte dos Manuscritos do Mar Morto.São cópias integrais ou parciais de todos os livros do Antigo Testamento.

A datação mostrou que os textos mais antigos eram de 200 a C., cerca de mil anos mais recentes do que, segundo a Bíblia, alguns deles foram escritos. Em relação ao Novo Testamento, os escritos mais antigos são os papiros com trechos do livro do apóstolo João, de 130 d.C.

A discussão sobre a autoria dos textos é pesada. A Bíblia cita, por exemplo, Moisés como o escritor dos primeiros cinco livros, mas alguns estudiosos enxergam no estilo literário do Pentateuco – “cinco livros”, em grego – o que tornaria pouco provável que a tenha saído das mãos da mesma pessoa.A primeira compilação que se tem notícia da Bíblia que aparece na estante de fiéis do mundo inteiro foi feita por estudiosos gregos. Por volta de 200d.C.,foram reunidos num só livro todos os textos sagrados, com o Antigo Testamento em hebraico e o Novo Testamento em grego. Pouco mais de 100 anos depois, o Concílio de Nicéia reconheceu e oficializou a coletânea como sendo a Bíblia Sagrada.

O Pentateuto é formado pelos primeiros cinco livros, que compõem o Torah do Judaísmo (a palavra significa “lei” em hebraico) Em grego, o conjunto destes livros recebeu o nome de Pentateuco (cinco livros).São considerados os textos históricos da Bíblia, porque pretendem contar o que ocorreu desde o inicio dos tempos, inclusive a criação do homem que, segundos alguns teólogos, teria ocorrido em 5000 a C. (7)

Os 27 livros do Novo Testamento abarcam um período bem menor: cerca de 70 anos, que vão do O Velho Testamento, aceito como sagrado por judeus, cristãos e muçulmanos, é composto de 46 livros que pretendem resumir a história do povo hebreu desde o chamamento de Abraão por Deus, que teria ocorrido por volta de 1850 a C., até a conquista da Palestina pelos exércitos de Alexandre Magno e as revoltas do povo judeu contra o domínio grego, por volta de 300 a C.

2.1 – A DIVISÃO DA BIBLIA (8)

Os diversos livros da Bíblia, como falamos anteriormente, estão agrupados em dois testamentos: o Velho e o Novo.

VELHO TESTAMENTO

I –HISTÓRICOS ; pentateuco

Gêneses

que trata da origem do homem

Êxodos

conta a saída dos hebreus para o Egito

Levítico

conta a saída dos hebreus para o Egito

Números

trata da origem do povo hebreu

Deuteronômio

conta a história do povo hebreu

Josué – Juizes – Rute – Esdras – Tobías -Judith – Éster – Macabeus – Reis I e II

II – DIDÁTICOS

Jô – Salmos – Provérbios – Sabedoria – Eclesiásticos

III – PROFÉTICOS

 

1 – Maiores

(textos mais longos)

Isaías – Jeremias – Baruc – Ezequiel – Daniel

2 – Menores

(textos mais curtos)

Oseías – Joel – Amós – Abdias – Jonas – Miquéias – Naum – Habacque – Sofonias – Argeu

NOVO TESTAMENTO

HISTÓRICOS

DIDÁTICOS.

PROFÉTICOS

Os quatro evangelhos

Epístolas de São Paulo

Apocalipse

Atos dos Apóstolos

Epístolas aos católicos

É preciso ter em mente que a formação da Bíblia foi lenta e muito complicada. É o resultado do trabalho de várias mãos que durou séculos, onde a tradição oral era o forte. No Boletim O Aprendiz da Loja Duque de Caxias, de n.99, p.16 encontramos a seguinte citação que corrobora nossa afirmativa: “A Bíblia foi escrita num período de 1600 anos, desde 1500 a C. até o ano de 900 d C., quando João escreveu seu Santo Evangelho, na Ásia Menor. Foi escrito originalmente em hebreu,aramaico e grego, em folhas de papiro e depois em pele de carneiro”. (9)

2.2 – ABERTURA DA BÍBLIA: SALMO 133

A abertura do Livro Sagrado marca o início real dos trabalhos numa loja maçônica, pois o ato, embora simples, porém solene, é de grande importância, pois que simboliza a presença efetiva da palavra do Grande Arquiteto do Universo. Num artigo publicado pela revista Trolha, de agosto de 1997, lê-se que esta prática de se usar o Livro da Lei foi estabelecida em 1717, a partir da G L da Inglaterra, embora haja referência ao seu uso a partir de 1670.(10). Segundo Castelani, a leitura do salmo foi usada pela primeira vez,perto da metade do século XVIII, por algumas Lojas do Yorkshire, na Inglaterra, quando ainda nem havia um rito plenamente organizado. Em pouco tempo, esse hábito foi abandonado e, já a partir da adoção do rito Inglês de Emulation,(que indevidamente fala se em “de York”) abria-se a Bíblia em qualquer lugar, sem leitura de versículos. Todavia, esse hábito foi retomado por algumas Grandes Lojas norte-americanas,principalmente a de Nova York. Nos EUA, no simbolismo, só se pratica o rito de York, pois o REAA só é praticado nos Altos Graus. Da Grande Loja de Nova York, por cópia, o salmo foi introduzido no Brasil e em algumas outras Obediências da América do Sul, no REAA. Neste, na verdade, tradicionalmente se abre o Livro em João e são lidos os versículos 1 a 5 do capítulo 1.

Há variedades em termos da abertura da Bíblia: o Grande Oriente Paulista, no grau de Aprendiz, adotou iniciar a reunião lendo João, 1.1 a 5 (11), o que confirma os dizeres do Ir.Castelani. Tem-se noticias, que o Livro de Ruth IV é aberto em algumas Lojas dos EUA e também na Inglaterra. É também chamado de Salmo da Pelo que sabemos, tratando-se das Grandes Lojas, abre-se a Bíblia, no Livro dos Salmos e lê-se o de número 133 o qual, especificamente ressalta Concórdia.

Cavaleiros Templários

O Salmo 133 é no dizer do Ir.Valdir Fernandes (12) uma eloqüente descrição da beleza do amor fraternal, e por esta razão muito mais apropriado para ilustrar uma sociedade cuja existência depende daqueles nobres princípios.

É importante registrar que a leitura deste salmo já era adotado pelos antigos cavaleiros templários, nas suas iniciações, no ano de 1128, conforme nos demonstra Gomes (1999), o qual, no seu livro “A Regra Primitiva dos Cavaleiros do Templo”, às páginas 81 e 149, traduzindo os “Cânones do Ritual da Recepção na Ordem do Templo”, número 678 nos diz: “… Et lê frere chapelain dait lê saume dire que l’on dit, Ecce quam bonumet quam incubum, /habitare frates in unum…” (E o irmão capelão deve recitar o salmo que diz. Eis ,como é bom, como é bom, como é delicioso, /viverem os irmãos em boa união)

3 – Os SALMOS: classificação

Saltério
Dá-se o nome de Salmos (do hebraico = psalmus) aos cânticos religiosos e patrióticos dos israelitas. Segundo a Bíblia , com o movimento de fixação por escrito das tradições israelitas pelo profeta Ezequiel e pelos seus discípulos , e continuado após a restauração de Israel por várias gerações de escribas, foram-se formando diversas coleções dos Salmos.Algumas dessas coleções podem ser mais antigas e datarem do mesmotempo de David ou mesmo de Isaías.(13). Para o I.’. Valdir, citado anteriormente, os Salmos eram cânticos destinados aos serviços corais do Templo ou das Sinagogas e eram entoados sob o acompanhamento de um “saltério” (de = psalterium), que poderia ser talvez uma harpa, citara ou lira, como se lê em Salmos 108:1-2: “Preparado está meu coração, ó Deus: cantarei e salmodiarei com toda a minha alma. Despertai, saltério e harpas; eu despertarei ao romper da alva.”

Os Salmos (14) Livro dos Salmos fazem parte dos chamados livros didáticos do A.T. e são compostos por 150 salmos e abrangem todo o campo das emoções, desde a alegria até ao ódio, do desespero até a esperança. Podemos classificá-los em:Laudatórios – louvam a Deus, à sua grandeza, magnificência e misericórdia.
Deprecatórios – onde o salmista expõe osmales e queixas.
Gratulatórios – agradecimento de benefícios ou preces atendidas.
Penitenciais – pedem perdão de pecados pessoais ou do povo.
Históricos – versam sobre a história de Israel.
Messiânicos – referem-se ao futuro Messias p.ex. 2 a 108
Fraternidade – refere-se à concórdia entre os irmãos p.ex. 133


Saltério

Os Salmos são atribuídos a David. Não é que David seja o autor de todos eles. Alguns são atribuídos pelo próprio texto a Azaph, aos filhos de Core, e etc e outros são simplesmente anônimos. Os Salmos, após minuciosas pesquisas históricas levam a supor que as composições cubram um período de tempo de quase mil anos, com o seu ápice na época monárquico posterior a David, antes do exílio da Babilônia (entre 800 a 600 a C).(15)


Rei David

4 – PERSONAGENS BÍBLICOS

4.1 – DAVID: (18)

A Bíblia define o rei David como o cantor dos cânticos de Israel, pela habilidade em tocar a citara, graças à qual entrou para a corte do rei Saul (16).

David ou Rei David era um excelente salmista e os historiadores não sabem precisar quantos salmos podem ser-lhe atribuídos: 73 são designados com a fórmula “Le David”, que pode significar, “de David” mas também pode significar “a respeito” de David (17).

Unção de David

Para se falar de Davi há necessidade de inseri-lo dentro do contexto histórico da época. As primeiras civilizações da história surgiram e se desenvolveram entre 2.800 e 400 a C.nas regiões ribeirinhas do Oriente Médio.

São as civilizações da antiguidade oriental, que viviam no contexto do modo de produção asiático e que se espalharam por cinco áreas interligadas geograficamente e Culturalmente: Mesopotâmia (atual Iraque), Egito, Fenícia (região do Líbano), Pérsia (Irã) e Palestina. Por volta de 1050 a.C., dois séculos após o êxodo (fuga dos judeus do Egito para Palestina), os hebreus tiveram que lutar com persistência contra cananeus e filisteus. Josué, sucessor de Moises, agrupou os vários clãs em 12 tribos pelas terras conquistadas. A resistência de cananeus e filisteus tornava indispensável a unidade política das tribos e a fidelidade religiosa em um único Deus, Jeová, (“JAVÉ”, aquele que é).


Unção de David

Saul, o primeiro rei dos hebreus, foi sucedido por David, em 1006 a.C., que se destacou por derrotar o gigante Golias.Sob comando de David, os israelitas tomaram Jerusalém na luta contra os cananeus, transformando-a em sua capital. Outras vitórias contra filisteus, moabitas e arameus garantem a independência do reino de Israel. David reforçou a tradição judaica a partir da união das doze tribos. Seu reinado, altamente próspero, durou 40 anos.De sua união com Betsabé nasceu Salomão que o sucedeu. David nasceu em Belém e é tido como antepassado de Jesus. David Levou para Jerusalém (Sião) a Arca da Aliança, nomeou os chefes dos sacerdotes e fez tudo para manter o seu culto.

4.2 – AARÃO


Aarão

A genealogia de Aarão nos mostra que ele era bisneto de Levi, daí dizer-se que ele era da “casa de Levi”. Era irmão mais velho de Moisés e filho primogênito de Amrao e Jacobed. Ajudou Moisés a libertar o povo hebreu do cativeiro egípcio. Foi seu intérprete junto ao faraó do Egito e os anciãos de Israel.(19).

Foi o fundador do sacerdócio hebraico e por isso passou a ser o patriarca da classe sacerdotal. Seu nome significa “iluminado”, ”elevado”, ou “sublime”.

Após a libertação dos israelitas do jugo egípcio,(Ex.13,1-2) os primogênitos foram “eleitos” para o sacerdócio do senhor, tornando-se uma instituição definitiva que vai ser ratificada com a construção do Templo. (Ex.28.1-43).

4.2.1- Tabernáculo, precursor do Templo.

Segundo as instruções que Moisés recebeu no Monte Sinai, a Lei, (Tábua das Leis ou Decálogo) contendo os fundamentos doutrinários deveria acompanhar o povo hebreu durante todo o tempo que durasse o êxodo.

Assim Moisés mandou construir o Tabernáculo ou Tenda (do hebraico = suká), que seria o santuário (em hebraico = mishkan) para guarda do Torah e para os ofícios religiosos, durante a longa viagem em direção à Palestina.”(Castelani, 1993.p.61).

Moisés recebe as Tábuas da Lei

A Bíblia nos diz que o Tabernáculo foi montado em um terreno de formato quadrilongo de cem côvados de comprimento por cinqüenta de largura, (45 por 27,5 metros). A tenda, que era a parte mais importante do conjunto era formada por quatro tendas sobrepostas. A mais interna era de linho e as demais de peles tingidas de púrpura. A tenda maior era o Kodesh (Santo) e continha: à entrada, o Altar dos Perfumes; ao norte o Altar dos Pães Propiciais; ao sul, o candelabro de sete velas (Menorá). A tenda menor era o Kodesh Há Kodoshim (Santos dos Santos) e era considerado o local mais íntimo e sagrado de todo o conjunto, pois representava a habitação terrena de Deus. Na tenda só tinha ingresso sacerdote mais graduado e apenas num dia do ano, no dia da expiação (Yom Kippur) (20). Coube a Salomão, filho de David a tarefa de construir o Templo


A Planta do Templo de Salomão

O Templo de Salomão

4.2.2 – A ARCA DA ALIANÇA

Segundo a Bíblia, Moises teria recebido no Monte Horeb, na península do Sinai, durante a viagem para a terra prometida, instruções divinas que o povo hebreu deveria cumprir (Ex: 24-12). “Então disse o Senhor a Moisés, sobe amim, ao monte e fica lá; e dar-te-ei Tábuas de Pedra e as leis e os mandamentos que tenho “.

Para guardar as Tábuas da Lei o Senhor ordena a Moisés construir uma arca que seria guardada no Tabernáculo.(Ex:25.10-22). “Farão um tabernáculo e habitarei no meiodeles.. farão uma arca de madeira de acácia…e porás dentro da arca o testemunho que te dei…

A Arca da Aliança (Tyrb Nwra-àrow beriyth) era um baú construído de madeira de acácia e media 1.25 mts de comprimento, 0,75 mts de altura e 0.75 de largura (considerando que o côvado equivalia de 45 a 50 cm) (21). A Arca foi construída por Bezabel, (que construiu o Tabernáculo, templo desmontável que foi usado durante a travessia do deserto) (22). A Arca era de acácia, toda forrada de ouro por dentro e por fora ,com uma bordadura em volta ,também em ouro.

A Arca tinha quatro argolas e dois varais, que não poderiam ser retirados do local e também revestido de ouro. Tanto o ouro como acácia eram considerados como incorruptíveis e por isso foi empregado na sua confecção. A Arca era coberta com uma tampa chamada de Propiciatório e adornada com dois querubins, também feitos de ouro maciço voltados para o centro da Arca Dentro da Arca ficavam as Tábuas da Lei, o Pote de Maná, e a vara de Aarão que florescera.(HB: 9-4)

4.2.3 – O SIMBOLISMO DA ARCA
A arca era o símbolo mais importante da fé judia e serviu como a única manifestação física de Deus na terra. A importância da Arca pode ser vista pela sua localização no Tabernáculo, e posteriormente no Templo (Sanctus Sancturum) bem como as restrições em torno dela como, por exemplo, de que somente o Sumo Sacerdote (Aarão) poderia adentrar no lugar santíssimo e isto só uma vez no ano por ocasião do Dia do Perdão (Yom Kippur) (Lev: 16.2). Da leitura do livro do Ex: 25-22 depreende-se que ela representava o Trono de Deus no interior do Tabernáculo, que estava ali para julgar as ações do povo Hebreu e também para transmitir os princípios e ensinamentos de sua palavra. Segundo a tradição, a Arca continha o Decálogo (os Dez Mandamentos ditados por Deus a Moisés), o cajado de Aarão e um recipiente com maná. Para os israelitas, a Arca representa Deus acompanhando os judeus durante a travessia do deserto. A Arca desapareceu na tomada de Jerusalém, em 586 d.C., embora seja mencionada em lendas posteriores.

4.2.4 – AS VESTES DE AARÃO

Os sacerdotes, pela sua posição de interlocutores da palavra de Deus, deveriam se distinguir dos demais israelitas. Aliás, Aarão e seus irmãos já eram distinguidos, pois pertenciam à casa de Levi, a quem fora outorgado pelo Senhor a missão de daí saírem os seus sacerdotes (a esse respeito ver Castelani, op.cit .p.83).

As vestes sacerdotais deveriam refletir a dignidade da função.Em Ex: 28-4., o Senhor disse a Moisés:

Farás a teu irmão Aarão vestes sagradas em sinal de dignidade, de ornato… de sorte que ele seja consagrado ao meu sacerdócio. Eis as vestes que deverão fazer: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, uma mitra, um cinto deverão usar fios de lá azul púrpura e vermelha, fios de ouro de linho puro…farás tambémo peitoral .. e encheras de pedras de engate … e serão aquelas pedras os nomes das doze tribos de Israel.”

Na seqüência dos versículos, até o número 29 temos todo o detalhamento destas vestes, não só de Aarão, mas também dos seus irmãos. Deve-se ressaltar que estas vestes deveriam ser usadas todas as vezes que chegassem pertodoaltar paraservirem como sacerdotes, a fim de não incorrerem em falta e de não morrerem.

4.2.5 – O ÓLEO DA UNÇÃO
A Bíblia sempre fala do óleo da unção usado nas cerimônias de consagração dos sacerdotes.É o que encontramos em Ex:28.14 e 29 : “… e os ungirás, investindo-os e consagrando-os para que me sirvam como sacerdotes.’”…tomarás o óleo da unção e o ungirás derramando sobre sua cabeça.”. (29)

O Salmo 133, ora analisado temos:“..é como o óleo precioso sobre a cabeça ,que desce à orla dos seus vestidos”. Surge então a pergunta: que óleo era este? Qual sua composição? A própria Bíblia nos explica inclusive com a sua quantidade, em Ex: 30.22-33 : “O senhor disse a Moisés, escolhe os mais preciosos aromas : 500 ciclos de mirra…250 ciclos de junco odorífero ,500 ciclos de cássia e um hin de azeite de oliveira. Será este o óleo para a sagrada unção.este será para mim, o óleo da unção sagrada, de geração emgeração.”

Fazendo a conversão das quantidades para as medidas atuais;
Um ciclo =12 gramas; 500 ciclos x 12 gramas = 6 quilos de mirra
250 ciclos x 12 gramas = 3 quilos de junco odorífero.
500 ciclos x 12 gramas = 6 quilos de cássia.
Um hin = 6 litros de azeite puro (23)

5 – OS MONTES (24)

5.1 – HERMON

Ao norte de Israel (Palestina) existe a cordilheira antilibana (de Antilíbano, uma das suas montanhas) em contraposição a Libana no território do Líbano.

Nesta cordilheira se encontra o Monte Líbano, famoso por seus cedros, nas suas encostas. Esta cadeia se desenvolve do nordeste ao sudeste por vários quilômetros e suas extensões e alturas são vistas a partir do mar Mediterrâneo.

Dentro desta cordilheira, fazendo divisa entre Israel, Líbano e a Síria encontram-se o Monte Hermon com seus 2814 metros de altura e seu cume sempre nevado.

Segundo o site www.execulink.com/~wblank/index.htm lê-se: “Mount Hermon, from the Hebrew word pronounced ker-mone, meaning abrupt, is the eastern extension of the Anti-Lebanon mountain range. Consisting of a ridge about 20 miles (32 kilometers) long with three peaks rising up to 9,200 feet (2,800 meters) above The Mediterranean Sea, it marked the northern boundary of Israel (Deuteronomy 3:8, 4:48, Joshua 11:3, 11:17, 12:1, 13:11). “(25)”.

Hermon, para os Sidonianos (povo que habitava o vale do Sidon), era Sarion e para ao Amorreus (outro povo) era Sanir, significando sagrado. Por ser considerado sagrado, existiam em suas encostas e até no seu cume pequenos templos religiosos, cujas ruínas foram descobertas pelos arqueólogos.

Segundo Castelani, já citado anteriormente, o Monte Hermon, pelo seu fornecimento de madeira para a construção de navios, pelo seu caráter sagrado, pelo seu orvalho que descia sobre toda a Palestina irrigando suas terras, era, sem dúvida na antiguidade, a mais famosa e importante montanha da região.

Devido à altura, as correntes de ar procedentes da sua cordilheira levam a névoa para toda a região (inclusive Sião), condensando-se ali, sob a forma de orvalho. Por outro lado, o degelo da sua neve é a principal fonte alimentadora do rio Jordão e, por extensão, do lago da Galileia e de toda a região da Palestina.


Monte Hermon


Divisa entre os 3 paises

5.2 – SIÃO

Vista aérea de Jerusalém

A enciclopédia Delta Larousse define Sião, em árabe Djabal Sahyun, como uma das colinas sobre as quais Jerusalém foi construída. Geograficamente o monte Sião é uma elevação, de cerca de 800 metros, entre os vales de Cedron e de Tyropocon a qual segundo a Bíblia, David tomou dos Jebuseus, mais ou menos em 1000 a.C.

Após a vitória passou a ser chamada de Cidade de David (25) porque para ali David se mudou saindo da cidade de Hebron levando consigo a Arca da Aliança.

Sião ou Jerusalém, (27) na Bíblia, é chamada por outros nomes, a saber: Sião, cidade de Judá, cidade Santa,cidade de Deus, cidade da Justiça, cidade do Grande Rei, Aelia Capitolina (no tempo do Imperador Adriano) e El-Kuds (“a santa”) dado pelos árabes.Posteriormente quando a Arca foi transferida para o Templo que Salomão havia construído no Monte Moriá, o nome Sião compreendia também toda a cidade de Jerusalém (26).

Sião ou Sion passou a ser o nome simbólico de Jerusalém, da Terra prometida, da cidade de Davi. Deriva de Sion a palavra Sionismo. No dicionário Michaelis encontra:

SIONISMO [Do top. Sion, denominação judaica de Jerusalém, onde há um monte com esse nome, + (ismo)]. .m
1. Estudo das coisas referentes à Jerusalém.
2.Movimento político e religioso judaico iniciado no séc. XIX, que visava ao restabelecimento, na Palestina, de um Estado judaico, e que se tornou vitorioso em maio de 1948, quando foi proclamado o Estado de Israel.

 

2ª PARTE

ANÁLISE INTERPRETATIVA


Rei David

É preciso lembrar que o que se escreve sofre influência da época em que foi escrito. Como este trabalho consiste na análise de um dos Salmos e este por sua vez, faz parte da Bíblia, é necessário ter em mente que a mesma foi escrita a mais de 2000 anos. Fazendo uso das palavras de Pio XII, o mesmo assim se expressou, ao se referir à Bíblia:

Nas palavras escritas dos antigos autores orientais freqüentemente não é claro, como nos escritores nossos contemporâneos, qual é o sentido literal… é imprescindível que o interprete remonte mentalmente a esses recuados séculos do Oriente… distinga e veja claro, que gênero literário, quiseram empregar e de fato empregaram os escritores daquela vetusta idade, porque os antigos orientais, para exprimir o que tinham em mente, não empregaram sempre as mesmas formas e modos de dizer que nos usamos hoje, mas sim os que corriam entre os homens do seu tempo e da sua nação “. (29)

A forma geralmente usada na poesia dos salmos se chama “paralelismo”, que é a repetição de uma idéia, com outras palavras na linha ou nas linhas seguintes. É a repetição de idéias de estrofe a estrofe. (30)Este paralelismo, nas suas várias formas, e a riqueza de comparações, é que dão graça e beleza à poesia hebraica. Será dentro desta ótica que iremos tratar da análise do Salmo 133, denominado o Salmo da Concórdia ou da Fraternidade:

“OH! QUAO BOM E SUAVE É
QUE OS IRMAOS VIVAM EM UNIÃO
É COMO O ÓLEO PRECIOSO SOBRE A CABEÇA.
O QUAL DESCE SOBRE A BARBA, A BARBA DE AARÃO.
E QUE DESCE À ORLA DOS SEUS VESTIDOS
É COMO O ORVALHO DE HERMON QUE DESCE SOBRE
SIÃO PORQUE ALI O SENHOR ORDENA
A BENÇAO E A VIDA PARA SEMPRE “


Saltério moderno

Atribui-se a David a autoria deste salmo no qual ele exalta a beleza do fato dos irmãos estarem juntos, em harmonia.

Deve ter sido escrito e cantado, ao som de um saltério, por ocasião da festa do Tabernáculo quando os israelitas subiam até Sião = Jerusalém para orarem no Templo. David ao levar para as sua cidade a Arca da Aliança, ali organizou o serviço religioso.

Com isso não tardou que para ali afluíssem os israelitas para adorar JAVE, o Senhor.(31) É importante registrar que antes da construção do Templo de Salomão, que iria abrigar a Arca da Aliança, a mesma ficava no Tabernáculo, na cidade de David, ou seja, Sião. O Tabernáculo era o Templo dos israelitas e o centro religioso da nação hebraica.

Atribui-se a David a autoria deste salmo no qual ele exalta a beleza do fato dos irmãos estarem juntos, em harmonia. Deve ter sido escrito e cantado, ao som de um saltério, por ocasião da festa do Tabernáculo quando os israelitas subiam até Sião = Jerusalém para orarem no Templo. David ao levar para as sua cidade a Arca da Aliança, ali organizou o serviço religioso.Com isso não tardou que para ali afluíssem os israelitas para adorar JAVE, o Senhor.(31) É importante registrar que antes da construção do Templo de Salomão, que iria abrigar a Arca da Aliança, a mesma ficava no Tabernáculo, na cidade de David, ou seja, Sião. O Tabernáculo era o Templo dos israelitas e o centro religioso da nação hebraica.

1 – “OH! QUÃO BOM E SUAVE É QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO”

Esta primeira frase é o canto de David pela confraternização dos romeiros, que passam o dia reunido na grande esplanada do Templo. Gente de toda Israel, que mal se conhece, vinda de todas as regiões, ali se congregam como irmãos e irmãs, como membros de uma grande família, de uma mesma nação, que vive sob a alegria profunda de adorarem um só Deus, Javé = Jeová. Transportando esta imagem para os dias de hoje, não é o que vemos nas nossas romarias nas cidades de Juazeiro do Norte, Congonhas, Belém do Pará? A televisão nos mostra os muçulmanos fazendo a sua peregrinação anual às cidades de Meca, Medina. Ou, os católicos nos santuários de Aparecida em São Paulo ou de Fátima em Portugal ou em Lourdes na França? Ou a Festa da Páscoa, atualmente, na Terra Santa? .

2 – “É COMO O ÓLEO PRECIOSO SOBRE A CABEÇA …”

Encontramos na Bíblia, em Lev: 8.12 alusão a esta passagem que diz: “… derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Aarão e ungiu-o para santificá-lo”. Este óleo era um perfume à base de mirra e oliva usado unicamente para ungir os reis e sacerdotes, pelo que se depreende da leitura de Ex.28.15.

O verbo derramar, aí conjugado no passado “derramou” significa que o mesmo “jorrou”, isto é, sem parcimônia, sem reservas o óleo sobre a cabeça e tão abundante foi que desceu pela sua barba, daí a alusão: “e que desce sobre a barba, a barba de Aarão”. Na tradução da Bíblia vulgata, entende-se por cabeça, o ouvido, a visão, o paladar, o olfato, as mãos, ou seja, o tato. Logo a “fronte”, “a cabeça”, também significa os cinco sentidos, e o óleo derramado, a purificação dos mesmos.


Unção de um Sacerdote


Vestes dos Sacerdotes

Nos diz o Ir.Minoru Tamura (32) da ARLS Ferraz de Vasconcelos, Oriente de São Paulo, referindo-se a este verso:

A cena apresentada pelo salmista na unção de AARÃO, encerra uma simbologia majestosa. A cabeça é o emblema, o centro vital da existência; a barba é o emblema da honra, pois na antiguidade, sempre expressou honradez e probidade, principalmente no Oriente, por razões das velhas tradições; as vestes são o emblema da honestidade e pudor e de especial significado litúrgico e ritualístico.

“E QUE DESCE À ORLA DOS SEUS VESTIDOS”

Já o Ir.Francisco Luis Nanci, (33) analisando este salmo, dá uma interpretação bem interessante, onde ele diz que num sentido mais místico e esotérico, nosso próprio corpo físico convive com vários outros corpos de natureza sutil, através dos quais nossa partícula divina, nosso Deus interior, se manifesta em suas múltiplas personalidades para poder difundir em nós sua força e sua vontade.

Que nos trabalhos em Loja Maçônica, quando todos estão unidos, harmonizados e concentrados esse “óleo precioso” vem até nossas cabeças, e nos infunde gradativamente a Energia Divina.As vestes representam o nosso corpo físico, a nossa parte externa. Conclui seu raciocínio dizendo que o óleo precioso (Energia Divina), antes de encharcar nossas vestes (nosso corpo), derrama-se sobre sua cabeça e barba (receptor das manifestações vindas da presença de Deus), até à orla dos seus vestidos (são as emanações que se distribuem por todo o nosso corpo).

3 – “É COMO O ORVALHO DE HERMON…”

Israel faz divisa pelo norte com o Líbano e a oeste com a Síria; o Monte Hermon assinala as divisas entre estes países. Pela sua altura, de 2814 metros, seus picos estão permanentemente cobertos de neve (imagem ao lado). Nas regiões desérticas, a evaporação da umidade concentra-se nas montanhas e retorna durante a noite sob a forma de orvalho, suprimindo assim a falta de chuvas e propiciando as condições para uma boa colheita e dando com isto, as condições para a fixação do homem a região Por outro ladoo degelo da neve do Monte Hermoné fonte alimentadora do rio Jordão que abastece toda a região,irrigando o solo palestino,trazendo com o alimento(benção) para o povo,pão para comer. O Monte Hermon, na visão de David, através do seu orvalho, é sinal de vida.

“QUE DESCE SOBRE SIAO…”
O Monte Sião tem aproximadamente 800 metros de altitude daí, portanto a expressão “… descer sobre Sião” querendo dizer “sobre as colinas de Sião”, porque nos salmos 87:2 e 51:18 e mais 179 vezes Jerusalém é chamada de Sião (34) No Salmo 125:1-2 há uma bela referência a este respeito:

Os que confiam no Senhor são como o Monte de Sião que não se abala, mas permanece para sempre. Como estão os montes à volta de Jerusalém ,assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.” (nosso grifo)

“PORQUE ALI O SENHOR ORDENOU A BENÇÃO E A VIDA PARA SEMPRE”
David, ao conquistar a fortaleza de Sião, transportoupara ali a Arca da aliança e construiu para ela um Tabernáculo. Com isso Sião tornou-se a “cidade do Senhor”, local da Sua morada, local do seu repouso: “… este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei.” (Salmo 132;13-14)

Com a presença da Arca da Aliança, Sião tornou-se a capital religiosa dos Israelitas, um lugar santo, sagrado, conforme se depreende da leitura do Salmo 154.21 que nos diz: “… bendito seja o Senhor desde Sião que habita em Jerusalém”. David compara o óleo descendo sobre a cabeça de Aarão com o orvalho descendo sobre Sião. Aarão é sumo sacerdote, o chefe religioso da nação israelita, é a “cabeça” espiritual do povo hebreu, da mesma forma que Sião é a capital espiritual de Israel. O primeiro purifica, consagra um sacerdote para o serviço do Senhor, tornando Aarão um homem puro, justo e perfeito para as funções sacerdotais.

Na segunda imagem o orvalho sobre Sião é a água que, além de purificar, torna possível a vida ao redor de Jerusalém. É como o óleo (água) caindo sobre Aarão (Jerusalém) porque ali em Sião, (Javé), o Senhor (representado pela a Arca da Aliança) havia ordenado a Sua benção para sempre.



Entrada de Davi em Sião

O fato dos romeiros estarem ali reunidos fazia com que a benção descesse para todos. Isto para David é algo concreto. Manifesta-se na natureza, no óleo, no orvalho, nas chuvas, nas águas do Rio Jordão que irriga a terra e a torna fértil tornando possível a posse da Terra Prometida. David emprega uma linguagem prática para mostrar que Sião é o centro religioso de Israel, pois ali o Senhor havia escolhido para Sua morada.


CONCLUSÃO

O objetivo deste trabalho foi uma tentativa de analisar, dentro de um contexto histórico, as figuras de David e de Aarão e suas importâncias dentro da formação religiosa do povo hebreu, a partir do Salmo 133.

Por extensão analisei também a importância do Livro da Lei e sua divisão em Velho e Novo Testamento. Fiz uma abordagem da localização geográfica dos Montes Hermon e Sião e a inclusão dos mesmos no contexto histórico ora analisado. Por extensão do próprio trabalho não pude deixar de me referir ao papel da Arca da Aliança e do Tabernáculo. O Salmo 133 é conhecido como o Salmo da Fraternidade. A vivência desta belíssima exortação deve ser a base da nossa conduta, o sustentáculo da sociedade, não só maçônica, mas profana. A palavra divina, os ensinamentos do G A D U que devemos seguir para realizar com perfeição, chega-nos como o óleo, como o orvalho chega até Sião, pois ele mesmo nos disse para “amarmos ao próximo como Eu vos amei”.

Para David a união entre os irmãos deve ser o penhor de prosperidade, de satisfação.O Salmo, que é alusivo à concórdia, nos ensina que é bom, suave, que os irmãos vivam em união, como é agradável sentir a sensação do santo óleo escorrer pela fronte. Tanto o óleo, como o orvalho têm o mesmo sentido: ambos vem do alto, do céu, do Senhor. Cair, se entende, como se não houvesse obstáculo, pois a amizade, a fraternidade deve imperar entre todos, sem reservas, barreiras ou sofismas.

A nossa fraternidade ou aquela que entendemos como tal, não deve ter o mesmo conceito do mundo profano.Pelo próprio fato de pertencermos a uma ordem à qual juramos fidelidade, já é o bastante para torna-la diferente. Aqui o meu vizinho é meu irmão (frater) e como o orvalho que cai sem obstáculo, assim deve ser também a amizade: sem sofismas, reservas. Pois só assim fazendo, teremos a certeza de que o Senhor fará derramar a vida e a Sua benção entre nós, para todo o sempre.

I.’. Antônio Guilherme de Paiva
M.’.M.’. da R.’.L.’. Charitas ll, Or.’. S. João Del-Rei, MG – Brasil


Notas Bibliográficas (Parte 1)
01 – Grande Loja Maçônica de MG e a Constituição de Anderson, p.1.
02 – Allec Mellor – Dicionário da Franco Maçonaria, p.159.
03 – Gomes, Pindorama.A Ordem Primitiva dos Cavaleiros Templários, p.6.
04 – www.salmos133.Org / Biblioteca de Trabalho Maçônico.
05 – Id.
06 – G L M M G – Landmarks…. p.159
07 – Revista Superinteressante.Abril/Maio. 2002
08 – Bíblia Sagrada.P.8
09 – O Aprendiz, out.99, p.16.
10 – Revista A Trolha, ago. /97 p.30.
11 – Revista A Trolha, mar. /97 p.31.
12 – Revista Trolha, out. /99 p.8.
13 – Bíblia Sagrada, p.52.
14 – Bíblia Sagrada, p. 521.
15 – Id.
16 – I Samuel 16.22-23
17 – www.terrasanta.hpg.ig.com.br/personagem.htm
18 – Id.
19 – Jose Castelani.A Maçonaria e a Herança Hebraica, p.82.
20 – Id.P.62
21 – Medida bíblica. Distancia entre o cotovelo e ponta do dedo médio.Côvado = cubitum.
22 – www.us-israel.org/jsauce/imagens/ark/ark.jpg
23 – http://www.pefelix.brturbo.com/psl/b_medidas_moedas.htm
24 – www.bibareh.com/glosary/m.html
25 – http://images.google.com/imgres
26 – Bíblia Sagrada 2 Samuel 5.6-9
27 – www.uol.com.br/bibliaworld
28 – id.


Notas Bibliográficas (Parte 2)
29 – Bíblia Sagrada, Encíclica Divino Afflante Spiritu, Pio XII, parte II, parágrafo 2o.
30 – Dicionário Aurélio – Versão eletrônica –Versão 3.0 -Século XXI
31 – Ir.Valdir, Revista Trolha, out. /99 p.8.
32 – A Ampulheta, n.31, p.6.
33 – O Prumo, n.113.p.6
34 – www.uol.com/bibliaworld/igreja/responde/bibo11.htm


BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada.Tradução Missionários Capuchinhos, Lisboa, 1971/1972.
BOLETIM INFORMATIVO, Loja Duque de Caxias n° 70,Santos,n.338.ano XXXVOut.1999
BOLETIM TRIMESTRAL Loja “Ferraz de Vasconcelos”,São Paulo,n.31,ano VI, Mar./Abr.2001
CASTELANI,Jose.A Maçonaria e sua Herança Hebraica, Maringá,Trolha,1993.
GOMES, Pinharanda A Regra Primitiva dos Cavalheiros Templários,Lisboa,Hugin, 1990.
MELLOR,Alec .Dicionário da Franco Maçonaria,rio de Janeiro,ed.Martins Fontes,19….
MINAS GERAIS,Grande Loja Maçônica.Landmarks e a Constituição de AndersonSd.
PAIVA,Antonio Guilherme. Salmo 133. S j Del Rei,1984,ed.particular
REVISTA Trolha.Maringá,n.130.ago.1997
REVISTA Prumo.Florianópolis,n.117.ano XXVI.nov./dez.1997
REVISTA Superinteressantr.Abril,Mai./2002
WINTER,Enia & SALLES,Paulo, Metologia da Pesquisa Científica.São Paulo. Cedas.1997
Internet – Sites:
www.salmo133.org
www.terrasanta.hpj.ig.com.br
www.proveg.com/igrehjabatista/
www.us.israel.org
www.pefelix.bturbo.com
www.bibareh.com
www.uol.com.br
www.ultimosegundo.ig.com.br


ANEXO
Partitura do Salmo 133 (clique nas miniaturas abaixo para ver versão ampliada). Desenvolvida pelo prof. Abgar Campos Tirado ex-diretor do Cons.Música Padre Jose Maria Xavierde São João Del Rei; Solista Prof.Adilson Candido.

 

 

MAÇONARIA E REDES SOCIAIS – UMA REFLEXÃO

As redes sociais se constituem em hábito presente na vida de todos nós, atraindo cada vez mais e mais usuários, especialmente entre jovens já nascidos na era da mobilidade digital. Não se trata de “modismo”, mas de comportamento definitivamente incorporado na vida de um número cada vez maior de pessoas. Criou-se uma espécie de dependência dessa forma de interação interpessoal, não presencial e imediata. Em qualquer lugar e com apenas um clique pode-se entrar em contato com uma, várias ou centenas de pessoas.

Recente publicação de “O Globo” (1) dá conta de pesquisa feita na Universidade de Pittsburgh, com quase dois mil adultos americanos de idade entre 19 e 32 anos, revelando que quanto mais tempo as pessoas passam navegando por plataformas como Twitter, Facebook, Istagram, Linkedln, Whatsapp e outras, maiores são as chances de elas experimentarem uma sensação de isolamento social.

Esse é um fenômeno observado desde a década de 1.990, quando estudos começaram a constatar o chamado “paradoxo da Internet”, ou seja, a contradição entre a extrema facilidade e de se manter contato virtual com tanta gente, por intermédio das redes, e a “ausência real de contato humano”. Ou seja: mais tempo “on-line”, menos tempo no mundo real.

É compreensível, mesmo ao leigo, essa relação direta entre o aumento do uso da Internet e o isolamento. Algumas pesquisas constataram que essa prática também aumenta a sensação de angústia, ansiedade, inveja, frustração e estresse, o que torna a coisa toda um problema de saúde. Contudo, as conclusões desses estudos também apontam para o fato de que os malefícios advindos do uso das redes dependem da forma como os usuários se envolvem com essas plataformas. O que se poderia afirmar, com alguma segurança, é que, se alguém utiliza as redes para estimular e aumentar contatos reais com outras pessoas, isso será sempre saudável, do ponto de vista individual e social.

De todo modo, essa não é uma questão simples. Ao contrário, é complexa demais para ser tratada neste artigo, mesmo porque o mérito dessa questão não é o objetivo ora proposto. Também não se cogita, aqui, do uso das mídias nas relações institucionais, pois, neste ponto, a Ordem e sua estrutura organizacional se utilizam das ferramentas e tecnologias como qualquer outro empreendimento, público ou privado.

O que realmente interessa, neste artigo, é fazer algumas reflexões sobre o uso das redes sociais pelos maçons, enquanto irmãos, e as suas relações com a vida maçônica e, destacadamente, confrontar com as tradições da fraternidade e da existência necessária da Loja Maçônica, como centro de união e lugar de “encontro real” entre seus obreiros.

Nesse sentido, deve-se reconhecer, desde logo, o aspecto positivo que as redes sociais proporcionam à fraternidade maçônica, dada a rápida interação dos irmãos entre si e com as atividades da sua Loja e fora dela. Isso vale especialmente nas grandes cidades, onde a mobilidade urbana é fator que sempre dificulta encontros presenciais, os quais, por isso mesmo – e quase sempre –, acabam por se restringir às sessões maçônicas, ordinárias ou não, e eventos importantes organizados pela Loja no plano maçônico, familiar ou social.

Em algumas plataformas, como é o caso do Whatsapp, essa facilidade de interação, para além do contato individual, apresenta pelo menos duas outras vertentes bastante comuns entre os membros de uma mesma oficina: a) um grupo específico para tratar exclusivamente de assuntos afetos à administração da Loja e do seu quadro de obreiros; e, b) um ou mais grupos onde os irmãos postam livremente aquilo que lhes parece oportuno, dentro do espírito para o qual esse determinado grupo foi criado. Nestes últimos, a boa camaradagem e mesmo o bom humor são fatores importantes para agregar e manter presente o espírito daquela fraternidade em particular.

Óbvio que as observações feitas acima não esgotam as possibilidades de uso de tais redes pelos irmãos de uma Oficina, pois não raro se expande e pode interessar a outros tantos membros de outras tantas Lojas, independentemente de suas respectivas Potências, sejam elas nacionais ou não. Nesse amplo espectro, não seria de todo equivocado reconhecer que as redes sociais, assim utilizadas por maçons, poderiam reafirmar, na prática, aquele princípio de “universalidade da instituição maçônica”, bem como o sentimento de “pertencimento a uma grande família”, cujos membros, em comum, cultivam os mesmos rituais, valores e tradições.

Está claro, também, que as redes sociais propiciam novos espaços e possibilidades na comunidade maçônica. Além disso, podem, ainda, ser utilizadas para incrementar novas metodologias na produção de atividades culturais e na elaboração de trabalhos doutrinários ou filosóficos, tudo dependendo, apenas, da criatividade dos irmãos que busquem empregá-las de forma inteligente.

Nesse sentido, a Loja Harmonia e Trabalho, 222 iniciou interessante experiência no campo da produção maçônico-cultural, criando grupos de whatsapp e de e-mail, para propor e desenvolver pesquisas sobre temas específicos (História da Maçonaria, Filosofia, Simbologia, Doutrina, Ritualismo, Práxis maçônica, ou mesmo de comentários de lições dos diversos graus). Cada grupo conta com seu respectivo coordenador, mas o planejamento da pesquisa e a divisão de tarefas são previamente definidos, de forma que cada um contribua com a parte da pesquisa que lhe cabe e apresente suas conclusões para debate com os seus pares. A facilidade está em que a apresentação e desenvolvimento dos temas são apresentados, pela mídia, aos demais participantes do grupo, para análise, comentários e discussão, até a formatação do texto final. Com isso, as ideias são ordenadamente desenvolvidas, debatidas e compartilhadas por todos, coisa que seria bem mais difícil, caso se tivesse de marcar reuniões presenciais com os integrantes, para apresentação de resultados e o necessário debate antes da conclusão do trabalho.

Enfim, mediante essas metodologias, as redes podem ser mais um importante elemento de integração entre os irmãos, em torno da valorização da cultura maçônica, preparando ambiente pedagógico para aqueles que vierem a compor futuramente os quadros da Loja. Desnecessário dizer que isso melhor orientará as ações do mundo profano, com base no conhecimento mais aprofundado dos princípios da nossa Sublime Instituição.

Certamente, essa ideia não é original e deve estar sendo explorada algures. Entre-tanto, o que importa encarecer é o fato de que essas novas metodologias e ferramentas virtuais se constituem, também, em mais um estímulo para aprofundar os conhecimentos da fraternidade, a par dos tantos outros métodos tradicionais e ritualísticos que fazem parte da própria essência evolutiva do ensinamento maçônico.

Para encerrar estas reflexões, cumpre retornar às considerações iniciais acerca da relação, observada por especialistas, entre o uso das redes sociais e o isolamento social. De fato, as redes aproximam as pessoas, mas, como isso ocorre de forma virtual, acaba comprometendo o envolvimento real e afetivo, se mantido apenas naquele nível superficial.

As redes vieram para ficar e são úteis e práticas para manter contatos com velhos e novos amigos, com colegas de trabalho ou com pessoas que sequer conhecemos pessoalmente, tornando tudo e todos mais próximos de nós como jamais estiveram. “Porém estamos ajudando menos aqueles que são próximos de nós, não sabemos nomes de vizinhos e pessoas com as quais convivemos, nossa rede de relação (física) cai vertiginosamente quando ainda temos 20 anos (idade considerada como auge da juventude). Em suma estamos nos distanciando daqueles que estão perto para nos aproximarmos daqueles que estão longe.(2)

Neste contexto, impossível não cogitar e reafirmar a existência necessária da Loja Maçônica, enquanto “tempo e lugar” de encontro entre irmãos para aprofundarem, entre si, o conhecimento recíproco, como seres humanos iniciados na Arte Real. Definitivamente, não se concebe Maçonaria tradicional sem o “tempo-espaço” da Loja, onde os maçons se congregam e trabalham ritualisticamente. Por isso as Obediências reconhecidas internacionalmente como regulares advertem que, embora haja sites nesse sentido (Fake Masonary) (3) , ninguém poderá ingressar e participar da Maçonaria pela via da internet, pois todo o processo é pessoal e exige a presença tanto na iniciação, quanto nas reuniões da Loja. (4)

A essência da Maçonaria é aproximar os “seres humanos”, condição para construir uma fraternidade. Por isso, os primeiros artigos das Constituições dos Fraco-Maçons, de 1.723, prescreveram a tolerância como virtude elementar e necessária entre pessoas que professam religiões, filosofias e ideias políticas diversas. A Loja tem sido, desde então, o lugar onde os maçons se encontram e superam suas diversidades pessoais, porque se reconhecem simplesmente como seres humanos. Esse é o motivo pelo qual a Maçonaria há de se tornar o CENTRO DE UNIÃO e meio de conciliar, por uma amizade sincera, pessoas que teriam, perpetuamente, permanecido separadas.(5) Essa noção de encontro, que a Loja proporciona aos seus obreiros, é absolutamente fundamental para a existência da Maçonaria. É preciso estar presente, física e espiritualmente, nas reuniões maçônicas, porque é o encontro com outro ser humano que propicia a possibilidade de um aprendizado sobre nós mesmo. Nesse sentido, a melhor e mais profunda justificação que jamais ouvi sobre a verdadeira essência da Maçonaria talvez esteja nas palavras de Leo Apostel, quando afirma que:

Os Seres humanos, basicamente diferentes – i.é, diferentes social e psicologica-mente, ideológica e emocionalmente – tentam encontrar-se em nível de intimida-de, fora da sociedade civil, em um grupo fechado. Estas pessoas chamam a si mesmas de Maçons e utilizam vários rituais e mitos como instrumentos de suas reuniões. (6)

E essas pessoas se reúnem para uma reeducação, baseada na redução do conhecimento ao puramente humano, para depois retornar ao convívio social com um sentimento de compreensão muito mais rico e fecundo. Essa interação é elementar, porque só é possível relacionar-se com outro quando aprendo a me conhecer e, vice-versa, aprendo mais sobre mim mesmo ao relacionar-me com o outro. É em presença dos irmãos, sob seus olhares, movimentos, ações e palavras que recebo suas ideias e sou influenciado por elas. Mas isso não retira de mim a minha liberdade e a minha individualidade. Aprimora-me!

A Loja Maçônica foi, é e sempre será o “espaço” e o “momento” para os maçons se encontrarem, física e espiritualmente, cultivando suas tradições obreiras, utilizando-se de práticas rituais, símbolos e mitos, como instrumentos de aperfeiçoamento moral e social. Em Loja, cria-se o ambiente propício para encontrar respostas que existem em cada um e em todos nós e, assim, evoluir enquanto seres humanos.

E isto, jamais será possível por outra via que não seja presencial, real e não virtual. Aqui, a internet e redes sociais são inócuas e nunca poderão substituir a verdadeira iniciação e prática maçônicas. Por essa razão, a Maçonaria e nossas Lojas regulares são, igualmente, um porto seguro na atualidade, porque é da sua própria essência que haja o encontro pessoal, real e afetivo entre aqueles iniciados em seus mistérios, em oposição ao isolamento social, a ansiedade e estresse, que o exagerado uso das redes sociais possam eventualmente causar.

 

ANTONIO CARLOS BLOES, M.’.M.’.
Loja Harmonia e Trabalho, 222 (GLESP) – Iapetininga, São Paulo (Brasil)

 

Notas:
1 – Cf. 06/03/2017, cf. em http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/psicologos-alertam-que-uso-de-redes-sociais-pode-alimentar-solidao-21016908#ixzz4aq0pCm27
2 – Cf. interessante artigo em <https://www.blink102.com.br/redes-sociais-e-o-isolamento-social>
3 – Cf. http://www.masonicinfo.com/fakemasonry.htm
4 – Cf. http://www.masonicinfo.com/grandlodges.htm
5 – Cf. Constituições dos Francos Maçons ou Constituições de Anderson de 1723, Ed. Fraternidade, SP – 1982, pag. 50.
6 – A Maçonaria – Um ensaio filosófico, Ed. Maç. ”A TROLHA” 1ª. ed., 1989, Londrina/PR, p. 11

INSTRUÇÃO DE APRENDIZ 1

Em nossa segunda Instrução, nós aprendizes, tomamos contato com mais pormenores dos símbolos que até então nos eram desconhecidas as suas significações e simbologias.

A exemplo, a orientação de nossa oficina do Or.’. ao Oc.’. e de N.’. ao S.’. que representam toda a grandiosidade e compromisso de nossa Instituição com os acontecimentos da humanidade, no trabalho árduo e incessante da Maçonaria em laborar a favor do desenvolvimento do homem para sua plenitude.

Sustentando nossa Loja vemos as três grandes colunas assim conhecidas SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, que nos remetem aos princípios básicos que devem dirigir o aprendizado Maçônico, respectivamente:

    Δ  SABEDORIA – para através do discernimento, dar orientação aos nossos atos e pensamentos.
    Δ  FORÇA – que deve ter todo o Maçom para superar as adversidades do mundo profano e aprofundar-se mais e sempre nos Augustos Mistérios da maçonaria.
    Δ  BELEZA – Ítem importante e que deve estar sempre muito bem enraizado no coração de todo o Maçom, para que sejamos instrumentos de proliferação do amor emanado através do G.’.A.’.D.’.U.’.

Descobrimos também no interior de nossa Loj.’. as luzes, que dentre elas, o SOL representando o G.’.A.’.D.’.U.’. está sempre simbolizando toda a glória e esplendor do Criador, aquecendo-nos com seus raios energizantes e curativos, não apenas do corpo, mas principalmente, da alma.

O PAVIMENTO MOSAICO que, com seus quadrados brancos e pretos, remetem o Maçom à humildade que lhe deve ser inerente, perante as mais variadas representações da Fé no Criador, orientando-nos para o caminho da tolerância e desapego aos preconceitos quando nos deparamos com conceitos diversos de religiosidade mas, que não representando nenhuma afronta às Leis Maçônicas, devem ser respeitadas e vistas como a exteriorização do amor ao G.’.A.’.D.’.U.’.

Esta tolerância, deve se dar apenas no sentido de desapego à conceitos pré-concebidos que nossa vivência no mundo profano eventualmente nos faz incorporar, e o respeito às religiosidades humanas tem a finalidade de busca a uma harmonia Universal.

A ORLA DENTADA, simbolizando o princípio da Atração Universal a unirmos cada vez mais, nos mais variados níveis de convivência social, quer seja em nossos círculos de amizade, de família ou de fraternidade em torno de nossa Loj.’. e com nossos irmãos em todo o mundo, através do Amor Fraternal.

O ESQUADRO e o COMPASSO, cujas pontas estão ocultas, nos lembra de que, enquanto não estiver completo o nosso trabalho de desbastamento da P.’.B.’. jamais poderemos fazer uso deste.

Nesta Instrução também nos são apresentadas as JÓIAS MÓVEIS que são:

    Δ  ESQUADRO, representa a retidão que o Ven.’.M.’. deverá ter em seus trabalhos e sentimentos perante seus obreiros ea Loj.’.
    Δ  O NÍVEL, decorativo do 1º Vig.’. tem em sua simbologia o Direito Natural, que é a base para a igualdade social, e que dele derivam todos os Direitos.
    Δ  O PRUMO, que orna o 2º Vig.’. simboliza o desapego ao interesse ou à afeição no trato com os obreiros.

 O NÍVEL e o PRUMO se auto-completam e devem sempre co-existir para que através da Justiça, Imparcialidade e observância dos regulamentos Maçônicos, os homens estejam sempre em posição de igualdade para responder ou se valer de seus atributos como Maçons na busca da Liberdade, e Justiça sem qualquer facilitação ou pendências para qualquer um, sob pena de, em havendo qualquer deferência à pessoa, ficar abalado o equilíbrio que deve haver para todos em todo o mundo.

Tomamos conhecimento também, nesta Instrução, das JÓIAS FIXAS que decoram nosso Templo que são:

    Δ  A PRANCHETA DA LOJA, utilizada pelo M.’. na orientação dada ao Ap.’. rumo ao aperfeiçoamento na Real Arte Maçônica.

    Δ  A P.’.B.’., em cuja superfície o Ap.’. deve trabalhar e polir até ser considerado Obreiro competente e capaz, quando do julgamento do M.’. determinando estar a P.’.B.’. polida. Ela representa o Obreiro, em seu estado anterior ao de sua entrada em nossa Augusta Instituição, cuja inteligência, costumes e atos estavam desfocados pela convivência no mundo profano.

É através do trabalho como Obr.’. e do seu comprometimento e entrega aos nossos Sereníssimos Regulamentos e Regras Morais, de Virtude e eterna Vigilância à vontade do G.’.A.’.D.’.U.’. que o Apr.’.Maç.’. poderá atingir a qualidade de P.’.P.’., para então poder se tornar um membro produtivo e um amplificador da Doutrina maçônica.

A P.’.Cúb.’., é a obra acabada do homem no fim de sua vida, que através do Labor e da exaustão, conseguiu atingir a plenitude da Virtude, Piedade, e do Amor.

A P.’.Cúb.’., ou P.’.P.’. deve ser sempre o objetivo do Maçom e deverá ser o porto ao qual todos nós deveremos encaminhar a Nau de nossas vidas à partir de agora.

Este porto, cujo solo tem origem Divina, será a recompensa de uma vida de entrega, desapego e trabalho na construção de Templos à Virtude e Masmorras ao Vício e às Trevas, que infelizmente, permeiam nossas vidas, mas que são sempre vencidas, quando em contato com a Luz e a Grandiosidade do G.’.A.’.D.’.U.’.

 Esta 2ª Instrução,foi de grande valor, pois através destes ensinamentos pudemos, na qualidade de Ap.’. M.’. discernir a grandeza da Real Arte Maçônica.

Será através das simbologias e orientações apresentados que certamente iremos direcionar nossos passos rumo ao nosso aperfeiçoamento humano, e também de toda a humanidade.

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
Ritual do Grau de Aprendiz Maçom
Pesquisa WEB

Antonio Marcus de Melo Ferreira, A.’. M.’.
ARLS Evolução Gonçalense, 50, Rio de Janeiro – Brasil.

SÃO JOÃO PADROEIRO DA MAÇONARIA: MAS QUAL JOÃO?

São vários o João que acusam na história como Santos e Padroeiros de alguma entidade ou Instituição, no entanto, esta variedade não é tanta quando se trata do possível padroeiro da Maçonaria. Há três vertentes sobre o verdadeiro padroeiro da Maçonaria e por conta disso a dificuldade de se definir ao certo qual dos João é o padroeiro da Sublime Ordem. Tenho a minha preferência, e essa é a tônica dos artigos pesquisados, e após estudo na rede internacional de computadores é o que parecer ser a tônica das pesquisas, ou seja, a fonte de opção de qual dos João é o verdadeiro padroeiro dos maçons passa por uma escolha mais de ordem pessoal do que praticamente científica.

Corrobora com esta minha análise o que ensina o Ir.’. José Roberto Cardoso da Augusta e Regular Loja Simbólica Estrela D’Alva, n. 16, das Grandes Lojas Maçônicas do Distrito Federal, que publicou em seu Blog interessante artigo abordando a escassez de material na nossa cultura ocidental sobre o Patrono da Maçonaria ser, como cem por cento de certeza, São João Esmoler, ou de Jerusalém, como preferirem porque é a mesma pessoa.

Ressalta o autor que “No hemisfério sul há carência de documentos, obras literárias e científicas bem fundamentadas sobre a Arte Real para serem manuseadas e analisadas.” (1)

Importante ressaltar que o texto referido do Ir.’. das Grandes Lojas Maçônicas do Distrito Federal apresenta base bibliográfica o que demonstra maturidade e responsabilidade acadêmica no trato do estudo sobre os mistérios da Sublime Ordem. Para registro, as teorias antes aventadas de que há três possíveis patronos da Maçonaria apontam da seguinte forma para cada um dos Santos. A primeira vertente aponta como padroeiro da maçonaria o João Batista, primo de Jesus Cristo, denominado batista por que era aquele que batizava no Rio Jordão e trazia a boa nova, qual seja, a vinda do nosso salvador Jesus Cristo. Essa primeira corrente pode subdividi-la em duas, naqueles que associam João Batista (2) como padroeiro de nossa ordem pela forma como foi morto, pois foi decapitado pela vontade e luxúria de Salomé, sobrinha do Rei, que queria ter com João Batista, sendo ele fiel a seus princípios negou a vontade da sobrinha do Rei, perdendo por conta dessa negativa a sua cabeça pela decapitação. Já a segunda, bem lógica por sinal, vincula o nascimento de João Batista em 24 de junho ao nascimento das Grandes Lojas Inglesas em 24 de junho de 1717. (3)

Já a segunda vertente versa sobre João Evangelista, o discípulo de Jesus Cristo que escreveu três livros importantes do Livro da Lei, entre eles o Livro do Apocalipse. Essa teoria do João Evangelista como padroeiro vincula a data de 27 de dezembro como a data de seu nascimento. Coincidentemente, ambas as datas, tanto 24 de junho quanto 27 de dezembro vincula-se o primeiro ao equinócio de inverno no hemisfério norte e o solstício de verão no hemisfério sul. Sendo estas datas então consideradas pela Maçonaria como de suma importância porque trata de um astro importante que emite luz, ou seja, o sol, contra as trevas, o que a Sublime Ordem combate.

A tradição versa sobre a comemoração das datas do deus Janio que na forma pagã era comemorada na data dos equinócios tanto de inverno quanto de verão, cultura pagã que o Cristianismo tratou de subtrair impondo datas comemorativas iguais, mas com cunho Cristão.

Nessa luta a igreja teve que adotar determinados costumes e incutir na cabeça dos soldados romanos a idéia de que Jesus havia nascido no mesmo dia em que nasceu o “Sol Invictus”. Aliás, a grande maioria dos deuses pagãos da antiguidade tinham seus nascimentos comemorados no solstício de Inverno. (4)

A terceira teoria vincula como padroeiro da Maçonaria o Santo canonizado pelo Papa no século VII, chamado de São João Esmoler, ou São João de Jerusalém. Passo a explicar os motivos pelos quais me vinculo a esta teoria.

A história relata que no ano 500 d.c, na Ilha de Chipre, nasceu o filho do Rei que ao longo de sua vida dedicara a benevolência e benfeitorias, assim como ao exercício da ponderação e tolerância. Esse príncipe cresce e na vida adulta perde por doença grave esposa e dois filhos retomando com esta perda o antigo sonho de dedicar-se a benevolência. Com isso assume definitivamente o dom do sacerdócio, vinculando-se a Ordem Benenditina.(5) Por suas obras vinculadas ao cuidado de visitantes que se lançavam a visitar a Terra Santa foi canonizado pelo papa no Século VII.

Já no século XI com as Primeiras Cruzadas houve a necessidade de amparar os fieis do Cristianismo que se lançavam a Terra Santa para a visita ao Santo Sepulcro porque havia na época saques e violência de toda ordem lançadas e decorrentes da guerra entre Muçulmanos e Cristãos.

A Ordem de Malta (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, também conhecida por Ordem do Hospital, Ordem de S. João de Jerusalém, Ordem de S. João de Rodes, etc.), era uma ordem católica que começou como uma Ordem Beneditina fundada no século XI na Terra Santa, durante as Cruzadas, mas que rapidamente se tornaria numa Ordem militar cristã, numa congregação de regra própria, encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra.(6)

Então no ano aproximado de 1099 foi criada, na cidade de Jerusalém, a Ordem dos Templários Hospitaleiros, com cunho na história e ensinamentos deixados pelo Santo Beneditino São João de Jerusalém, ou São João Esmoler. (7)  Esse Santo se aproxima da Maçonaria hora pela sua benemerência e pela criação da hospitalaria presente até os dias de hoje na Sublime Ordem. Em 1797 era comum o tratamento oficial entre Lojas Maçônicas da seguinte forma: ‘Da Loja do Santo João de Jerusalém, sob o nome distintivo de _________Loja Nº __________.’(8)

Questionamento realizado para o visitante nos trabalhos na Oficina. Também se aproxima da Maçonaria este Santo por conta da reconstrução dos templos destruídos dos Maçons que ele ordenou a reconstrução, vejamos que no:

No manual de Bezot, ele escreveu suas razões para pensar que este Santo era o patrono original da Maçonaria e, assim, o santo mencionado na Loja do Santo São João: ‘Ele deixou seu país e a esperança de um trono para ir a Jerusalém, a quem ele generosamente ajudou e assistiu os cavaleiros e peregrinos. Ele fundou um hospital e organizou uma fraternidade para assistir aos cristãos doentes e feridos, e prestar ajuda pecuniária aos peregrinos que visitavam o Santo Sepulcro. São João, que era digno de se tornar o patrono de uma sociedade cujo único objeto é a caridade, expôs sua vida mil vezes em prol da virtude. Nem a guerra, nem a peste, nem a fúria dos infiéis, podia impedir suas atividades de benevolência. Mas a morte, finalmente, o impediu no meio de seus trabalhos. No entanto, ele deixou o exemplo de suas virtudes aos Irmãos, que fizeram seu dever esforçar-se por imitá-las. Roma o canonizou com o nome de São João, o Esmoler ou São João de Jerusalém, e os Maçons – cujos templos, destruídos pelos bárbaros, que ele fez reconstruir – o selecionaram por unanimidade como seu patrono.’ (9)

Esse texto foi escrito por um dos primeiros Maçons Franceses da História, conforme o artigo publicado pelo Ir.’. Bezot. São João Esmoler era conhecido pela propagação da ponderação e da tolerância. Na Alexandria resolvia conflitos com base nesses dois princípios que são elementos preponderantes na Sublime Ordem hoje.

Todas as quartas e sextas-feiras João se sentava no banco do lado de fora da igreja, apaziguava brigas, arbitrava as disputas, dava conselhos, ouvia as reclamações dos necessitados e procurava corrigir os erros e neutralizar o ódio que estavam prejudicando aquelas pessoas. Ninguém era insignificante para não ter a sua atenção. Desarmava sempre os inimigos usando sua humildade e as vezes até se ajoelhava a seus pés para pedir perdão. (10)

São João de Jerusalém foi escolhido Padroeiro da Maçonaria porque seus ideais eram idênticos aos ideais Maçônicos como a fraternidade, a liberdade e a igualdade: “São João foi escolhido como patrono da Maçonaria devido aos seus ideais que combinavam com a doutrina maçônica. É por essa razão que todas as Lojas são abertas e dedicadas em sua homenagem.”(11)  Logo, posiciono-me no sentido de concordar com os Irmãos que se vinculam a teoria de que São João o Esmoler é o padroeiro da Maçonaria.

Eis aí, portanto, a razão das Lojas maçônicas, até hoje, serem conhecidas como Lojas de São João.Vem desses irmãos cavaleiros, não só a tradição arquitetônica, propriamente dita, aplicada especialmente na construção de asilos, hospitais, mosteiros e outras obras públicas, mas principalmente a atuação filantrópica que se observa na Ordem maçônica. Tanto que Lojas de hoje ainda se mantém a tradição de nomear um irmão “hospitaleiro” para recolher as contribuições dos irmãos para o “hospital”. (12)

Logo, desde então, se mantém a tradição de que as Lojas, quando iniciados os trabalhos e quando finalizados evoca-se a São João, sendo então João de Jerusalém, pessoa integra que dedicara a vida a fazer o bem as pessoas, como o exercício da ponderação, benevolência e a tolerância. Sejamos então mais tolerantes Ir.’..

 

Tiago Oliveira de Castilhos, A.’.M.’.
A.:R.:L.:S.: Sir Alexander Fleming 1773, Porto Alegre – Rio Grande do Sul, Grande Oriente do Brasil


NOTAS:

  1. CARDOSO, José Roberto. Livres Pensadores: São João, o Esmoler, nosso patrono. Disponível em: http://joseroberto735.blogspot.com.br/2013/06/sao-joao-de-jerusalem-o-esmoler-nosso.html (acesso em 21 abr. 2014).
  2. CARDOSO, José Roberto. Livres Pensadores: São João, o Esmoler, nosso patrono. http://joseroberto735.blogspot.com.br/2013/06/sao-joao-de-jerusalem-o-esmoler-nosso.html (acesso em 21 abr. 2014)
  3. REIS, Sérgio Crisóstomo dos. A Maçonaria de São João. Disponível em: https://www.maconaria.net/portal/index.php/artigos/9-a-maconaria-de-sao-joao.html (acesso em: 23 de abr. 2014)
  4. CARDOSO, José Roberto. Livres Pensadores: São João, o Esmoler, nosso patrono. Disponível em: http://joseroberto735.blogspot.com.br/2013/06/sao-joao-de-jerusalem-o-esmoler-nosso.html (acesso em 21 abr. 2014).
  5. CARDOSO, José Roberto. Livres Pensadores: São João, o Esmoler, nosso patrono. Disponível em: http://joseroberto735.blogspot.com.br/2013/06/sao-joao-de-jerusalem-o-esmoler-nosso.html (acesso em 21 abr. 2014).
  6. Cavaleiros de Malta: Ordem da Cruz. Disponível em: http://ordemdacruz.webnode.com.br/malt%C3%AAses/ (acesso em 23 abr. 2014)
  7. Cavaleiros de Malta: Ordem da Cruz. Disponível em: http://ordemdacruz.webnode.com.br/malt%C3%AAses/ (acesso em 23 abr. 2014)
  8. HALPAUS, Ed. Da Loja do Santo João de Jerusalém. Tradução e José Filardo, p. 1. Disponível em: http://bibliot3ca.wordpress.com/da-loja-do-santo-sao-joao-em-jerusalem/ (acesso em: 21 abr. 2014 – In: Mackey’s Encyclopedia of Freemasonry – Clegg Edition Volume)
  9. HALPAUS, Ed. Da Loja do Santo João de Jerusalém. Tradução e José Filardo, p. 1 e 2. Disponível em: http://bibliot3ca.wordpress.com/da-loja-do-santo-sao-joao-em-jerusalem/ (acesso em: 21 abr. 2014)
  10. Além do último grau: São João de Jerusalém. Disponível em: http://alemdoultimograu.blogspot.com.br/2013/01/sao-joao-de-jerusalem.html (acesso em: 21 abr. 2014)
  11. Além do último grau: São João de Jerusalém. Disponível em: http://alemdoultimograu.blogspot.com.br/2013/01/sao-joao-de-jerusalem.html (acesso em: 21 abr. 2014)
  12. CARDOSO, José Roberto. Livres Pensadores: São João, o Esmoler, nosso patrono. Disponível em: http://joseroberto735.blogspot.com.br/2013/06/sao-joao-de-jerusalem-o-esmoler-nosso.html (acesso em 21 abr. 2014).

BIBIOGRAFIA:

  • Além do último grau: São João de Jerusalém. Disponível em: http://alemdoultimograu.blogspot.com.br/2013/01/sao-joao-de-jerusalem.html
  • CARDOSO, José Roberto. Livres Pensadores: São João, o Esmoler, nosso patrono. Disponível em: http://joseroberto735.blogspot.com.br/2013/06/sao-joao-de-jerusalem-o-esmoler-nosso.html
  • Cavaleiros de Malta: Ordem da Cruz. Disponível em: http://ordemdacruz.webnode.com.br/malt%C3%AAses/
  • Cavaleiros Hospitalários – Idade Média – InfoEscola. Disponível em: http://www.infoescola.com/historia/cavaleiros-hospitalarios/
  • HALPAUS, Ed. Da Loja do Santo João de Jerusalém. Tradução e José Filardo. Disponível em: http://bibliot3ca.wordpress.com/da-loja-do-santo-sao-joao-em-jerusalem/
  • MORAIS, Antônio Luiz. Loja de São João. Disponível em: https://www.maconaria.net/portal/index.php/artigos/95-loja-de-sao-joao.html
  • REIS, Sérgio Crisóstomo dos. A Maçonaria de São João. Disponível em: https://www.maconaria.net/portal/index.php/artigos/9-a-maconaria-de-sao-joao.html
  • OLIVEIRA, Waldemartins Bueno. O Verdadeiro Patrono da Maçônaria – São João de Jerusalém. Disponível em:  http://www.revistauniversomaconico.com.br/tempo-de-estudos/o-verdadeiro-patrono-da-maconaria-sao-joao-de-jerusalem/
  • PINTO, Silva. Porque apenas Lojas de São João. Disponível em: http://www.lojasmaconicas.com.br/artigo2/lsjoao.htm
  • WALDEMAR. São João de Jerusalém Patrono da Maçonaria. Disponível em:http://www.sjj595.com.br/

PITÁGORAS E A SUA FILOSOFIA

O filósofo grego Pitágoras, que deu seu nome a uma ordem de pensadores, religiosos e cientistas, nasceu na ilha de Samos no ano de 582 a.C. A lenda nos informa que ele viajou bastante e que, com certeza, teve contato com as idéias nativas do Egito, da Ásia Menor, da Índia e da China. A parte mais importante de sua vida começou com a sua chegada a Crotona, uma colônia Dórica do sul da Itália, então chamada Magna Grécia, por volta de 529 a.C.

De acordo com a tradição, Pitágoras foi expulso da ilha de Samos, no mar Egeu, pela tirania de Polycrates. Em Crotona ele se tornou o centro de uma organização, largamente difundida, que era, em sua origem, uma irmandade ou uma associação voltada muito mais para a reforma moral da sociedade do que uma escola de filosofia.

A irmandade Pitagórica tinha muito em comum com as comunidades Órficas que buscavam, através de práticas rituais e de abstinências, purificar o espírito dos crentes e permitir que eles se libertassem da “roda dos nascimentos”. Embora o seu objetivo inicial tenha sido muito mais fundar uma ordem religiosa do que um partido político, a Escola de Pitágoras apoiou ativamente os governos aristocratas.

A verdade é que esta Escola chegou a exercer o controle político de várias colônias da Grécia Ocidental, principalmente as existentes no sul da Itália. Foi também a sua influência política que levou ao desmembramento e à dissolução da Escola de Pitágoras. A primeira reação contra os Pitagóricos foi liderada por Cylon e provocou a transferência de Pitágoras de Crotona para a cidade de Metaponto, onde residiu até à sua morte, no final do séc. VI ou no início do séc. V a.C.

Na Magna Grécia, isto é, nas colônias fundadas pelos gregos na Itália, a Ordem Pitagórica se manteve poderosa até à metade do séc. V a.C. A partir daí foi violentamente perseguida, e todos os seus templos foram saqueados e incendiados. Os Pitagóricos remanescentes se refugiaram no exterior: Lysis, por exemplo, foi para Tebas, na Beócia, onde se tornou instrutor de Epaminondas; Filolaus, que segundo a tradição, foi o primeiro a escrever sobre o sistema Pitagórico, também se refugiou em Tebas.

O próprio Filolaus, junto com mais alguns adeptos de Pitágoras, retornou mais tarde à Itália, para a cidade de Tarento, que se tornou a sede da Escola Pitagórica. Entre eles estava Archytas, amigo de Platão, figura proeminente da Escola, não só como filósofo como também como homem de estado, na primeira metade do séc. IV a.C. No entanto, já no final deste século, os Pitagóricos tinham desaparecido, como Escola Filosófica.

A ESCOLA PITAGÓRICA
Parece que, por volta da metade do séc. V a.C., houve uma divisão dentro da Escola, De um lado, estavam os “matemáticos”, representados por nomes do peso de Archytas e Aristoxenus, que estavam interessados nos estudos científicos, especialmente em matemática e na teoria musical; de outro lado estavam os membros mais conservadores da Escola, que se concentravam nos conceitos morais e religiosos, e que eram chamados de akousmatikoi (plural de akousmata, os adeptos das tradições orais). Estes elementos – religiosos e científicos – estavam já presentes nos ensinamentos de Pitágoras.

As doutrinas ensinadas por Pitágoras são as seguintes:

1. – Em primeiro lugar, e acima de tudo, estava a crença de Pitágoras na existência da alma. Ele também acreditava na transmigração das almas dos indivíduos, mesmo entre diferentes espécies. Esta transmigração poderia ocorrer em seres mais ou menos evoluídos. Se um indivíduo tivesse uma vida virtuosa, o seu espírito poderia inclusive se libertar da carne, isto é, deixaria de reencarnar. Este conceito filosófico foi atribuído a Pitágoras por Platão, em sua obra Fédon (que relata os momentos que antecederam a morte de Sócrates pela ingestão de cicuta). Não se pode deixar de ressaltar a importância deste conceito na história das religiões.

2. – Levar uma vida virtuosa consistia em obedecer a certos preceitos, muitos deles vistos hoje como tabus primitivos, como, por exemplo, não comer feijão ou não remexer no fogo com um pedaço de ferro. Estritamente morais eram as três perguntas que cada um devia se fazer ao final do dia, e que eram: Em que é que eu falhei hoje? O que de bom eu deveria ter feito hoje? O que é que eu não fiz hoje e deveria ter feito? Um dos principais meios externos que ajudavam a purificar o espírito era a música.

3. – A fascinação da Escola pelos números deve-se ao seu fundador. A maior descoberta de Pitágoras foi a dependência dos intervalos musicais de certas razões aritméticas existentes entre cordas de comprimentos diferentes, igualmente esticadas. Por exemplo, uma corda com o dobro do comprimento de outra emite a mesma nota musical, mas uma oitava acima, isto é, mais aguda.

Tal fato contribuiu decisivamente para cristalizar a idéia de que “todas as coisas são números, ou podem ser representadas por números”. Este princípio foi a pedra de toque da filosofia de Pitágoras. Em sua obra Metafísica, Aristóteles afirma que os números representavam na filosofia de Pitágoras o que os quatro elementos – Terra/Ar/Fogo/Água representaram no simbolismo de outros sistemas religiosos. De acordo com este princípio, todo o universo poderia ser reduzido a uma ”escala musical e a um número”. Assim, coisas como a razão, a justiça e o casamento, poderiam ser identificadas com diferentes números. Os próprios números, sendo ímpares e pares, ou limitados e ilimitados, de acordo com Aristóteles, se constituíam na primeira definição das noções de forma e de matéria.

Os números um e dois encabeçavam a lista dos dez primeiros pares de opostos fundamentais, dos quais os oito pares seguintes eram “um” e “muitos”, “direita e esquerda”, “masculino e feminino”, “repouso e movimento”, “reto e curvo”, “luz e escuridão”, “bom e mau” e “quadrado e oblongo”. Esta era a filosofia do dualismo metafísico e moral, através da qual se chegou ao princípio que via o universo como a harmonia dos opostos, no qual “o um” gerou toda a serie de números existentes.

Assim, a música e a crença no paraíso estelar, (originalmente associados à Astrologia da Babilônia) são os pontos de união entre o conteúdo religioso da filosofia de Pitágoras com os estudos matemáticos e científicos realizados mais tarde pela ala científica de sua Escola. O primeiro a apresentar um sistema compreensivo foi Filolaus, um de seus discípulos.

A ARITMÉTICA PITAGÓRICA
Para Pitágoras a Divindade, ou Logos, era o Centro da Unidade e da Harmonia. Ele ensinava que a Unidade, sendo indivisível, não é um número. Esta é a razão porque se exigia do candidato à admissão na Escola Pitagórica a condição de já haver estudado Aritmética, Astronomia, Geometria e Música, consideradas as quatro divisões da Matemática. Explica-se também assim porque os Pitagóricos afirmavam que a doutrina dos números, a mais importante do Esoterismo, fora revelada ao Homem pela Divindade, e que o Mundo passara do Caos à Ordem pela ação do Som e da Harmonia. A unidade ou 1 (que significava mais do que um número) era identificada por um ponto, o 2 por uma linha, o três por uma superfície e o quatro por um sólido. A Tetraktys, pela qual os Pitagóricos passaram a jurar, era uma figura do tipo abaixo:

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representando o número triangular 10 e mostrando sua composição como sendo 1 + 2 + 3 + 4 = 10. Adicionando-se uma fileira de cinco pontos teremos o próximo número triangular de lado cinco, e assim por diante. Mostrando que a soma de qualquer série de números naturais que comece pelo número 1 é um número triangular. A soma dos números de qualquer série numérica composta por números ímpares e que comece por 2 é um número quadrado. E a soma dos números de qualquer série numérica de números pares que comece pelo número 2 é um número oblongo, ou retangular.

Este é o princípio matemático que levou à 47ª Proposição de Euclides, o matemático grego que divulgou o Teorema de Pitágoras, pelo qual o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual à soma dos quadrados dos dois outros lados, ou catetos. A demonstração deste teorema é a Jóia do Ex-Venerável mais recente de uma Loja Maçônica, em homenagem a Pitágoras, e que simboliza a doutrina científica e esotérica de sua Escola de Filosofia. O mesmo raciocínio usado na formulação do teorema acima, quando o triângulo retângulo é isósceles, (com catetos ou lados iguais) levou os Pitagóricos a descobrir os números irracionais, como, por exemplo, a raiz do número 2, que é igual a 1,4142,,,, (dízima periódica).

A GEOMETRIA PITAGÓRICA
Em Geometria não se pode obter uma figura totalmente perfeita, nem com uma, nem com duas linhas retas. Mas três linhas retas em conjunção produzem um triângulo, a figura absolutamente perfeita. Por isso é que o triângulo sempre simbolizou o Eterno – a primeira perfeição, o Grande Arquiteto do Universo. A palavra que designa a Divindade principia, em todas as línguas latinas, por um D, e em grego por um “delta”, ou triângulo, cujos lados representam a natureza divina. No centro do triângulo está a letra Yod , inicial de Jehovah – o Criador, expresso nos idiomas teuto-saxônicos pela letra G, inicial de God, Got ou Gottam, cujo significado filosófico é geração.

Numerosas – e valiosas – foram as contribuições da Escola de Pitágoras no campo da Geometria. Assim, por exemplo, a demonstração de que a soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a dois ângulos retos, ou 180 graus. Também formularam a teoria das proporções e descobriram as médias aritmética, geométrica e harmônica. Foi ainda Pitágoras quem descobriu a construção geométrica dos cinco sólidos regulares, isto é, o tetraedro ou pirâmide de quatro lados, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. A construção do dodecaedro requer a construção de um pentágono regular, também conhecida dos Pitagóricos, que usavam o Pentagrama ou Estrela Pentagonal ou Flamígera, como símbolo de reconhecimento entre os seus membros.

Em resumo, a Geometria Pitagórica cobriu todos os assuntos da obra de Euclides, que compilou e registrou todo o conhecimento existente nesta área, na antiga Grécia.

A ASTRONOMIA PITAGÓRICA
Pitágoras foi o primeiro a afirmar que a Terra e o Universo tinham forma esférica. Ele também anteviu que o Sol, a Lua e os Planetas então conhecidos possuíam um movimento de translação, independente do movimento de rotação diário. A Escola de Pitágoras desenvolveu também um sistema astronômico, conhecido como sistema Pitagórico. A última versão deste sistema, atribuída aos discípulos Filolau e Hicetas de Syracusa, deslocava a Terra do centro do Universo, e fez dela um planeta do mesmo modo que os planetas então conhecidos, que giravam em torno do fogo central – o Sol. Este sistema, elaborado cerca de 400 a.C., antecipou em cerca de 2.000 anos os mesmos princípios defendidos por Galileu Galilei, pelos quais foi condenado pela Santa Inquisição. Galileu demonstrou a base científica do sistema, a partir da qual Copérnico e Kepler iriam comprovar que era o Sol e não a Terra o centro da Via Láctea – a nossa Galáxia.

A MÚSICA PITAGÓRICA
Pitágoras não só utilizava a música para criar uma inefável aura de mistério sobre si mesmo, como também para desenvolver a união na sua Escola. A música instruía os discípulos e purificava suas faculdades psíquicas. Na educação, a música era vista como disciplina moral porque atuava como freio à agressividade do ser humano. Pitágoras considerava a música o elo de ligação entre o homem e o cosmos. O Cosmos era para ele uma vasta razão harmônica que, por sua vez, se constituía de razões menores, cujo conjunto formava a harmonia cósmica, ou harmonia das esferas, que só ele conseguia ouvir.
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Pitágoras, avatar do deus Apolo, compunha e tocava para seus discípulos a sua lira de sete cordas. Deste modo ele refreava paixões como a angústia, a raiva, o ciúme, anseios, a preguiça e a impetuosidade. A música era uma terapia que ele aplicava não só para tranqüilizar as mentes inquietas, mas também para curar os doentes de seus males físicos.

Pitágoras foi o descobridor dos fundamentos matemáticos das consonâncias musicais. A partir daí, ele visualizou uma relação mística entre a aritmética, a geometria, a música e a astronomia, ou seja, havia uma relação que ligava os números às formas, aos sons e aos corpos celestes. A Tetraktys era o símbolo da música cósmica, e Pitágoras, como o deus da Tetraktys, era a única pessoa que podia ouvi-la. A teoria da música cósmica, ou harmonia das esferas foi descrita por Platão, no Timeu. Filolau, outro notável discípulo de Pitágoras também faz descrição minuciosa da teoria que resulta na música cósmica e na harmonia das esferas (ou planetas).

A HERANÇA DE PITÁGORAS
A história posterior da filosofia de Pitágoras se confunde com a da Escola de Platão, discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, e que foi também ardente admirador e discípulo de Pitágoras. Platão herdou, de um lado, as doutrinas de seu mestre e, de outro, bebeu a sua sabedoria nas mesmas fontes do filósofo de Samos. Segundo Amônio Sacas, toda a Religião-Sabedoria estava contida nos Livros de Thot (Hermes), onde Pitágoras e Platão beberam os seus conhecimentos e grande parte de sua filosofia.

Desde os primeiros séculos da era cristã que é comprovada a existência, em Roma, das práticas e doutrinas religiosas de Pitágoras, principalmente as relacionadas com a imortalidade da alma. Pitágoras disputava então, com outras religiões, um lugar predominante no panteão da Roma Imperial. A comprová-lo as capelas pitagóricas descobertas pela arqueologia, nas quais os iniciados aprendiam os mistérios de Pitágoras, e onde eram introduzidos no culto de Apolo.
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Os afrescos encontrados no sub-solo da Porta Maggiore, em Roma, mostram temas Pitagóricos. O nacionalismo romano também está ligado a Pitágoras através da obra Metamorfoses, de Ovídio, que nela relatou a teoria da reencarnação, defendida pelo filósofo de Samos. Os discípulos diretos de Platão também retornaram aos princípios Pitagóricos; e os neo-Platônicos, com Jâmblico, no séc. IV d.C. também os adotaram, juntamente com os mais recentes escritos Pitagóricos, isto é, os Hinos Órficos. Do séc. I d.C. ao séc. VI d.C. a doutrina de Pitágoras influenciou grandes filósofos que escreveram e divulgaram a sua filosofia. Alguns deles foram Apolônio de Tiana, Plotino, Amélio e Porfírio.

Depois que os cristãos conquistaram, no séc. IV d.C. o controle do Estado, os Pitagóricos tornaram-se, gradualmente, uma minoria perseguida. No entanto, as idéias de Pitágoras continuaram a ser pregadas na antiga escola de Platão, a Academia de Atenas, e em Alexandria, até que no séc. VI d.C. Justiniano, imperador do Oriente, fechou a Academia e proibiu a pregação da filosofia e das doutrinas consideradas pagãs pelo catolicismo. A partir desta época prevaleceu a era do obscurantismo da Idade Média. Mas as doutrinas de Pitágoras foram abertamente pregadas por um período de 1.200 anos, que se estende do séc. VI a.C. ao sec. VI d.C.

Apesar de perseguido pela religião oficial Pitágoras foi, para grandes figuras do Catolicismo, como Santo Ambrósio, uma figura de referência por ter sido visto como intermediário entre Moisés e Platão, No séc. XVI, de acordo como o interesse do autor, Pitágoras era apresentado como poeta, como mágico, como autor da Cabala, como matemático, ou como defensor da vida contemplativa. Rafael, famoso pintor italiano, retratou Pitágoras como um homem idoso, de longas barbas, entre filósofos, no quadro “Escola de Atenas”.

Embora remotamente, não podemos deixar de registrar a existência de pontos comuns entre a filosofia de Pitágoras e o sistema Positivista de August Comte. Pitágoras, racionalista, procurou explicar a cosmogonia universal através da ciência. Comte trilhou caminho semelhante. Antes de tudo, Pitágoras buscou o conhecimento da Verdade e só por isso já deve ser reverenciado por toda a Humanidade

BIBLIOGRAFIA
Pitágoras – Amante da Sabedoria – Ward Rutherford – Editora Mercúrio – São Paulo
Pitágoras – Uma Vida – Peter Gorman – Editora Pensamento – São Paulo
A Doutrina Secreta -Volumes II e V – H.P.Blavatsky – Editora Pensamento – São Paulo
Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia – Nicola Aslan – Artenova – Rio
A Simbólica Maçônica – Jules Boucher – Editora Pensamento – São Paulo
Maçonnerie Occulte et L’Initiation Hermétique – J.M.Ragon – Cahiers Astrologiques – Paris
Diálogos – Platão – Abril Cultural – São Paulo

ANTÓNIO ROCHA FADISTA
M.’.I.’., Loja Cayrú 762 GOERJ / GOB – Brasil

O TEMPLO DE SALOMÃO

 

PREFÁCIO AO POEMA
Construído em Jerusalém há aproximadamente três mil anos, o Templo de Salomão é um ícone da maior importância na memória da humanidade. Foi o primeiro Templo de pedra construído a um Deus: “Javé, único e verdadeiro Deus para milhões de pessoas”.

Salomão foi o rei de Israel no século X a.C. e foi também o sábio dos sábios, capaz de controlar os espíritos do mundo visível. E mais, diz a Bíblia que ele sucedeu Davi, organizou muito bem Israel, projetou e construiu seu Templo, juntamente com Hiram, rei de Tiro, e auxiliado por Hiram Abiff, o grande arquiteto-construtor.

Foram construídos debaixo do templo, uma série de câmaras secretas e túneis que não são mencionados na Bíblia, onde eram guardados antigos conhecimentos ancestrais (desde os fenícios) sobre rituais, tesouros, projetos e chaves astronômicas; “sobre Vênus em posição com o Sol, sobre os solstícios e equinócios”.

Conhecimentos que representavam o verdadeiro sentido filosófico de nosso ritual maçônico, com todos os nossos enigmas, mistérios, segredos e aparatus, que faziam de Salomão o mais sábio rei dos reis.

Para saber mais: “O LIVRO DE HIRAM” – Cristhopher Knight e Robert Lomas. “Madras Editora – 2005.”

Esculpido foi aquele templo
No tempo de Salomão.
Como que pedra cúbica sobre pedra cúbica,
Cada pedra, cada ponta,
Aponta-me um novo mundo:
– O Templo de Salomão!
Oh! Como são belas as colunas… Ícones da maçonaria!
A fraternidade universal
Da beleza, da força e da sabedoria.
Romãs, acácias e labirintos,
Mágicos modelos templários.
Todos os nossos instintos,
enigmas
Dogmas de Zoroastro
Antigos e novos calendários.

Harmônicos e eternos rosa-cruzes,
Misteriosos, entrelaçados.
Todas as raças do mundo
Em uma só igualdade.

Herdeiros de Alexandria
Livro da lei:
Velho e Novo testamento
Palavras de Salomão
– Façam de mim o teu instrumento.

Ensinam-me a caminhar ao topo da escadaria
Régua e compasso… Geometria!
Somente corações puros
Progridem na maçonaria.

Oh! Como é fantástico adentrar ao templo:
– É saborear o gozo do crepúsculo de cada manhã,
– É aprender filosofia, arquitetura e sabedoria,
– É ouvir de nossos mestres: “A lenda de Hiram”.

Salomão!
Símbolo máximo da ciência e sabedoria suprema.
Hiram!
Arquiteto, governador da ordem e da justiça.
Assassinato foi sua sentença
Venerado combatente
Sublimes segredos
Relatos e poemas.
Só decifro em Pitágoras
Seus pentagramas e teoremas,
Porque…
Há um olho no céu:
Atravessa-me,
Impulsiona-me
Aperfeiçoa-me… Cada aresta!
Transforma-me… Um fiel irmão!… (prontidão).
Ventanias entre universos
Virtudes, razões, cantos paralelos,
Como se neles sempre existissem:
… Versos!
Transparência,
É a corrente de aprendizes
Despidos do medo
E isentos de profanas insígnias.
Inteligência,
São os companheiros e os mestres
Interligados.
Brilho em Vênus
Raio de sol
Chaves astronômicas e retilíneas.
Nada é mais belo
Que a verdade.
Busco o princípio,
O começo!
Vasculho origens
Luz e vida,
Sonhos e silêncio.
O mundo é esse,
Assim como o vemos em nossa frente?
Cinzel, malhete, acertos, erros e ilusões?
Ou é o passado que retorna,
Simplesmente?

Não!
Não estamos sonhando,
Não criamos ilusão.

Nós arquitetamos,
Revolucionamos,
Reconstruímos pontes
Dentro de cada coração.

– Reconstruímos juntos:
“O Templo de Salomão”.

Wlidon Lopes da Silva, A:.M:.
A:.R:.L:.S:. Mounth Moriah 3327, São Paulo – Brasil

A ACÁCIA

A Acácia: planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.

NA LENDA DE H.’. A.’.

Ao cair da noite, o conduziram para o Monte Mória, onde o enterraram numa sepultura que cavaram e assinalaram com um ramo de Acácia. Quando, extenuados, os exploradores enviados pelo Rei Salomão chegaram ao ponto de encontro, seus semblantes desencorajados só expressaram a inutilidade de seus esforços. … Caindo literalmente de fadiga, (um)… Mestre tentava agarrar-se a um ramo de Acácia. Ora, para sua grande surpresa, o ramo soltou-se em sua mão, pois havia sido enterrado numa terra há pouco removida. Esse “ramo de Acácia” criou vida própria, cresceu e tornou-se o maior Símbolo do Grau de M.’. M.’..

Em outra versão, os M.’. M.’. que foram a procura do Mestre H.’. A.’. encontraram um monte de terra que parecia cobrir um cadáver, e terra recentemente removida; plantaram ali um ramo de Acácia para reconhecer o local. Conforme uma terceira versão, a Acácia teria brotado do corpo do Resp.’. M.’. morto, anunciando a ressurreição de Hiram.

Sendo a morte de H.’. A.’. uma lenda, resulta evidente que existam diferentes versões, mas o importante é que todas elas coincidem na sua sepultura surgir um ramo de Acácia.

NA BOTÂNICA

A Acácia é uma árvore espinhosa que possui espinhos penetrantes, da família das leguminosas-mimosas, Acácia Dialbata. É dela que se extrai a goma arábica.

No texto original grego do Novo Testamento o termo usado é akanqwn (akanthon), que foi traduzido ao português tanto como Acácia ou como acanto, e que também pode significar espinho, espinhoso, etc. Esta palavra grega aparece em várias passagens da Bíblia mencionando a coroa de espinhos e também a árvore conhecida como shittah. A coroa de Acácia espinhosa na cabeça de Jesus é símbolo de sabedoria. Mas como devemos interpretar o gesto dos soldados romanos quando coroam Jesus com espinhos?

Podemos entender como mais um ato de crueldade com sentido unicamente pejorativo ou será que, aparentemente, houve alguém que conhecendo a simbologia encetada no ramo de Acácia induziu à soldadesca a usar este tipo de ramo?

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NA ANTIGUIDADE

Em hebraico antigo o termo shittah é usado para Acácia sendo o plural shittin. Os povos antigos tiveram um respeito extremado pela acácia chegando a ser considerada um símbolo solar porque suas folhas se abrem com a luz do sol do amanhecer e fecham-se ao ocaso; sua flor imita o disco do sol. Entre os árabes, na antiga Numídia seu nome era Houza e acredita-se ser a origem de nossa palavra “Huzé”. Também é chamada como Hoshea, palavra sagrada usada num capítulo do R.’. E.’. A.’. e A.’.. O sentimento dos israelitas pela Acácia começa com Moisés, quando na construção dos elementos mais sagrados é utilizada a Acácia (Arca, Mesa, Altar) devido, principalmente, por suas características de imputrescibilidade. Os Egípcios também a tinham como planta sagrada, mas Maomé ordenou que a destruíssem.

A Acácia é dedicada a Hermes – Mercúrio e seus ramos floridos relembram o celebre “Ramo Dourado”, dos antigos mistérios. Trata-se, efetivamente, da Acácia Mimosa, cujas flores se parecem pequenas bolas de ouro. É a planta de que fala a fábula de Osíris e o Rito Maçônico do Grau de Mestre. Essa planta teria florescido sobre o túmulo do deus, o iniciado, morto por Tifão e que era para fazer reconhece-lo.

NA BÍBLIA

Altar dos Holocaustos – “Farás o altar de madeira de Acácia. Seu comprimento será de cinco côvados, sua largura de cinco côvados e sua altura será de três côvados”. (Êxodo, 27 – 1).

Arca da Aliança – farão uma arca de madeira de cetim (Acácia)… (Êxodo 25:10)

Mesa dos Pães Propiciais – farás uma mesa de madeira de cetim (Acácia)… (Êxodo 25:23)

Bete-Sita, no hebraico significa Lugar da Acácia, e no Atlas moderno aparece localizado no paralelo 32 e 30’ ao lado do rio Jordão.

A Bíblia é rica em alusões da madeira de Acácia dando para ela usos sagrados (a cruz do sacrifício de Jesus teria sido feita de Acácia) o que, por sua vez a converte em uma árvore sagrada. A Acácia é o Shittah ou Shittim no plural (Espinho em Hebreu), como o Pau de Cetim da Arca da Aliança (Êxodo, 35 e seus versículos).

A Acácia é considerada como árvore sagrada. Moisés, a pedido do Senhor, ordenou seu povo, enquanto descansava no deserto, ao pé do Sinai, usasse a Acácia – Pau de Cetim na fabricação do Tabernáculo e nos móveis nele usados – A Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Proposição, os Varais da Arca, os adornos, etc.

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NA MAÇONARIA

Entre os rosacruzes, assim como em alguns ritos maçônicos já desaparecidos, ou de pequena expressão, na Europa, ensina-se que a Acácia teve a sua madeira utilizada na confecção da cruz, onde Jesus foi executado, o que é pura especulação.

Quando o Resp.’. M.’. pergunta ao Ven.’. Irm.’. 1º Vig.’. “Sois M.’. M.’. ? E o interpelado responde ”A A.’. M.’. é C.’.” ele estabelece de imediato sua qualidade de Maç.’., o que, equivale a dizer “tendo estado na tumba, e triunfado levantando-me dentre os mortos e, estando regenerado, tenho direito à vida eterna”. A interpretação simbólica e filosófica da planta sagrada é riquíssima e lembra a parte espiritual que existe dentro de nós que, como uma emanação de Deus, jamais pode morrer. A Acácia é, simplesmente, a representação da alma e nos leva a estudar seriamente nosso espírito, nosso eu interior e a parte imaterial de nossa personalidade.

Outra importante significação simbólica da Acácia foi dada por Albert Gallatin Mackey e Bernard E. Jones que ressaltam a Inocência e a iniciação; o grego akakia também é usado para definir qualidade moral, inocência ou pureza de vida. E do Maç.’., que já conhece a Acácia é esperado uma conduta pura e sem máculas.  Estima-se que em 1937 a Acácia nasce em nosso simbolismo junto com a Maçonaria especulativa, sendo a consciência da vida eterna. “Este galho verde no mistério da morte é o emblema do zelo ardente que o M.’.M.’. deve ter pela verdade e a justiça, no meio dos homens corruptos que se traiçoam uns aos outros”.

Maçônicamente simboliza Inocência, Iniciação, Imortalidade da Alma (os 3 I.’.) e Incorruptibilidade, porém na lenda de Hiram simbolizou a Inveja, o fanatismo e a Ignorância. Incorruptibilidade, por isso, foram enterrados os membros de Osíris, num caixão de Acácia; Imortalidade, Ressurreição (renovação, metamorfose) de Osíris, Hiram e Jesus; Iniciação, pois a Imortalidade é o apanágio dos adeptos e Iniciados; Inocência, pois os espinhos representam aqueles que não se deixam tocar por mão impuras. Sendo da família da “mimosa” , como a planta “sensitiva”, fecha as folhas ao serem tocadas. Akakia (em grego) quer dizer sem maldade ou malícia. Quando O Maç.’. diz que a A.’. M.’. é C.’., significa que conhece a imortalidade da alma.

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Na história de Jacques Molay, também, surge a citação de que alguns Cavaleiros disfarçados que colocaram Ramos de Acácia sobre suas cinzas quando as mesmas foram levadas para o Monte de Heredom. Três dos quatros Evangelistas a mencionam em seu Evangélio, Mateus (27:29), Marcos (15:17) e João (19:2), ligando-a ao “coroamento de Jesus”.

Concluindo, quando o M.’. M.’. responde A.’. M.’. é C.’., significa: Levantei-me do túmulo e saí com vida. Sou eterno, consciente de meu ser como homem livre e regenerado; estou cultivando o desenvolvimento de todas as minhas dificuldades, procurando engrandecer, amar e socorrer meus irmãos que tiverem justas necessidades; estou procurando significar minha existência, fazendo feliz a humanidade; a vida presente é a preparação da futura. A felicidade eterna do homem começará quando ele tiver alcançado a mais profunda paz, que resulta da harmonia e do equilíbrio perfeito, com a Sublime Luz do G.’.A.’.D.’.U.’..

A Acácia á a árvore da vida. Suas flores cegam, suas sementes matam, as suas raízes curam. A semente é o veneno; a raiz o antídoto.

BIBLIOGRAFIA:

1. BOUCHER, Jules. A Simbólica Maçônica, 1996;
2. CARTES, Osmar Or:. de São Paulo – SP, www.triumpho.tripod.com.br ;
3. CARVALHO, Assis, O Mestre Maçom;
4. Jose@castellani.com.br
5. VAROLI, Theobaldo Filho, Curso de Maçonaria Simbólica;
6. Portalmaconico.com.br;
7. Agradecimento à assessoria do consultor Ir.’. Jose Roberto Mira do G.’.O.’.P.’. Caraguatatuba;

Alcinei Feitosa
M.’. M.’. – ARLS Baluartes do Atlantico, Or de Caraguatatuba (São Paulo, Brasil)

A MAÇONARIA E O LIVRO DA LEI

“decifra-me pelo estudo”

Para minha esposa e família
Aos mestres: Ir. Mário Proietti, Ir. Dorival Pinto, Ir. Francisco Rorato, Ir. Teobaldo Varoli Filho, Ir. José Luiz Gibim Xocaira e Ir. Giuseppe Massarotti (padrinho)

APRESENTAÇÃO
Embora, hoje, exista farta literatura sobre a maçonaria, com excelentes obras de autoria de estudiosos e bons autores, oferto trabalho que venho acalentando por alguns anos. O maçom, por princípio e natureza, deve ser, e sempre, um pesquisador e um estudioso, pelo menos, até para confirmar a frase de que “somos sempre eternos aprendizes”. E a obrigação do aprendiz é aprender. E aprender se faz pelo estudo, pela pesquisa e, principalmente, pelos ensinamentos e exemplos dos mais velhos através do tempo, pois, a melhor lição, ainda é a tradição oral, cuja passagem de geração à geração, faz com que se perpetue os segredos, os costumes e os procedimentos, que nem sempre os livros se voltam para estes pontos.

Desde meu ingresso na Ordem, via-me compelido à busca de respostas nos estudos e pesquisas. E na medida que avançava nos graus, percebia que para muitas respostas, a explicação mais lógica e adequada, estava no livro que o mundo conhece como: Bíblia. E assim, iniciei pesquisa em bíblias, de diferentes credos, religiões e editoras. Encontrei, na prática, poucas diferenças quer no conteúdo ou indicação das passagens, como por exemplo, o Salmo de São João, que se afirma ser de nº 133, mas encontrei como, 132 e 131. Os assuntos, conforme a editora/data da edição/credo/religião, encontra-se também com pequenas variações, mas que não alteram a essência do que querem expressar. Por esta razão não cito as bíblias consultadas, mais posso afirmar, foram muitas, no que traduziu um imenso e gigantesco trabalho de ordenação para as citações se enquadrarem dentro do espírito maçônico, ponto principal da pesquisa. Cabe a cada um separar o assunto maçônico do assunto religioso, conforme nosso ponto de vista sobre o Livro da Lei.

Muito embora, há obras maçônicas com citações dos livros bíblicos, entendendo que, para maior facilidade, se fornecido aqueles dados e mais a transcrição da parte que interessa sobre a pesquisa, possa ser facilitado o entendimento do assunto.
Este é o meu propósito: facilitar o estudo, agilizando com apontamento do livro e passagem a que se refere o termo. E se fez, pensando nos assuntos, termos, símbolos dos trinta e três graus, tendo como base, o Rito Escocês Antigo e Aceito, muito embora, possa aparecer algum assunto de outro Rito.

Os segredos estão garantidos e não estão expostos e nem revelados, mas há o caminho para a melhor compreensão dos termos e símbolos usados nos rituais e tradições maçônicas especificamente para cada grau e assim, o assunto será de interesse ao grau correspondente do leitor. O que não for, não vai entender nada. E se entender, “alguma coisa está errada”.
E é lógico, este é um trabalho inicial, contando que, na medida que se estudar mais, outros verbetes irão surgindo e assim, os interessados, terão um melhor aproveitamento para suas respostas dos por quês? O que é inato ao maçom. Ousei a divulgar este trabalho, até por incentivo de muitos Irmãos, para os quais, minhas fichas de anotações foram fontes para estudos e aprendizados.

Bom estudo.

ABREVIATURAS DOS LIVROS (Ordem Alfabética)
Ageu (Ageu)
Amós (Amós)
Apocalipse (Apoc.)
Ato dos Apóstolos (Apo.)
Cântico dos Cânticos (Can.)
Daniel (Dan.)
Deuternômio (Deut.)
Eclesiastes (Ecl.)
Epístola de São Paulo aos Coríntios (1ª Ep. Paulo Cor.)
Epístola de São Paulo aos Galátas ( Ep. Paulo Gal.)
Epístola de São Paulo aos Hebreus ( Heb.)
Esdras ( Esd.)
Ester (Est.)
Evangelho segundo São João (João)
Evangelho segundo São Marcos (Marc.)
Evangelho segundo São Mateus (Mat.)
Êxodo (Ex.)
Ezequiel (Eze.)
Gênesis (Gen.)
Isaias (Isa.)
Juizes (Jui.)
Levítico (Lev.)
Números (Num.)
Provérbios (Prov.)
Rute (Rut.)
Salmos (Sal.)
Zacarias (Zac.)
1º Livro dos Reis ( 1 Liv. Reis)
2º Livro dos Reis ( 2 Liv. Reis)
3º Livro dos Reis ( 3 Liv. Reis)
4º Livro dos Reis ( 4 Liv. Reis)
1º Livro dos Paralipômenos (1º Liv. Par.)
2º Livro dos Paralipômenos (2º Liv. Par.)

COMO CONSULTAR
Encontrado o Verbete procurado, são citados: Livro, Capítulo, Versículo e Texto. Exemplo: Verbete: Aarão, Livro: Ex. (Êxodo), Capítulo: 4, Texto: …

A
Aarão (Aabrão)
Êx: 4;14,16,28,32,35,43
1° Sacerdote / Eu sei que Aarão teu irmão, filho de Levi é eloqüente / Ele falará por ti ao povo, e será a tua boca / Faze também que se cheguem a ti Aarão, teu irmão, com seus filhos separados do meio dos filhos de Israel, para que eles exercitem diante de mim as funções do sacerdócio / Esta ordenação será estável e perpétuo para Aarão e para sua posteridade depois dele / Feriu pois o Senhor o povo pelo crime do bezerro (estátua de ouro) que Aarão lhe tinha feito.

Abaddon
Apoc: 9;11
Por seu rei um anjo do abismo, chamado em hebreu Abaddon, e em grego Appollynon, que segundo o latim quer dizer exterminador

Abarim
Núm. 27;12
Disse outrossim o Senhor a Moisés: sobe a este morro Abarim, e contempla daí a terra, que eu hei de dar aos filhos de Israel

Abda
3° Liv. Reis; 4;6
E Azizar era mordomo mor e Adonirão filho de Abda, superintende dos tributos

Abinadab (Ainadab)
3° Liv. Reis: 4;14
Filho de Ado, era governador em Manain

Abiram (Abiron)
Núm. 16;1,2
Por este tempo Coré filho de Isaar, filho de Caat, filho de Levi e Datan, e Abiron filhos de Eliab, como também Hon filho de Felet da família de Rúben, se levantaram contra Moisés e outros duzentos e cinqüenta dos filhos de Israel, homens principais da sinagoga, e que quando se convocava o conselho eram chamados pelos seus nomes

Acácia
Êx. 25;10 Assim fiz uma arca de madeira de acácia, alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras e subi ao monte com as duas tábuas na mão (Nota: Árvore ainda encontrada na península do Sinai, de madeira leve e resistente

Adão
Gen. I;27
Primeiro homem criado por Deus. Pai de toda a raça humana

Adar
Esd. 6;5
E completaram esta casa de Deus no dia três do mês de Adar, que é o sexto ano do rei Dario

Adoção
Epi. Paulo a Roma. 9;4,5 / Epi. Paulo a Gal. 4;5
Que são os israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e a aliança, e a legislação, e o culto, e as promessas: cujos pais são os mesmos de quem descende também Cristo segundo a carne que é Deus sobre todas as coisas, bendito por todos os séculos, Amém

Adonai
Ex. 6;3
Que apareci a Abrão, Isaac e Jacó, como o Deus todo poderoso: mas eu não lhes declarei o meu nome Adonai.
Nota: O texto original traz “Jave”, que era o nome próprio de Deus por significar sua existência eterna, absoluta e independente. Os judeus no entanto, passaram mais tarde a não mais pronunciá-lo por medo de enunciá-lo em vão, mas dizem em seu lugar “Adonai”, isto é, “meu Senhor”

Adoniram (Adonihiram)
3º Liv. Reis 4;6
ou Adonirão / e Adonirão filho de Abda superintendente dos tributos

Ageu
Décimo dos 12 profetas menores. Recebeu de Deus a incumbência para exortar Zorobabel, a reiniciarem a construção do Templo

Águia
Lev.11;12/Dt. 14;12/ Dt. 28;49; Jer. 48;40 / Os 8;1/ Esd. I, 10;10,14) Apoc. 4;7,
Animal impuro para os judeus / Para os babilônios uma divindade / Na visão de Ezequiel, a rainha das aves simboliza a sublimidade inimaginável de Javé / é o animal vivo e tem o mesmo significado por isto simboliza o evangelista S.João que penetrou as sublimes alturas em seus escritos

Ainadab
Vide Benur

Ajoelhado
2º Par. 6;13
Salomão, na consagração, ajoelhou-se na frente de todos

Aleluia
Louvor ao Senhor. Aparece como aclamação inicial ou final em muitos Salmos / Louvai ao Senhor

Alfa
Apoc. 1;8
Eu sou o Alfa e o Omega, o principal e o fim, diz o Senhor Deus: que é, e que era, e que há de vir, o Todo Poderoso

Amal
1º Liv. Paral. 7;35
E filhos de Helen seu irmão; Sufa e Jenina, e Seles, e Amal

Amarias
Paral. 6;7,52
E Meraiot gerou a Amarias e Amarias gerou a Aquitab / Meraiot seu filho, Amarias

Altar dos Perfumes
Ex. 30;1 a 7
Farás também um altar de pau de cetim (ver candelabro) para queimar os perfumes. Ele terá um côvado de cumprimento e outro de largo para ser quadrado. Terá dois côvados de alto, e dos seus ângulos sairão umas pontas. Cobrirás de finíssimo ouro a mesa deste altar, e os quatro lados com os seus cornos. E farás uma coroa de ouro, que o apanhe todo em roda e duas argolas de ouro de cada banda debaixo da coroa para se meterem por elas os varais, que hão de servir para o levarem. Farás também este varais de puro cetim, e cobrí-lo de ouro. Porás este altar defronte do véu, que pende da arca do testemunho, e diante do propiciatório, que cobra a arca do testemunho, onde eu te falarei. E Aarão queimará sobre ele um incenso de suave cheiro. Ele o queimará de manhã, quando preparar as lâmpadas. E, quando ele as acender de tarde, tornará a queimar do incenso diante do Senhor. Nota: A queima de perfumes era símbolo da oração que sobe a Deus e que é por Ele bem recebido por partir de um coração fervoroso e devoto

Amós
Liv. do Prof. 7;7, 8
Perguntou-me o Senhor: Que vês tu Amós? Respondi: Um prumo. Então disse o Senhor: Eis que eu porei um prumo no meio do meio povo Israel; nunca mais passarei por ele

Ananias
Ato dos Apost. 9;10, 11
Ora, em Damasco havia um discípulo, que tinha por nome Ananias: e o Senhor numa visão lhe disse: Ananias. Ele acudiu dizendo: Eis-me aqui, Senhor. E o Senhor lhe tornou: levanta-se e vai ao bairro que se chama Direito

Arca (da Aliança)
Ex. 25;10
Fareis uma arca de pau de cetim, que tenha dois côvados e meio de cumprido, côvado e meio de largo, e côvado e meio de alto. Nota: cetim: uma espécie de acácia, ainda encontrada na península do Sinai; madeira leve e resistente. A arca tinha cerca de 1,25 m de cumprimento por 0,80 m de largura e altura. O côvado media cerca de 0,50 m

Auxílio
Isa. 41;6, 7
Cada um auxiliará o seu próximo e dirá o seu irmão: Esforça-te. O oficial latoeiro batendo com o martelo esforçou ao que batia ao mesmo tempo na bigorna, dizendo: Isto é bom para a soldadura. E segurou-o com pregos para que não abalasse

Artaxerxes
Esd. 4;7 a 10
Também nos dias de Artaxerxes escreveram Bislão, Mitridate, Tabul, e os companheiros deste, a Artaxerxes, rei da Persia e a carta foi escrita em caracteres aramaicos, e traduzida na língua araimarca

Avental
Gen. 3; 6 e 7
Então, vendo a mulher que aquela árvores era boa para comer, e agradável aos olhos, e árvores desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu/ Então foram abertos os olhos de ambos e conheceram que estavam nus, pelo que coseram folhas de figueira para si aventais.

B
Bacia de Bronze Ex. 30; 17 a 21
Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse: Farás outrossim uma bacia de metal e de lavar, com sua base, e pô-la-as entre o tabernáculo do testemunho, e o altar. E lançada água, Aarão, e seus filhos, lavarão nela as suas mãos, e o seus pés, quando estiverem para entrar no tabernáculo do testemunho, ou quando se deverem chegar ao altar a oferecer perfumes ao Senhor, para que não suceda serem punidos de morte, e para todos os da sua posteridade, que lhe houveram de suceder. (Vide Mar de bronze)

Balthazar
Dan. 1;7
E o eunuco-mor lhes pôs nome: a Daniel, o de Balthazar

Bana
Vide Benur

Banaias
2º Liv. Reis 2;25
E mandou o rei Salomão com esta ordem a Bana filho de Jojoda o qual o matou, e assim morreu. Vide Sadoc

Bebida Amarga
Isa. 24; 9 a 11
Não beberão vinho cantando árias a bebida será amarga para os que a beberem. A cidade da vaidade esta demolida, fechadas se acham todas as suas casas, não entrando nelas pessoa
alguma. Nas ruas haverá clamor sobre o vinho

Bendecar
2º Liv. Reis 4;9
Bendecar, em Maces, e em Salebim, e em Betsames e em Elon, e em Betanam. Foi governador de Salomão

Bengaber
1º Liv. Reis 4;13
Bengaber em Raurot de Galaad: e este tinha as aldeias de Jari, filho de Manassés em Galaad, este mesmo governará em todo o país de Argob, que é em Basau, sessenta cidades grandes e muradas que tinham fechamento de bronze

Benhesed
Vide Benur

Beneficência
Mar. XII; 42, 43
E tendo chegado uma pobre viuva, lançar duas pequenas moedas, que importavam um real. E convocando a seus discípulos, lhes disse: Na verdade vos digo, que mais deitou esta pobre viuva, que todos os outros lançaram no gazofilário

Benjamim
Gen. 35.18
O mais moço dos 12 filhos de Jacó. Filho da mão direita. Um dos 12 governadores de Salomão

Benur
1º Liv. Reis 4;7
E Salomão tinha estabelecido doze governadores sobre toda Israel, que tinham a seu cargo prover a mesa do rei, e a ele toda a sua casa. …Benur, no monte Efraim

Besaleel
Ex. 31;1,2,3,4 e 6 /2º Liv. das Crôn. 1; 1 a 4
Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse: Eu chamei nomeadamente Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e eu o enchi do espírito de Deus, eu o enchi de sabedoria, de inteligência e de ciência para toda a casta de obras, para inventar tudo o que a arte pode fazer. / Também o altar de bronze feito por Bezaluel (Nota: Bezaluel, ora com “s”, ora com “z”) filho de Uri, filho de Hur, estava ali diante do Tabernáculo do Senhor: e Salomão e a congregação o buscavam

Booz
Rut. 2, 4, 13,33 / DT.25;5 / MT.1;5
Ora havia um homem poderoso e muito rico, chamado Booz, que era consangüíneo de Emelac ( vide Jaquim). Nota: Jaquim Booz: estes dois nomes das colunas formam a frase “(Deus) dá estabilidade com força.” …Filho de Salomão e Rahab, sogro de Rute que depois a tomou como esposa

C
Cam
Gên. 6;9, 10
Eis aqui os filhos que Noé gerou. Noé foi homem justo e perfeito, no meio dos homens que então viviam: Ele andou com Deus. E gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé

Candelabro
Ex. 25;31 a 39, 26;35 Num. 8;1,2
Farás também um candeeiro de ouro finíssimo, batido ao martelo, com seu tronco, suas hastes e seus ornatos em formas de copas, seus pomos e suas açucenas, que sairão dele. Sairão dos lados do tronco seis hastes. Uma haste terá três copos do feitio de nozes, cada um com seu pomo e sua açucena: haste terá da mesma sorte três copos do feitio de nozes, cada um com seu pomo e na açucena; e todos as seis hastes que sairão do tronco, serão da mesma sorte. Mas o tronco do candeeiro terá quatro copos do feitio de nozes, acompanhados cada um de seu pomo e de sua açucena. Afora isto, haverá três pomos em três lugares do tronco, e de cada pomo sairão duas hastes, que farão ao todo seis hastes, nascendo dum mesmo tronco. Farás, outrossim sete lâmpadas que porás em cima do candeeiro para esclarecerem o que estiver defronte. O candeeiro com todas as suas peças terá de peso um talento de ouro puríssimo .
Nota: Um candeeiro de sete braços, que deveria estar sempre com suas sete lâmpadas acesas na Casa de Deus. Era uma excelente figura da luz do Espirito Santo e seus sete dons, no Templo de Deus que é a Igreja de Cristo. Um talento pesava entre 40 e 50 quilograma. / O candeeiro ficava à esquerda de quem entrasse e a mesa, à direita. / Tornou o Senhor a falar a Aarão e lhe disse: Logo que tiveres posto as setes lâmpadas, levantar-se-á o candeeiro na parte do meio dia. Dá, pois, ordem que as lâmpadas olhem do lugar posto ao setentrião para a mesa dos pães da proposição, elas deverão alumiar aquela parte, que está fronteira ao candeeiro

Ciro
Isa. 44;28
Eu o que digo a Ciro: Tu és o pastor do meu rebanho, e tu cumprirás em tudo a minha vontade. O que digo a Jerusalém: tu será edificada: e ao templo: tu serás fundador

Cálice
Mat. 27;34
Da amargura. E lhe deram a beber vinho misturado com fel. E tendo provado não quis beber

Caridade
Mat. 7 a 11
Pedi, dar-se-vos-a: buscai e achareis: batei e abrir-se-vos-á. Porque todo o que pede recebe: e o que busca, acha: e a quem bate, abrir-se-á. Ou qual de vós por ventura é o homem que seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou porventura, se ele pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos: quanto mais vosso pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?

Cavaleiro da Serpente de Bronze
Num. 21;9
Fez pois Moisés uma Serpente de Bronze e pô-la por sinal; e os que estão feridos, olhavam para ela, saravam

Cavaleiro do Oriente
Esd. 3; 8 a 10
É levantado o altar/ Ora, no segundo ano de sua vinda à casa de Deus em Jerusalém, no segundo mês, Zorobabel, filho de Seatiel e Jesuá, filho de Jozadaque, e os outros seus irmão, os sacerdotes e os levitas, e todos os que vieram do cativeiro para Jerusalém, deram início à obra e constituíram os levitas, da idade de vinte anos para cima, para superintenderem a obra da casa do Senhor/ Então se levantaram Jesuá com seus filhos, os filhos de Judá, como um só homem, para superintenderem os que faziam a obra da casa de Deus, como também os filho de
Henadade, com seus filhos e seus irmão, os levitas/ Quando os edificadores lançaram os alicerces do Templo do Senhor, os sacerdotes, trajando suas vestes, apresentaram-se com trombetas e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem o Senhor, segundo a Ordem de David, rei de Israel

Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
Apoc. 5; 3 a 5
E vi a mão direita do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, que dizia a grande brado: Quem é digno de abrir o livro e desatar os seus selos? E nenhum podia, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, por ver que ninguém foi achado digno de abrir o livro, e nem olhar para ele. Porém um dos anciões me disse: Não chores! Eis aqui o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de David, que pela sua vitória alcançou o pode de abrir o livro e de desatar os seus sete selos

Cavaleiro do Real Arco
Exo. 6; 2 a 7
Deus promete livrar os israelitas/ Falou mais Deus a Moisés e disse-lhe: Eu sou Jeová/ E apareci a Abraão, a Isac e a Jacó como Deus todo poderoso; mas pelo meu nome Jeová não lhes foi conhecido/ Estabelecerei a minha aliança com eles, para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos/ Também tenho o gemer dos filhos de Israel, aos quais os Egípcios guardam em servidão; e lembrei-me de minha aliança; Pelo que dizem aos filhos de Israel: Eu sou Jeová, e vos hei de tirar de debaixo das cargas do Egito, vos hei de livrar do seu jugo e vos hei de remir com braço estendido e com grandes juízos/ Eu vos hei de tomar por meu povo e hei de ser vosso Deus; e vós sabereis que eu sou Jeová vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcio/ E vos hei de introduzir na terra que jurei dar a Abraão, a Isac e a Jacó; e hei de dá-la a vós por herança; eu sou Jeová

Cavaleiro do Sol
Gên. 1; 14 a 18
Criação do céu e da terra e de tudo o que neles há/ Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento do céu, que façam separação entre dia e noite; sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos/ e sejam para luzeiros no firmamento do céu a fimde alumiar a terra e assim se fez/ Fez Deus os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir ao dia, e o luzeiro menor para presidir à noite; fez também as estrelas/ Deus os colocou no firmamento do céu para alumiar a terra/ para presidir ao dia e à noite e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que isso era bom

Cavaleiro Eleito dos Nove
Num. 21; 5 a 9
As serpentes abrasadoras e a serpente de metal/ Falou o povo contra Deus e contra Moisés: por que nos fizeste subir do Egito para morrermos no deserto? Pois não há pão e não há água; e a nossa alma tem fastio deste miserável pão/ Enviou Jeová entre o povo serpentes abrasadoras que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel/ Veio o povo a Moisés e disse: Pecamos porque temos falado contra Jeová e contra ti; ora a Jeová que tire de nós as serpentes. Orou Moisés pelo povo/ Disse Jeová a Moisés: Faze-te uma serpente abrasadora e põe-na sobre uma haste: e todo o que for mordido, olhando para ela, viverá/ Fez Moisés uma serpente abrasadora e pô-la sobre uma haste; se alguém era mordido por uma serpente, quando olhava para a serpente de cobre, vivia

Cavaleiro Eleito dos Nove
1º Liv. Reis 8;22 a 26
Salomão ora a Deus/ Pôs-se Salomão diante do altar do Senhor, na presença de toda a congregação de Israel e estendeu as mãos para os céus/ E disse: Oh! Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem em baixo na terra, como tu que guardas a aliança e misericórdia a teus servos, que de todo o coração andam diante de ti/ Que cumpriste para com teu servo David, meu pai, o que lhe prometeste; pessoalmente i disseste e pelo teu poder cumpriste, como hoje se vê/ Agora, pois, Oh! Senhor Deus de Israel, faze a teu servo David,, meu pai, o que lhe declaraste, dizendo: Não te faltará sucessor diante de mim, que se assente no trono de Israel; contanto que os seus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante de mim como tu andaste/ Agora também Oh! Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra que disseste a teu servo David, meu pai

Cavaleiro Eleito dos Quinze
1º Liv. Crôn. 22; 7 a 10
Instrução de David a Salomão/ Disse David a Salomão: Filho meu, quanto a mim, tive em meu coração o propósito de edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus/ A palavra do Senhor, porém, veio a mim, dizendo: Tu tens derramado muito sangue e tens feito grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome, porquanto muito sangue tens derramado na terra, perante mim/ Eis que te nascerá um filho, que será homem de repouso, porque lhe darei repouso de todos os seus inimigos ao redor; portanto Salomão será seu nome, e eu darei paz e descanso a Israel nos seus dias/ Ele edificará uma casa ao meu nome. Ele me será por filho, e eu lhe serei por pai, e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel para sempre

Cavaleiro Kadosch
Deut. 10; 1 a 4
Moisés fala das segundas tábuas da Lei/ Naquele mesmo tempo me disse o Senhor: alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras e sobe a mim ao monte e faze uma arca de madeira/ Nessas duas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste e porás na arca/ Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras e subi ao monte com as duas tábuas na mão/ Então o Senhor escreveu nas duas tábuas, conforme a primeira escritura, os dez mandamentos, que ele vos falara no monte do meio do fogo, no dia da assembléia e o Senhor mas deu a mim

Cavaleiros do Apocalipse
Apoc. 10;4
E como os sete trovões tivessem ouvir suas vozes, eu me punha já a escrevê-las, mas ouvi uma voz do céu, que me dizia: Sela as palavras dos sete trovões e não as escreva

Chancela
Isa. 6; 6,7
E voou para mim um dos Serafins, o qual trazia na mão uma brasa viva, que ele havia tomado do altar com uma tenaz. Ele tocou a minha boca e disse: Eis aqui tocou esta brasa os teus lábios, e será tirada a tua iniqüidade, e lavado será o teu pecado

Chapéu
Lev. 21;10
O pontífice, isto é, aquele que é o sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça for derramado o óleo da unção e cujas mãos foram sagradas para fazer as funções do sacerdócio e que reveste das santas vestimentas, não descobrirá a sua cabeça, nem rasgará os seus vestidos

Chave
Isa. 22; 20,21,22
E acontecera isto naquele dia: chamarei ao meu servo Eliacim, filho de Helcias e vesti-lo-ei da tua túnica, e confortá-lo-ei com o teu cinto e porei na sua mão o teu poder: E porei a chave da casa de David sobre os seus ombros e ele abrirá e não haverá quem fecha: e fechará e não haverá quem abra

Chefe do Tabernáculo
Ex. 40; 1 a 5
Deus manda Moisés levantar o tabernáculo/ Depois disse Jeová a Moisés:/ No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da revelação/ Porás nele a arca do testemunho e deixarás cair o véu diante dela/ Meterás a mesa e porás por ordem as coisas que estão sobre ela; meterás também o candieiro e acenderás as suas lâmpadas/ Colocarás o altar de ouro para o incenso diante da arca do testemunho e pendurarás o anteparo da entrada do tabernáculo

Cinzel
4° Liv. Reis: 21;13 / Zac.3;9
e riscando a varreu (Jerusalém) e repassarei muitas vezes o ponteiro por cima da sua superfície / porque eis aí a pedra que eu pus diante de Jesus: sobre esta pedra única estão sete olhos: eis aqui estou eu que a lavrarei e com o cinzel.

Colunas
3º Liv. Reis 7;15
E fundiu duas colunas de bronze: cada uma delas era de dezoito côvados de altura: e a ambas as colunas dava voltas uma linha de doze côvados. Fez também dois capitéis de bronze fundido para os por sobre o alto das colunas: Um capitel tinha cinco côncavos de altura, e o outro capitel tinha também a altura de cinco côncavos. E via-se como espécie de rede, e de cadeias entrelaçadas umas das outras com admirável artifícios. Ambos os capitéis das colunas eram fundidos. Havia sete ordens de medalhas num capitel, e outras setes no outro capitel. E rematou as colunas com duas ordens de romãs ao redor de cada uma das malhas, para cobrir os capitéis que estavam no alto: e o mesmo fez também no segundo capitel. Os capitéis porém, que estavam no alto das colunas no pórtico, eram fabricados em feitio de açucena e tinham quatro côvados. E além disto, no alto das colunas sobre as malhas, outros capitéis proporcionados à medida da coluna: na circunferência porém do segundo capitel (Booz) havia duzentos romãs postas em duas ordens.

Corda
Ecl. 12; 5 a 8
Eles terão medo também dos lugares altos e temerão o caminho. A amendoeira florescerá, o gafanhoto engordará e a alcaparra se extinguirá: porque o homem irá para a casa da sua eternidade carpindo ao redor dele, o irão acompanhando pelas ruas. Antes que se rompa o cordão de prata e se retire a fita de ouro e se quebre a cântara sobre a fonte e se desfaça a roda sobre a cisterna, e o pó se torne na sua terra de onde era, e o espírito volte para Deus, que o deu. de vaidades, disse o Eclesiastes, e tudo vaidade Nota: A “Corda do Amor Fraternal” com 81 nós, é o número de meses de acesso do grau de aprendiz ao grau 33.

D
Daniel
Esd. 28;3
Vide Balthazar / O 2º filho de David. Juízo de Deus

Dario
Esd. 6;1,3
Então o rei Dario mandou: e examinaram na biblioteca dos livros, que estavam depositados em Babilônia. / No primeiro ano do rei Ciro: o rei Ciro ordenou que a casa de Deus, que há em Jerusalém fosse reedificada no lugar onde se oferecem sacrifícios

David
At. Apost. 2,3/ 2º Sam.: 5,5/ 3º L Reis:1;34
Profeta e Rei de Israel. / E o pontífice Sadoc com o profeta Natan o ungiram ali em rei de Israel. E vós fareis soar a trombeta e direis: viva o rei Salomão / oh! Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra que disseste a teu servo David meu pai

Defeito físico
Lev. 21; 16 a 23
Falou mais o senhor a Moisés, dizendo: Dizei isto a Aarão: Se um homem de qualquer das famílias da tua raça tiver alguma deformidade, não oferecerá os pães ao seu Deus, nem se chegará ao ministério do seu altar: se for cego, se coxo, se de nariz ou muito pequeno, ou muito grande ou torcido: se tiver o pé ou a mão quebrada: se for corcovado, se remeloso, se tiver alguma belida no olho, se tiver uma sarna contínua, ou alguma impingem espalhada por todo o corpo, ou alguma hérnia. Todo o homem da raça do sacerdote Aarão que tiver qualquer defeito, não se chegará a oferecer hóstia ao Senhor, nem pães ao seu Deus, comerá todavia dos pães que se oferecerem no santuário, mas de tal sorte, que não entre para dentro do véu, nem se chegue ao altar, porque tem defeito e não deve contaminar o meu santuário

E
Eleito Chefe de Tribos
1º Liv. Reis 6;11 a 14
Salomão edifica o templo/ Então veio a palavra do Senhor a Salomão dizendo:/ Quanto a esta casa que tu estás edificando, se andares nos meus estatutos e executares os meus preceitos, e guardares os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, que falei a David, teu pai/ E habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o meu povo de Israel/ Salomão, pois, edificou aquela casa e a acabou

Eliazar
Ex. 18;4
E o outro Eliazar, por seu pai ter dito: O Deus de meu pai foi meu defensor, e ele me salvou da espada do Faraó

Emanuel
Isa. 7;14,15
Pois, por isso o mesmo Senhor vos dará este sinal. Eis que um virgem conceberá e dará a luz um filho, e será chamado o seu nome Emanuel. …Ele comerá manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem

Espada
Exo. 32;27, 28, 29
Eis aqui o que diz o Senhor Deus de Israel: Cada homem meta a sua espada à cinta: passai e tornai a passar atravessando o campo duma porta à outra; e cada um mate seu irmão, seu amigo e o que lhe foi mais chegado / Fizeram os filhos de Levi o que Moisés tinha ordenado e foram quase vinte e três mil homens os que caíram mortos aquele dia. Então lhes disse Moisés: Cada um de vós consagrou hoje as suas mãos ao Senhor, matando seu filho e seu irmão, para vos ser dada a benção. (Nota: Há inúmeras citações sobre espada. Ela serve tanto para defender, como matar)

Escada de Jacó
Gên. 28;28
Jacó pois tendo partido de Bersabé, ia para Haran. E como chegasse depois do sol posto a certo lugar, onde ele queria passar a noite, pegou numa das pedras que ali havia: e tendo-a posto por baixo da sua cabeça, dormiu ali mesmo. Então viu ele em sonhos, uma escada, cujos pés estavam fincados sobre a terra, e o cimo tocava o céu; e os anjos de Deus, subindo e descendo por esta escada, viu também o Senhor firmado no cimo da escada, que lhe dizia: Eu sou o Senhor Deus de Abrão teu pai e o Deus de Isaac

Espada Flamejante
Gên. 3;24
E depois que o deixou fora do paraíso, pois diante deste lugar de delícias a um querubim com uma espada cintilante e versátil, para guardar a entrada da vida. Nota: espada cintilante e versátil: os raios, símbolo babilônico do poder divino

Estrela
Gên. 1;14,15,16,18
Disse também Deus: façam-se uns luzeiros no firmamento do céu, que dividam o dia e a noite e sirvam de sinais nos tempos, as estações, os dias e os anos / E criou também as estrelas a presidirem ao dia e a noite e dividirem a luz das trevas

F
Faleg (Phaleg)
1º Cron. 1,19
Heber porém teve dois filhos, um dos quais foi chamado de Faleg (filho de Sem, filho de Aarão)

Filhos da Viuva
Vide Hiram e Viuva

Fogo
Zacar.13,9 / Cor. 3,13
E eu farei passar esta terceira parte pelo fogo, e os queimarei como se queima a prata: e os provarei como se prova o ouro / Manifesta será a obra de cada um: porque o dia do Senhor a demonstrará, porquanto em fogo será descoberta, isto é, qual seja a obra de cada um, o fogo o provará

Fraternidade (vide União Fraternal)
Mat. 5; 23,24/ Liv. dos Sal. 132; 1,2,3
Portanto, se tu estas fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem contra ti alguma coisa, deixa ali a tua oferta diante do altar e vai te reconciliar primeiro com teu irmão e depois virás fazer tua oferta / ! Como é bom e agradável é que os irmãos coabitem em união… Nota 1: o Salmo tem duas imagens muito familiares nos orientais: descreve o salmista a alegria da concórdia fraterna: a do óleo que corre lentamente da cabeça para a barba e daí para as vestes e do orvalho que pela manhã desce em abundância sobre a montanha de Sião. Aarão: o símbolo de todo sumo sacerdote na consagração que derramava óleo na cabeça. Não se afirma que o orvalho do Hermon desça sobre Jerusalém. A expressão é quase como a de um provérbio antigo: “orvalho não abundante como o que costuma cair no Hermon.” Nota 2: Hermon: a mais alta montanha da cordilheira do Líbano (2.760m) ao norte da Palestina. O cume raramente está sem neve. Nota 3: Hermon significa “sagrado”

G
Gabaon
2º dos Reis. 2;14
E disse Abner a Joab: saiam alguns dos moços, e escaramucem diante de nós. E Joab respondeu: Saiam. Levantaram-se pois, e saíram em número de doze de Benjamim por parte de Isboset, filho de Saul, e doze da gente de David. E cada um deles tomando pela cabeça ao seu competidor afincou a espada pelo costado do seu contrário e morreram todos a um mesmo tempo. E ficou-se aquele lugar chamado o Campo dos Valentes de Gabaon

Gaber
Benagader. Vide Benur

Gabriel
Dan. 9; 21
Quando eu, digo, ainda não tinham bem acabado as palavras da minha súplica, eis que o varão Gabriel, que eu tinha visto ao princípio, na visão, voando rapidamente me tocou ao tempo do sacrifício da tarde

Galaad
Gên. 31; 46 a 48
Disse a seus irmãos: trazei cá pedras. E como tivessem amontoado muitas juntas, fizeram delas um cabeço, e comeram em cima dele. Labão o nomeou o Cabeço da Testemunha, e Jacó, o Montão do Testemunho, cada um segundo a propriedade da sua língua. E Labão disse: Este cabeço será hoje testemunho entre mim e ti (por isto este lugar se chamou Gallad, ou seja, o Cabeço da Testemunha

Galo
Prov. 30;29, 30,31
Há três coisas que andam bem e uma Quarta que nada magnificamente: O leão, o mais forte dos animais, de nada que encontre terá medi: o galo, que anda mui senhor de si, e o carneiro: e um rei, a quem nada resiste.

Grande Cavaleiro Escocês de Santo André
Apoc João 21; 10 a 13
O novo céu e a nova terra. A nova Jerusalém/ Levou-me pelo espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a santa cidade de Jerusalém, descendo do céu da parte de Deus/ E tendo a glória de Deus. O seu brilho era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina/ Tinha um muro grande e alto. Tinha doze portas e junto às portas, doze anjos e sobre elas nomes escritos que são as doze tribos dos filhos de Israel/ Três portas estavam no Oriente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas ao Ocidente

Grande Comendador do Templo
Ageu 2;1 a 5
A adversidade do povo é devida à sua infidelidade/ No sétimo mês, aos vinte e um dias do mês, veio a palavra de Jeová por intervenção do Profeta Ageu, dizendo:/ Fala agora a Zorobabel, filho de Selatiel, governador de Judá e ao sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque e ao restante do povo/ Dentre os que ficaram de vós, quais são os que viram esta casa na sua primeira glória? E em que estado a vedes vós agora? Acaso não é como nada nos vossos olhos?/ Todavia, agora esforça-te, Zorobabel, diz Jeová; esforça-te Josué, sumo sacerdote, filho de Jeozadaque; esforçai-vos, todo o povo da terra, diz Jeová e trabalhai; porque eu sou convosco, diz Jeová dos exércitos/ Segundo a palavra de aliança que fiz convosco, quando saíste do Egito e o meu espírito habitou entre vós, não tenhais medo

Grande Inspetor Geral
Liv. Sal. 134; 1 a 3
Exortação a bem dizer o Senhor/ Eis bem dizei a Jeová, todos vós servos de Jeová/ que de noite assistis na casa de Jeová/ De Sião vos abençoe Jeová que fez o céu e a terra.

Grande Juiz Comendador
Deut. 17; 8 a 11
O castigo da idolatria. Julgamento das questões difíceis/Se alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, tornando-se motivo de controvérsia nas tuas portas, então te levantarás e subirás ao lugar que o Senhor teu Deus escolher/ Virás aos levitas sacerdotes e ao juiz que houver nesses dias e inquirirás; e eles te anunciarão a sentença do juízo/ Depois cumprirás fielmente a sentença anunciarem no lugar que o Senhor escolher; e terás cuidado de fazer conforme tudo o que ensinarem/ Conforme o teor da lei que te ensinarem e conforme o juízo que pronunciarem, farás; da palavra que te disserem não te desviarás; nem para a direita nem para a esquerda

Grão Mestre Arquiteto
1º Liv Reis 9; 1 a 5
O Senhor parece a Salomão pela Segunda vez/ Sucedeu pois, que, tendo Salomão acabado de edificar a casa do Senhor e a casa do rei, e tudo quanto lhe aprouve fazer/ Apareceu-lhe o Senhor Segunda vez, como lhe tinha aparecido em Gebeão/ E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que fizeste perante mim; santifiquei esta casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias/ Ora, se tu andares perante mim como andou David, teu pai, com inteireza de coração e com equidade, fazendo conforme tudo o que te ordenei, e guardando meus estatutos e as minhas ordenanças/ Então confirmarei o trono do teu reino sobre Israel para sempre, como prometi a teu pai David, dizendo: Não te faltará varão sobre o trono de Israel

Grande Eleito
Exo. 33; 18 a 23
Moisés roga a Deus que lhe mostre a Sua glória / Disse Jeová a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos e te reconheço pelo teu nome/ Prosseguiu Moisés: Mostre-me a Tua glória/ Respondeu-lhe Jeová: Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome de Jeová; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer/ Continuou Jeová: Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver minha face e viver/ Disse mais Jeová: Eis aqui está um lugar perto de mim e tu estarás sobre a penha/ Quando passar a minha glória, te porei numa fenda da penha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado/ Depois tirarei da mão, e me verá pelas costas; porém a minha face não se verá

Grande Pontífice (Sublime Escocês)
Apoc. João 21; 14 a 19
O novo céu a nova Jerusalém/ O muro da cidade tinha doze fundamentos e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro/ E aquele que falava comigo tinha por medida uma cana de ouro, para medir a cidade, as suas portas e o seu muro/ A cidade era quadrangular; e o seu comprimento era igual à sua largura. E mediu a cidade e tinha ela doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais/ Também mediu o seu muro, era de cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medidas do homem, isto é, de anjo/ O muro era construído de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro límpido/ Os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de todas espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de jaspe; o segundo era de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto de esmeralda/ O quinto, de sardônica; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; o duodécimo de ametista

Grão Mestre das Lojas Simbólicas
Esd. 4; 7 a 10
Os samaritanos acusam os judeus perante o rei Artaxerxes/ Também nos dias de Artaxerxes escreveram Bislão, Mitridate, Tabeel e os companheiros destes a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta foi escrita em caracteres aramaicos, e traduzida na língua aramaica/ Reum, o comandante e Sinsai, o escrivão escreveram uma carta contra Jerusalém ao rei Artaxerxes do teor seguinte:/ isto é, escreveram Reum, o comandante, Sinsai, o escrivão e os seus companheiros, os oficiais, os persas, os homens de Ereque, os babilônios, os susanquitas, isto é, os elamitas/ E as demais nações que o grande e afamado Asnapar transportou, e que faz habitar na cidade de Samaria e no restante da província dalém do rio Eufrates/ Eis o teor da carta endereçada ao rei Artaxerxes:/ Teus servos, os homens daquém do Eufrates e em tal tempo. Seja do conhecimento do rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém. Eles estão reedificando aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros e reparando os seus fundamentos.

Grão Patriarca Noaquita
Gên. 6; 1 a 13
A corrupção do gênero humano/ Como se foram multiplicando os homens na terra e lhes nasceram filhas/ Vendo os filhos de Deus, que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as eu entre todas mais lhe agradaram/ Então disse o Senhor: O meu espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos/ Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antigüidade/ Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que continuamente mau era todo desígnio do seu coração/ Então se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra e isso lhe pesou no coração/ Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito…/ E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra

Get
I Sam. 5; 8
E mandando convocar a todos os príncipes dos filisteus, disseram: Que faremos nós da arca do Deus de Israel? E os de Get lhes responderam: Leve-se a arca do Deus de Israel de cidade em cidade. E assim levaram a arca do Deus de Israel.

H
Hababuc
Dan.14;32
O oitavo dos doze profetas menores ou outro profeta que foi por milagre, transportado da Judéia a babilônia para levar alimento ao profeta Daniel.

Havot-Jair
Núm. 32;41
Aldeias de Jair – Vilas de iluminação; Região além do rio Jordão conquistada por Jair, descendente de Judá

Hirão (Hiram)
3º Reis 7; 13 a 18/1ºReis 9;10,14/Parali. 2;13,14
Mandou também o rei Salomão, que de Tiro viesse Hirão, filho de uma mulher, viuva da tribo de Neftali, e cujo pai era de Tiro, que trabalhava em bronze e era cheio de sabedoria e de inteligência e de ciência para fazer todo o gênero de obras de bronze. Tendo pois vindo Hirão para o rei Salomão, fez todas suas obras./ Hiram, pois, saiu do Tiro para ver as cidades que Salomão lhe dera; porém não lhe agradaram/ E para Hirão, rei de Tiro, na carta que enviou a Salomão, lhe disse: Eu te envio pois um homem sábio e inteligente. Hirão meu pai, filho de uma mulher das filhas de Dan, cujo pai foi tírio que sabe trabalhar em ouro, e em prata, em bronze, em ferro, e em mármore e madeira, também em púrpura, em jacinto, e em linho fino, e em escarlate: e eu sabe lavrar todo o gênero de escultura, e inventar engenhosamente tudo quanto é necessário, em toda a casta de obras e trabalharás com os teus artífices…

Hermom
Sal. David 133;1 a 3
Com o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordenou a benção, a vida para sempre

I
Intendente dos Edifícios
2º Liv. Crôn. 1; 1 a 4
Salomão oferece sacrifícios/ Ora, Salomão, filho de David, fortaleceu-se no seu reino e o senhor seu Deus era com eles, e muito o engrandeceu/ E falou Salomão a todo os Israel, aos chefes de mil e de cem, e aos juizes e a todos os príncipes em todo o Israel, chefes das casas paternas/ E foi Salomão, e toda a congregação com ele, ao alto que estava em Gibeão, porque ali estava a tenda da revelação de Deus, que Moisés, servo do Senhor, tinha feito no deserto/ Mas David tinha feito subir a arca de Deus de Quiriate-Jearim ao lugar que lhe preparara, pois lhe havia armado uma tenda em Jerusalém

Iod
MT 5;18
Décima letra do alfabético hebraico./ Não passará da Lei um só iota ou um só acento, sem que tudo seja cumprido

Irmãos
Gen. 42;15/Lev. 10;4
O termo é aplicado aos amigos ou de algum modo associados/ Mais em Jo. 14;18/Sam 30;23 e outros

Itamar
Ex. 38;21/Num.4;28/Lev 10;6;16
Estas são as partes que compunham o tabernáculo do testemunho, que foram dadas por conta aos levitas por Itamar, filho do Sumo Sacerdote e Aarão, em consequência do que Moisés tinha mandado./ Este é o emprego da família dos gersonitas a respeito do tabernáculo de concerto: e estarão sujeitos a Itamar, filho do sacerdote Aarão./ Entretanto buscando Moisés o bode que tinha oferecido pelo pecado, achou-o queimado. E cheio de ira contra Eliazar, e Itamar que eram os filhos que tinham ficado a Aarão

J
Jafét
Gên. 9;18, 27
Os três filhos de Noé que tinham saído da arca com ele, e eram: Sem, Cam e Jafét./ Habite
Jafét nas tendas de Sem

Jaquim
3ºReis 7;21 e 22
E pôs estas duas colunas no pórtico do Templo, e tendo levantado a coluna direita, chamou-a por nome Jaquim. Levantou do mesmo modo a segunda coluna e a chamou por nome Booz. E por cima das colunas pôs um lavor e modo de açucena. E acabou-se a obra das colunas./Nota: estes dois nomes formam a frase “(Deus) dá estabilidade com força.” (Vide Booz)

Jaquina (Jaquin)
Gen. 46;10
Os filhos de Simeão eram Jamuel, Jamin, Abod, Jaquin, Soar e Saul, filho de uma mulher cananéia

Javé
Ex. 3;14
Disse Deus a Moisés: Eu sou aquele que sou./Nota: Aquele que é: em hebraico YHVH que se deve pronunciar JAVÉ, ficou sendo o nome próprio de Deus que é o ser por excelência, eterno, independente, infinito, sem começo em fim, nem mudança alguma, e a causa de todos os outros seres

Josafhat
2º Liv. Reis 4;17
Filho de Farue, governador de Salomão

Justiça
Deut. 16;20/Deut. 16; 18 a 20
A justiça, somente a justiça seguirás para que vivas, e possuas em herança a terra que o Senhor, teu Deus, te dará./ Juizes e Oficiais porás em todas as tuas cidades que o Senhor teu Deus, te dê, segundo as tuas tribos, para que julguem o povo com justiça

Justo
Gen. 6;9/Prov. 4;18 e 19/Ecles. 44;17
Noé foi um homem justo e perfeito no meio dos homens que então viviam: ele andou com Deus./ Mas a vereda dos justos, como luz que resplandece, vai adiante e cresce até o dia perfeito. O caminho dos ímpios é tenebroso. Eles não sabem onde vão cair./ Noé foi achado perfeito, justo e no tempo da ira veio a ser a reconciliação dos homens

L
Lagrimas
2º Liv. Reis 20;5
Volta, e dizei a Ezequias, condutor do meu povo: Eis aqui o que diz: o Senhor Deus de David teu pai: Eu ouvi a tua oração e vi as tuas lagrimas: e olha que eu te dei saúde, daqui a três dias irás ao Templo do Senhor

Landmarks
Prov. 22;28
Não passes além dos antigos limites

Liberdade
Vide Cavaleiro do Real Arco

Livro da Lei
Deut. 31;9,24,35,26/Par. 5;10/ 4º Liv. Reis 22;8
Escreveu pois Moisés esta lei e a entregou aos sacerdotes, filhos de Levi, que levaram a área do concerto do Senhor e a todos os anciões de Israel. Logo pois que Moisés acabou de escrever num livro as palavras desta lei mandou aos levitas, que levavam a arca do concerto do Senhor, dizendo: Tomai este livro e ponde-o ao lado da área do concerto do Senhor Vosso Deus, para aí servir de testemunho contra ti./ E não havia na área outra coisa mais do que as duas tábuas, que Moisés tinha posto em Horeb, quando o Senhor deu a lei aos filhos de Israel na sua saída do Egito./ E disse o pontífice Helcias ao secretário Safon: Eu achei um livro da Lei na casa do Senhor

Lua
Iz. 30;26/Gen. 1;16
E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol será 7 vezes maior, como seria a luz de sete dias juntos no dia em que o Senhor atar a ferida do seu povo, e curar o golpe da sua chaga./Fez Deus, pois dois grandes luzeiros, um maior que presidisse ao dia; outro mais pequeno, que presidisse à noite

Luz
João 1;4,5/ Gen. 3;7
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens: e a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam./ No mesmo ponto se lhes abriram os olhos e ambos conheceram que estavam nus. /Nota: Abriram-se-lhes os olhos: não que estivessem cegos, mas porque em consequência do pecado, passaram a perceber em si sentimento desordenados e rebeldes à razão, sentimentos estes que antes não tinham

M
Mar de Bronze
3º Liv. Reis 7;23,29,36,39
Fez também um mar de fundição de dez côvados duma borda à outra, redondo em circunferência: a sua altura era de cinco côvados: e cingia um cordão de trinta côvados. E firmava-se sobre 12 bois, 3 dos quais para o setentrião e 3 para o ocidente e 3 para o meio dia e 3 para o oriente./Lavrou também naqueles tabuleiros que eram de bronze…/ …e pôr o mar à parte direita do Templo entre o oriente e o meia dia e 3 para o oriente./ Vide Bacia de Bronze
Mestre Perfeito
1 liv. Reis 5;13 a 18
Salomão faz aliança com Hiram Rei de Tiro/ Também o Rei Salomão, fez dentre todo o Israel, uma leva de gente para o trabalho forçado e a leva se compunha de trinta mil homens/ E os enviava ao Líbano por turno, de cada mês dez mil; um mês estava no Líbano, dois meses cada um em sua casa; e Adoniram estava sobre a leva/ Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas; e oitenta mil que trabalhavam pedras nas montanhas/ Afora os Mestres de Obras que estavam sobre aquele serviço, três mil e trezentos, os que davam as ordens aos trabalhadores/ Por ordem do Rei eles cortaram grandes pedras, de grande preço, para fundarem a casa em pedras lavradas/ Lavram-nas, pois, os edificadores de Salomão e os de Hiram e os gebalitas e preparam as madeiras e as pedras para edificar a casa

Moabon (Moab)
Gen. 19;37
A mais velha pariu um filho e chamou-o Moab. Este é o pai dos moabitas que existem até os dias de hoje (Filho de Lô)

Monte Moriá
Par. 2º livro 3;1,2
Começou pois Salomão a edificar o Templo do Senhor em Jerusalém no Monte Moriá que tinha sido mostrado a David seu pai, no lugar que David tinha disposto na beira de Ornanjebusen. E começou este edifício no segundo mês do quarto ano de seu reinado

Moisés
Ex. 2;10,19,31
a qual o adotou (Faraó) por seu filho, e lhe pôs o nome de Moisés dizendo: porque eu o tirei da água./ Subiu ao monte Sinai para aí fazer um pacto com Deus e d’Ele receber a Lei, especialmente os Dez Mandamentos

Moral
3º Liv. Reis 9;4
Se tu andares na minha presença como andou teu pai, em simplicidade de coração e em equidade: E se fizeres tudo o que te tenho mandado, e guardares as minhas leis e as minhas ordenações… (2ª aparição do Senhor à Salomão).

Morte
Ecles. 12; 1
A mocidade deve preparar-se para a velhice e para a morte./Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venha o tempo da aflição / Antes que se escureça o sol. Nota: O tempo de aflição, é a velhice e antes que escureça o sol, é antes da velhice cujos efeitos sobre os sentidos e faculdades são descritos sob várias imagens, também nos vv seguintes

N
Noé
Gen. 5;28,29
Lamec em idade de cento e oitenta e dois anos gerou um filho. E ele lhe pôs o nome de Noé dizendo: Este nos consolará em nossos trabalho e nas obras das nossas mãos sobre a terra, que o Senhor amaldiçoou.

O
Obed
Mat. 1;5
E Salmon gerou de Raab a Booz.Booz gerou Tute a Obed. Obed gerou a Jessé. Jessé gerou ao rei David

Ooliab (Oholiab)
Ex. 31;6 35;34
Eu lhe dei por companheiro Ooliab, filho de Aquisamec da tribo de Dan. E eu pus sabedoria no coração de todos os artífices hábeis para fazerem tudo o que tenho ordenado que se faça./ Ele lhe pôs no espírito tudo o que a arte pode inventar. E Ele deu os mesmos talentos a Ooliab, filho de Aquisamec da tribo de Dan

P
Pão
Vide Soberano Príncipe Rosa Cruz

Pedra
Sal.117;22/Apost.2;17 e 4;11/S.Math.21;4/ Zac.3;9
A pedra rejeitada pelos construtores, chegou depois a ser pedra angular./ Jesus lhes disse: Nunca lestes nas escrituras: a pedra que fora rejeitada pelos que edificavam, essa se tornou o vértice do ângulo? Pelo Senhor foi isto, isto é coisa maravilhosa nossos olhos. Por isto é que vos declaro: o que cair sobre esta pedra far-se-á em pedaços e aquele sobre que esta pedra cair ficará esmagado./ Porque és a pedra que eu pus diante de Jesus; sobre esta pedra única estão sete olhos, eis aqui estou eu que a lavrarei com o cinzel, diz o Senhor dos exércitos e eu apagarei num dia a iniquidade desta terra./ Aquele que tem ouvidos ouça o que o espírito diz às igrejas: eu darei ao vencedor o maná escondido e dar-lhei uma pedra branca: e um nome novo escrito na pedra o qual não conhece senão quem o recebeu./Nota: Algumas bíblias explicam que a pedra é diretamente o povo israelita que foi rejeitado pelos construtores de impérios como indignos de seus planos grandiosos, mas foi por Deus escolhida para pedra que, em sentido mais perfeito, afirmou ser a pedra mais angular do reino messiânico.

Perfeito
1ª Esp. S. Paulo 2;6
Isto não obstante, entre os perfeitos falamos da sabedoria: não porém da sabedoria deste século, nem da dos príncipes deste século, que são destruído. Vide Justo. Nota: Os perfeitos não constituem um grupo esotérico de iniciados, como pretenderam alguns, mas são aqueles que, tendo um espírito maduro, podem penetrar mais profundamente à doutrina cristã, que é sempre a mesma para todos os fiéis. A diferença está em maior ou menor penetração segundo a capacidade de cada um. Os príncipes deste mundo: todos os que dirigem a comunidade por fora do evangelho, tanto os filósofos como políticos, sacerdotes judeus ou pagãos

Príncipe de Jerusalém
Gên. 9; 11 a 16
Deus faz uma aliança com Noé/ Estabelecerei minha aliança convosco: não será mais exterminada toda a carne pelas águas do dilúvio, nem haverá mais dilúvio para destruir toda a terra/ Disse Deus: Este é o sinal da aliança que faço entre mim e vós e todo o animal vivente que está convosco, para perpétuas gerações/ O meu arco tenho posto nas nuvens e será ele por sinal de uma aliança entre mim e a terra/ Quando eu trouxer nuvens sobre a terra e aparecer o arco nas nuvens/ então me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós e todo o animal vivente de toda a carne; as águas não se tornarão em dilúvio para destruir toda a carne/ O arco estará nas nuvens, olharei para ele, a fim de me lembrar da aliança eterna entre Deus e todo o animal vivente de toda a carne, que está sobre a terra

Príncipe de Jerusalém
Esd. 6;13 a 16
O rei Dario confirma a ordem de edificar o templo/ Então Tetenai, o Governador a oeste do rio Sentar-Bozenai e os seus companheiros executaram com toda a diligência o que mandara o rei Dario/ Assim os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia de Ageu, o profeta, e de Zacarias, o filho de Ido. Edificaram e acabaram a casa de acordo com o decreto de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia/ E acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario/ E os filhos de Israel, os sacerdotes e os levitas e os resto dos filhos do cativeiro fizeram a dedicação desta casa de Deus, com alegria

Príncipe do Líbano
Gen. 3;1 a 7
Tentação e queda do homem/ Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?/ Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer/ mas do fruto da árvores que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais/ Disse a serpente à mulher: Certamente não morrerás./ Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal/ Então, vendo a mulher que aquela árvores era boa para comer, e agradável aos olhos, e árvores desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu/ Então foram abertos os olhos de ambos e conheceram que estavam nus, pelo que coseram folhas de figueira para si aventais.
Príncipe do Tabernáculo
Ex. 40;18 a 21
Deus manda Moisés levantar o tabernáculo/ No primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, foi levantado o tabernáculo/ Moisés levantou o tabernáculo, e pôs as suas bases e armou as suas peças e nelas meteu os seus varais e assentou suas colunas/ Estendeu a tenda por cima do tabernáculo e pôs a coberta da tenda por cima conforme Jeová ordenou a Moisés/ Tomando o testemunho, pô-lo na arca e meteu os varais na arca e pôs o propiciatório em cima da arca/ Introduziu a arca no tabernáculo e pendurou o vésu do anteparo, e com ele cobriu a arca do testemunho, conforme Jeová ordenou a Moisés

Preboste
Deut. 16; 18 a 20
As três festas: Páscoa, Pentencostes e dos Tabernáculos/ Juizes e oficiais porás em todas as tuas cidades que o Senhor, teu Deus, te dê, segundo as tuas tribos, para que julguem o povo com justiça/ Não torcerás o juízo; não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porque a peita cega os olhos dos sábios e perverte a causa dos justos/ A justiça, somente a justiça seguirás, para que vivas e possuas em herança a terra que o Senhor, teu Deus, te dá

Prumo
4º Liv. Reis 21;13/ Liv. Prof. Amós 7; 7,8
Estenderei sobre Jerusalém o cordão de Samaria e o peso da casa de Arab: e eu apagarei a Jerusalém como se apaga o que esta escrito numa tábua/ A visão do prumo… O Senhor Deus assim me fez ver. /Mostrou-me também assim. Eis que o Senhor estava junto a um muro levantando a prumo e tinha um prumo em uma mão./ Perguntou-me o Senhor: Que vês tu Amós? Respondei: um prumo. Então disse o Senhor: Eis que porei um prumo no meio do meu povo de Israel; nunca mais passarei por ele

Pombo
Lev. 12;8
Simboliza a inocência, a paz, a esperança, a delicadeza, amor. Símbolo do devotadamente.

Q
Querubim
1º Liv. Reis 8;1 a 6
E os sacerdotes introduziram a arca do pacto do Senhor, no seu lugar, no oráculo da casa, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins

R
Rafael
Tob. 12; 12 a 15
Quando tu oravas com lagrimas e enterravas os mortos e deixavas o teu jantar e ocultavas os mortos em tua casa de dia e os enterrava de noite, presenteei eu as tuas orações ao Senhor. Porque tu eras aceito de Deus, por isso foi necessário que tentação te provasse. E agora me enviou o Senhor a curar-te e a livrar do demônio a Sara, mulher de teu filho. Porque eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos diante do Senhor.

Rafodom (Rafidim, ou Raphodon)
Ex. 17;1
Tendo-se partido pois todos os filhos de Israel do deserto de Sin, e tendo feito as suas mansões nos lugares que o Senhor lhes havia apontado, eles se acamparam em Rafidim, onde não havia água para dar de beber ao povo

Romã
3º Reis 7;41, 42/ Ex. 28;33/ Eclo. 45;10
As duas colunas e os dois cordões dos capitéis sobre os capitéis das colunas: e as duas redes, para cobrir os dois cordões que estavam no alto das colunas./ O sumo sacerdote usava pequenos sinos em forma de romã nas orlas de suas vestes e no efod que serviam para anunciar ao povo sua presença no templo

S
Sadoc (Zadoc)
1º Liv. Reis 1;34 – 2;35/2º Liv. Reis 2;35
E o pontífice Sadoc com o profeta Natan o unjam ali em rei de Israel./ E em lugar de Joab constituiu o rei a Banaias, filho de Jojada por general do exército, e em lugar de Abiatar por pontífice a Sadoc/ E em lugar de Joab constituiu o rei a Banaras, filho de Jojada por general do exército e em lugar de Abiatar por pontífice a Sadoc

Sal
Lev. 2;13
Temperarás de sal tudo o que ofereceres em sacrifício e não tirarás do sacrifício o sal do concerto do teu Deus. Toda a tua oferenda deve levar sal. (Nota: Talvez pelo sabor que apresentava, segundo alguns, era símbolo de sabedoria e discrição pessoal. Pode, ainda, ser encontrado em Ezequiel 16;14 e Matheus 5;13)

Salomão
Filho de David e de Betsabá, Rei de Israel. Construtor do Templo de Jerusalém. Recebeu do Senhor a graça da Inteligência. Construiu e reconstruiu cidades. Possuia poderoso exército. Administrou próspero comércio interno e marítimo. No final da vida, possuia inúmeras esposas e concubinas e cultuava vários deuses. Reinou 40 anos e após sua morte, seu reino foi dividido, afastando-se dez tribos.

Santuário ( Santo dos Santos)
Ex. 26;33/ Paral. 3;8 a 10/ Lev. 16;2
Este véu separará o santuário do Santo dos Santos./ E fez a casa do Santo dos Santos: o comprimento que corresponde à largura do templo, era de vinte côvados: e a largura tinha igualmente vinte côvados: e a cobriu de lâminas de ouro, de quase seiscentos talentos de peso. Fez também na casa do Santo dos Santos duas estátuas de querubins./ Falou o Senhor a Moisés:… E lhe deu a ordem dizendo: Dizei a teu irmão Aarão, que não entre em todo o tempo no santuário, que está para dentro do véu diante do propiciário que cobre a arca, para que não morra./ Nota: O santuário: a parte do tabernáculo que estava antes do véu e aonde entravam os sacerdotes todos os dias. É também chamado o Santo. A parte de trás do véu, chamava-se o Santo dos Santos e nela só sumo sacerdote podia penetrar, e ele mesmo, só uma vez por ano, no dia solene da Expiação

Sapato
Ex. 3;5/ Josué 5;16Deut. 25; 8 a 10 Rute 4; 7 e 8
E Deus continuou a dizer: Não te chegues para cá: tira os sapatos de teus pés, porque este lugar, em que está, é uma terra santa/ Tira, lhe disse Ele, o calçado de teus pés: porque o lugar em que estás, é santo, E Josué fez como se lhe havia mandado./ E eles o farão logo comparecer e farão perguntas. Se ele disser: eu não a quero receber por mulher: a mulher se chegará a ele diante dos anciões e lhe tirará o sapato dum pé e lhe cuspirá na cara e dirá: assim será tratado aquele que não edifica a casa de seu irmão. E a sua casa se chamará em Israel, a Casa do Descalçado./ Este pois, era um costume antigo em Israel entre os parentes, que quando um cedia o seu direito a outro, para a cessão ser válida, o que cedia tirava o seu sapato e o dava a seu parente. Este era o testemunho de cessão em Israel. Disse pois Booz a seu parente: Tira o teu sapato. E ele tirou logo do seu pé./ Nota: O tirar o sapato era o símbolo da cessão do direito

Secretário Íntimo
1 liv. Reis 9;10 a 14
O Senhor aparece a Salomão pela Segunda vez/ Ao fim dos vinte anos em que Salomão edificaria as duas casas do Senhor e a casa do rei/ Como Hiram, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de ciprestes, e ouro, segundo todo o seu desejo, deu o rei Salomão a Hiram vinte cidades da terra da Galiléia/ Hiram, pois, saio do Tiro para ver as cidades que Salomão lhe dera: porém não lhe agradaram/ Pelo que disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? De sorte que são chamadas até hoje de Cabul/ Hiram enviara ao rei Salomão cento e vinte talantes de ouro

Selo
Juizes 18; 18 e 19
Os que tinham pois entrado, levaram a imagem de escultura, o efod e os ídolos e a imagem fundida. Aos quais disse o sacerdote: Que fazeis? Eles lhe responderam: cala-te e põe o dedo sobre a tua boca e vem conosco, para que nos sirvas de pai e de sacerdote. Qual é melhor para ti, ser sacerdote na casa dum particular, ou sê-lo numa tribo e em uma família de Israel?

Sem
Gen. 5;31
Noé porém tendo de idade quinhentos anos gerou a Sem, Cam e Jafé

Semei
Vide Benur

Sete
Diversos
Número sagrado de todos os povos antigos. A expressão setenta vezes sete, indica um número indefinito de vezes que se supõe perfeito e total/ E acabou Deus no dia sétimo a obra que tinha feito e descansou no dia sétimo, depois de ter acabado suas obras/ Respondeu-lhe o Senhor: Não será assim, mas todo o que matar Caim será por isso castigado sete vezes em dobro/ De Caim tomar-se-á vingança sete vezes e de Lamec setenta vezes sete/ Toma de todos os animais limpos, sete machos e sete fêmeas (animal limpo era os que podiam comer e oferecer a Deus)/ porque daqui a setes dias hei de chover a terra/ No ano seiscentos da vida de Noé, no dia dezessete do sétimo mês do mesmo ano se romperam todos as origens do grande abismo e se abriu as cataratas do céu/ E no dia vinte e sete do sétimo mês, parou a arca sobre os montes de Armênia/ E depois de ter esperado ainda outros sete dias, segunda vez largou a pomba da arca/ Ainda contudo esperou Noé outros sete dias, e deixou a pomba, que não tornou mais a ele

Sião
Vide Hermom

Sidônio
Paral. 22;4 e 5
Não tinham outrossim preço as madeiras de cedro que os sidônios e tírios tinham trazido a David. E disse David: Meu filho Salomão é um moço pequeno e tenro, a Casa porém que eu desejo que se edifique ao Senhor, deve ser tal que seja nomeada em todos os países

Shibolet
Juiz. 12; 4 e 6
E tendo convocado todos os de Galaad pelejou contra os de Efraim: e os de Galaad derrotaram a Efraim, porque este tinha dito: Galaad é um fugitivo de Efraim que mora no meio de Efraim e de Manassis. Porém os de Galaad se apoderaram dos vaus do Jordão, por onde os de Efraim haviam de voltar. E quando alguns dos fugitivos de Efraim chegava a eles e diziam: Peço-vos que me deixeis passar: Os de Gallad lhe diziam: Acaso é tu de Efraim? E respondendo: Não sou. Eles lhe replicavam: Pois dizei: Shibolet, que significa uma espiga. E quando o outro pronunciava: Sibolet, não podendo exprimir a palavra espiga com a mesma letra: imediatamente preso o degolavam na mesma passagem do Jordão. E assim, naquele tempo, foram mortos quarenta e dois mil homens de Efraim

Soberano Príncipe Rosa-Cruz
Mar. 14;12 a 17
A conspiração contra Jesus/ Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, quando imolavam a páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a páscoa?/ Enviou, pois, dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide à cidade e vos sairá ao encontro um homem levando um cântaro de água; segui-o/ E onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar: onde está o meu aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?/ e ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado e pronto; aí fazei-nos os preparativos/ Partindo, pois, os discípulos foram à cidade, onde acharam tudo como ele dissera e preparam as páscoa/ Ao anoitecer chegou ele com os doze

Socorro
1º Reis 10 a 12
E aconteceu que ao tempo que Samuel oferecia holocausto, começaram os filisteus o combate contra Israel; mas o Senhor trovejou aquele dia com um estrondo espantosos sobre os filisteus, e os aterrou de medo e foram derrotados pelo encontro de Israel. E os israelitas saindo de Masfat foram perseguindo aos filisteus e os mataram até o lugar que esta por baixo de Betcar. E Samuel tomou uma pedra e a pôs entre Masfat e entre Sen: e apelidou este lugar, a Pedra do Socorro. E disse: Até aqui nos socorreu o Senhor

Sol
Vide Lua

Sublime Escocês
Vide Grande Pontífice

Sublime Ordem
Prov. 30; 32, 33
Tal homem há que pareceu um insensato, depois que foi elevado a uma sublime ordem: porque se ele tivesse tido inteligência, teria posto a mão na sua boca. Aquele que com força espreme a teta para tirar leite, faz sair dela um suco grasso: e aquele que excita a ira produz discórdias

Sublime Príncipe do Real Segredo
Num. 2; 1,2,33,34
A ordem das tribos no acampamento/ Disse o Senhor a Moisés e a Arão:/ Os filhos de Israel acampar-se-ão, cada um, junto ao seu estandarte, com as insígnias das casas de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da revelação, se acamparão/ Assim fizeram os filho de Israel, conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; acamparam-se segundo seus estandartes e marcharam, cada qual segundo as suas famílias, segundo as casas de seus pais

T
Tebet (ou Tebeth)
Est. 2;16
Foi pois levada à câmara do rei Assuero no décimo mês, chamado Tebet, no sétimo ano do seu reinado

Tito
Gal. 2; 1,3
Catorze anos depois, subi dali outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito. / Mas nem ainda Tito que estava comigo, sendo gentio foi compelido que se circuncidasse

Templo
1º Liv. Reis 6;11 a 14/ 8;1 a 6
Quanto a esta Casa que tu estás edificando, se andares nos meus estatutos e executares os meus preceitos e guardares todos os meus mandamento, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, que falei a David, teu pai./ dedicação do templo/Então congregou Salomão diante de si, em Jerusalém, os anciãos de Israel e todos os cabeças das tribos, os chefes das casas paternas, dentre os filhos de Israel, para fazerem subir da cidade de David, que é Sião, a arca do pacto do Senhor/de maneira que todos os homens de Israel se congregaram ao Rei Salomão, na ocasião da festa, no meio de etanim, que é o sétimo mês/E tendo chegado todos os anciãos de Israel, os sacerdotes alcançaram a arca/ e trouxeram para cima a arca do Senhor, e a tenda da revelação, juntamente com todos os utensílios sagrados, que havia na tenda; foram os sacerdotes e os levitas que os trouxeram para cima/ e o Rei Salomão e toda a congregação de Israel, que se juntara diante dele, estavam diante da arca, imolando ovelhas e bois, os quais não podiam contar nem numerar, pela multidão/ e os sacerdotes introduziram a arca do pacto do Senhor, ao seu lugar, no oráculo da casa, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins / Nota: Além do Templo de Salomão, recomenda-se estudo sobre Templos de: Zarobabel, Herodes. /

Tolerância
Paral. 22;7,8
E disse David a Salomão: Meu filho, a minha intenção foi edificar uma casa ao nome do Senhor, meu Deus, mas o Senhor me falou dizendo: Tu tens derramado muito sangue e tens dado muitas batalhas: tu não poderás edificar ao meu nome depois de tanto sangue derramado na minha presença

Três
Apoc. 21;10/ Mat. 7;7,8
Três portas estavam no oriente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas ao ocidente./ Pedi, e dar-se-vos-a; buscai e achareis. Porque todo o que pede, recebe; e o que busca, acha: e a quem bate, abrir-se-á./ Nota: e ainda: Gen. 18;2/ Jo:2,11/ Est. 4;6/ Mt. 26;34/ I Cor. 13;13 e outros

Trolha
Am. 7; 7 a 9
O Senhor me mostrou ainda outra visão: e vi que o Senhor estava em cima de um muro rebocado e tinha na sua mão uma trolha de pedreiro. E o Senhor me disse: Que vê tús, Amós? E eu lhe respondi: Uma trolha de pedreiro. Então disse o Senhor: Eis aqui estou eu que me não servirei mais da trolha no meio do meu povo de Israel: nem lhe rebocarei mais os muros: Porém os altos consagrados ao ídolo serão destruídos, e esses altos que Israel pretende serem santos, serão derrubados: e eu marcharei com a espada feita contra a casa de Jeroboão

Tubalcain
Gen. 4;22
Sela também pariu a Tubalcain, que foi trabalhador de martelo, e hábil em obras de bronze e de ferro. A irmã de Tubalcain se chamou Noema

U
União Fraternal
Sal. 133;1 a 3
Oh! Quão bom e quão suave é que os Irmãos vivam em união!/ É como o óleo precioso sobre a cabeça. Que desce sobre a barba de Arão, que desce sobre a gola de suas vestes;/ Como orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordenou a benção, a vida para sempre

V
Verdade
3° Liv. Reis 8;31,32
Quando algum homem pecar contra seu próximo, e houver de fazer algum juramento com que se ligue: e vier a tua casa por motivo do juramento diante do teu altar; tu ouvirás do céu: e farás justiça a teus seus servos, condenando o ímpio, justificará o justo retribuindo-lhe conforme a sua justiça

Viuvas (auxílio)
Ex. 22;22,24/ Deut. 24;19 a 22
Não farás mal algum à viuva nem ao órfão. Se vós os ofenderdes em qualquer coisa, eles gritarão por mim, e eu ouvirei os seus gritos e o meu furor se acenderá contra vós. Quando chegares no teu campo e deixares por esquecimento alguma gavela, não voltarás para levá-las: mas deixar-la-ás tomar ao estrangeiro, e ao órfão e à viuva, para que o Senhor teu Deus te abençoe em todas as obras das tuas mão. Se colheres o fruto das oliveiras, não voltarás a colher os cachos que ficaram nas árvores: mas deixar-lo-ás para o estrangeiro, para o órfão e para a viuva. Se tiveres vindimado a tua vinha, não irá colher os cachos que ficarem; eles são para o estrangeiro, para o órfão e para a viuva. Lembra-te que também tu fostes escravo no Egito, e por isto te mando que faças isto

X
Xerxes
Esd. 4;6
Mas no reinado de Assuero, quando ele começou a reinar, ofereceram por escrito uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém.

Z
Zabud
1º Liv. Reis 4;5
O sacerdote Zabud, filho de Natan, era privado do rei

Zabulon
Gen. 35; 22,23
Um dos 12 filhos de Jacó

Zacarias
I Paral. 9;21
Filho de Mosolânia era o porteiro da porta do tabernáculo do testemunho

Ziza
I Par. 4;37/ 23; 10
Descendentes de Simeão. E Ziza, filho de Sefei, filho de Alon / E filhos de Semei: Leet, Ziza e Jaus. Leet era pois o primeiro, Ziza o segundo. (Nota: Os levitas, contados por David para serem porteiros do Templo)

Zorobabel
Esd. 5;2/ Ageu 1;24
Então se deram pressa Zorobabel, filho de Salatiel e Josué, filho de Josedec, e começaram a edificar o templo de Deus em Jerusalém e com eles os profetas de Deus que os ajudavam./ Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, eu te tomarei debaixo da minha proteção, ó Zorobabel, meu servo, filho de Salatiel, diz o Senhor: e eu te guardarei como um selo porque te escolhi: diz o Senhor dos exércitos

EXPRESSÕES LATINAS USADAS NA MAÇONARIA
Ad hoc – Substituição temporária para o caso específico
Ad referendum – Na dependência de aprovação de autoridade competente
Ad Universi Terrarum Orbis Summi Architecti – À Gloria do Sumo Arquiteto da Terra e de Todo o Universo
Anno Domin – Ano do Senhor
Anno Lucis – Ano da Luz (para ser encontrado, soma-se o ano atual, mais 3.760)
Audi, Vide, Tace – Ouça, Veja, Cale
Deus Meumque Jus – Deus é meu Direito
Deus Vult – Deus o quer
Deus Sanctus – Santíssimo Deus
Ex officio – De ofício
Fiat Lux – Faça-se luz
Laus Deo – Louvado seja Deus
Ordo Ab Chao – A ordem saída do caos
Mater – Mãe(Loja)
Ne-Varietur – Para que nada seja mudado
Nec Plus Ultra – Não mais além
Sic Transit Gloria Mundi – A gloria do mundo é passageira

DENOMINAÇÕES E FINS DOS GRAUS
Muito embora existam ritos com incontáveis graus, tendo este trabalho como base, o Rito Escocês Antigo e Aceito, deste demonstra-se os seus 33 graus, dando de cada um, sua representação na doutrina maçônica:

Grau

Denominação

Finalidade

Aprendiz

Princípios maçônicos

Companheiro

Trabalho da virtude e ciências

Mestre

Intransigência no trabalho

Mestre Secreto

Discrição e vigilância

Mestre Perfeito

Perfeição individual

Secretário Íntimo

Maior aprendizado

Preboste e Juiz

Julgamento das ações

Intendente dos Edifícios

Ordem e análises

Cavaleiro Eleito dos Nove

Verdade e virtude contra erros

10º

Ilustre Eleito dos Quinze

Extinção das paixões

11º

Eleito Chefe de Tribos

Correção do costumes, ciências e artes

12º

Grande Mestre Arquiteto

Coragem permanente

13º

Cavaleiro do Real Arco

In memória dos fundadores da Ordem

14°

Grande Eleito Perfeito

Ao G. A. D. U.

15º

Cavaleiro do Oriente

Aos libertadores da Pátria

16º

Príncipe de Jerusalém

Júbilo do triunfo

17º

Cavaleiro do Oriente e do Ocidente

Vantagens dos estudos maçônicos

18°

Soberano Príncipe Rosa Cruz

Culto Evangélico

19º

Sublime Escocês / Grande Pontífice

Pontificado da religião universal

20º

Grão Mestre das Lojas Simbólicas

Deveres dos responsáveis da L.M.

21º

Cavaleiro Patriarca Noaquita

Perigos de ambição e arrependimento

22º

Príncipe do Líbano

Sentimentos nobres e generosos

23º

Chefe do Tabernáculo

Vigilância da Ordem

24º

Príncipe do Tabernáculo

Conservação das doutrinas maçônicas

25º

Cavaleiro da Serpente de Bronze

Estímulo aos trabalhos úteis

26º

Príncipe da Mercê

Estima e recompensa

27º

Grande Comendador do Templo

Superioridade e à independência

28º

Cavaleiro do Sol

Verdade nua

29º

Grande Cav. Escocês de Santo André

À antiga Maçonaria da Escócia

30º

Cavaleiro Kadosch

Revisão de todos graus

31º

Grande Juiz Comendador

À alta justiça da Ordem

32º

Sublime Príncipe do Real Segredo

Simbólico Comando Militar da Ordem

33º

Grande Inspetor Geral

Superior Administração

AGRADECIMENTOS
Aos técnicos de informática: Newton Pertusi (genro), Paulo Aparecido de Oliveira (amigo), Paulo Delgado Neto (neto) e Waleska Delgado (neta).
Sem os quais, não seria possível este trabalho.

PAULO LIMA DELGADO, M.’.M.’. 33º (Brasil – pdelgado@teccellnet.psi.br) *

* Ingressou na Loja Guatimozim, 66, São Paulo; filiou-se à Loja Marechal Neiva, 32 e Colunas de São Sebastião; Membro fundador das Lojas Simbólicas: Cavalheiros do Templo de Salomão, 237 (São Paulo) e Estrela do Litoral Norte, 360 (São Sebastião); Past Venerável; Past Grande Secretário das Relações Interiores da Grande Loja do Estado de São Paulo, gestão Mário Proietti (1980/1983); Secretário do Venerável Colégio; Diretor Geral da revista, A Verdade; Participou de Assembléias da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil; Autor da “Carta de Salvador” na Assembléia da C.M.S.B.; Agraciado com a “Comenda da Águia” da Grande Loja de Minas Gerais; Desde 1979, Grande Inspetor Geral, Grau 33º. Advogado.

DIREITOS RESERVADOS
Esta obra acha-se devidamente arquivada e registrada no Cartório do Oficial de Registro de Títulos e Documentos da Comarca de São Sebastião, Estado de São Paulo, Brasil, sob o nº RTD-14.211, livro A-6, sob o nº 13950. Roga-se, ao ser utilizado em trabalhos, a citação da fonte.

O ESTILO GÓTICO

A Arquitetura Normanda ou Românica
Os Maçons da Normandia, que acompanharam Guilherme d’Orange durante a invasão da Inglaterra, possuíam profundos conhecimentos no trabalho com a pedra. A sua habilidade, juntamente com a necessidade de defender os domínios recém-conquistados dos Saxões, levou os Normandos a levantar muitos castelos. O exemplo marcante é a Torre Branca da Torre de Londres, que Guilherme d’Orange construiu dentro das defesas romanas da cidade. Na base, suas paredes têm 4,5 metros de espessura, terminando com 3,3 metros de espessura na sua parte superior. A construção de catedrais começou logo que Guilherme se sentiu em segurança. O estilo românico era maciço, com arcos redondos e pesadas colunas, também redondas. As igrejas eram construídas em formato redondo, como por exemplo a Igreja do Templo, que os Templários construíram em Londres em 1185. Embora o seu exterior seja românico, o seu interior já exibe o estilo gótico ogival de transição. Esta igreja escapou do incêndio de Londres de 1666, mas perdeu a sua abóbada durante o bombardeio alemão da II Grande Guerra. Refeita a abóbada, o templo é usado até hoje para serviços religiosos. (Para não esquecer: neste templo se desenrola parte da história do livro O Código Da Vinci).

Os Antigos Maçons
No final do séc. X, quando começou o período de construção de catedrais, as Lojas Maçônicas foram formadas para garantir a organização necessária durante a construção dos edifícios. A Igreja, o Rei ou o nobre que desejassem construir uma catedral, um castelo ou um palácio, empregavam um Mestre Maçom que estabelecia a sua própria organização, e usualmente atuava como arquiteto e chefe geral da obra.

Este grupo de Maçons construía uma estrutura temporária (canteiro de obras), que funcionava como local de armazenamento dos materiais e como local de administração da construção. Nos primeiros tempos, este local era também usado como refeitório e dormitório dos obreiros, sendo então chamado de Loja. No período inicial, a Loja era composta de Aprendizes, Companheiros e um Mestre. Os regulamentos e normas de trabalho, indispensáveis durante a obra, eram então escritas e norteavam a vida profissional e pessoal dos obreiros. O Manuscrito Cooke, escrito em 1430 d.C., menciona em detalhes as responsabilidades dos Mestres e dos demais obreiros.

Além destas leis, existiam os segredos que eram mantidos invioláveis em cada Grau da Instituição. Somente o Mestre conhecia e entendia todos os segredos, que eram principalmente o conhecimento das fórmulas da Geometria e a capacidade de aplica-las nos projetos de arquitetura. Foi o trabalho destes Maçons Operativos que desenvolveu e introduziu na Europa o estilo gótico, em substituição ao estilo românico, o qual, por mais de 400 anos, foi o estilo predominante na maioria dos países deste continente.

Hoje, não mais Operativos, os Maçons devem um preito de gratidão e de reconhecimento àqueles Irmãos que, pelo seu engenho e arte, deixaram todas as construções que tanto maravilham os olhos dos milhões de pessoas que os visitam e que sabem apreciar a excelência do Estilo Gótico.
Daí a necessidade e o dever que todos nós, Maçons de hoje, temos de conhecer os rudimentos deste que foi o estilo que mais influenciou a arte de construir em todo o mundo ocidental.

A Arquitetura Gótica
Os Godos, Visigodos e Ostrogodos, eram povos teutônicos, originários da Suécia que, passando o mar Báltico, invadiram toda a Europa e migraram para o sul, estabelecendo-se na região do mar Negro e do rio Danúbio. Estas invasões ocorreram entre os séculos III e V d.C., e estes povos, erroneamente considerados bárbaros, atacaram e venceram o poderoso império romano, devastando a região dos Bálcãs e do Mediterrâneo.

O estilo gótico predominou na construção de edifícios religiosos e seculares, na escultura, na decoração do vidro colorido, em iluminuras manuscritas e em todas as artes decorativas, desde cerca de 1140 d.C. até ao final do século XVI. Originalmente, o termo “gótico” era usado pelos escritores do Renascimento italiano para designar a arte e a arquitetura consideradas bárbaras e que sucederam, na Idade Média, o antigo estilo românico.

A Idade Gótica é considerada um das eras artísticas mais esplendorosas da Europa. A Arquitetura foi a principal expressão da Idade Gótica. Emergindo na primeira metade do século XII, de antecedentes românicos, a arquitetura gótica foi dominante até ao século XVI quando, junto com o Renascimento, apareceram outros estilos. Apesar da grande quantidade de monumentos seculares construída no estilo gótico, este estilo foi utilizado principalmente pela Igreja, o maior construtor da Idade Média, quando o gótico evoluiu e atingiu a sua plenitude.

A característica mais distintiva da arquitetura gótica é o seu tipo de abóbada, feita em arcos cruzados, que, em combinação com arcos transversais, se apóiam nas colunas de alvenaria que suportam a abóbada. Embora as igrejas góticas tivessem, desde logo, assumido uma grande variedade de formas, a construção de uma série de grandes catedrais no norte da França, iniciada na segunda metade do século XII, tirou proveito da nova abóbada gótica.

Os arquitetos das catedrais acharam que, como as forças externas das abóbadas estavam concentradas em pequenas áreas, estas forças poderiam ser suportadas por contrafortes e arcos externos, os chamados contrafortes voadores. Por conseguinte, as grossas paredes da arquitetura românica poderiam ser, em sua grande maioria, substituídas por paredes finas, o que proporcionou a abertura de janelas e favoreceu a iluminação do interior das catedrais. Além disso, os espaços interiores também puderam alcançar alturas sem precedentes, permitindo assim a construção de mais duas naves laterais, juntamente com a nave central das igrejas.

Deste modo, ocorreu uma verdadeira revolução na técnica e no estilo arquitetônico. O plano geral das catedrais, porém, que consiste basicamente em três longas naves, interceptadas por um transepto, por um coro e por um altar-mor, difere muito pouco do antigo estilo românico. A Catedral de Santiago de Compostela, a parte externa da Igreja do Templo, em Londres, e o Batistério e a Torre de Pisa, são excelentes exemplares do estilo românico. Na Catedral de Santiago de Compostela, construída entre os séculos IX e XII, apenas o conjunto de esculturas recebeu a influência do novo estilo gótico. (Para não esquecer: se você visitar a catedral, não deixe de dar um abraço – por trás – no São Tiago que está no altar. Dizem que dá sorte)

As novas catedrais mantiveram e ampliaram o formato da parte oriental das catedrais românicas francesas, (onde fica o altar-mor) que inclui o corredor semicircular conhecido como o ambulatório, as capelas radiais, e a alta abside poligonal (às vezes quadrada) que cerca o altar-mor. A nave gótica central e o coro são igualmente de procedência românica.

Naves – Abóbadas – Janelas – Rosáceas – Arco Ogival
Quando se compara um templo românico com um gótico, verifica-se de imediato a maior altura e graciosidade deste estilo. As naves dos templos góticos são muito mais altas. Havia a necessidade de abrir janelas nas paredes e, para isso, era necessário aliviar o seu peso, fazendo-as mais finas, concentrando as cargas das abóbadas em determinados pontos, fazendo com que as paredes deixassem de receber os esforços de sustentação das abóbadas. Isto permitiu a abertura das janelas. A maior altura da nave central deve-se ao fato de que as suas janelas são abertas por cima das naves laterais, permitindo assim a iluminação natural da nave central.

O uso de arcos ogivais em diagonal permitiu direcionar o peso das abóbadas para os contrafortes, que por sua vez descarregam estas pressões no solo. Para isso, foi fundamental a adoção do arco ogival, que recebe mais diretamente as pressões exercidas pelo teto. No estilo gótico, os contrafortes não são mais as colunas internas encostadas (adinteladas) nas paredes, mas são erguidas na parte exterior das naves laterais. O segmento de arco que recebe a pressão exercida pelo peso da abóbada e que a transmite ao contraforte, chama-se arcobotante. O arcobotante recebe a pressão da abóbada e se apóia no contraforte. Assim, no templo gótico existe uma série de forças em equilíbrio, que se compensam umas às outras. Os contrafortes e os arcobotantes são os elementos que sustentam todo o edifício. As catedrais de Leon e de Valência – Espanha, a catedral de Notre Dame – Paris, e Reims – França, mostram claramente estas estruturas, com seus contrafortes voadores e seus arcobotantes.

No gótico, as janelas são tão grandes que reduziram o edifício a um simples esqueleto de pedra, fechado por janelas. Estas janelas são, forçosamente, ogivais. Uma outra solução é subdividir a abertura em dois arcos ogivais mais reduzidos, encimados por uma pequena rosácea.

A Fachada das Catedrais
A fachada principal das igrejas góticas é delimitada por duas torres que partem da base das naves laterais. Estas torres são perfuradas por janelões e galerias porticadas e rematadas por campanários, normalmente terminados em agulha. No meio das duas torres situa-se a rosácea, imenso círculo que deixa passar a luz em sentido longitudinal, iluminando o altar-mor ao fundo da igreja. Esta rosácea pode ser aberta diretamente na parede ou enquadrada por um arco ogival. A arcaria que rodeia a rosácea constitui mais um elemento decorativo, servindo também para delimitar as diferentes partes do vitral ilustrado, ali colocado.

No seu conjunto, a fachada gótica divide-se em três partes horizontais: a inferior ou base, onde estão as três portas ou entradas do templo; a porta central, maior do que as laterais. Nas portas, que apresentam forma ogival, podem distinguir-se as arquivoltas, muito trabalhadas e esculpidas. (Para não esquecer: as portas do Batistério Octogonal de Florença são de ferro fundido, mostrando cenas Bíblicas).

No segundo trecho horizontal (acima das portas) estão as grandes janelas e a rosácea. Separando esta segunda parte do primeiro e do terceiro trecho horizontal da fachada, encontram-se duas faixas, à maneira de friso. Numa destas faixas, em toda a extensão da fachada, costuma haver uma sucessão de esculturas, representando reis, santos ou personagens bíblicos. No terceiro trecho horizontal situam-se os dois campanários.

O gótico caracteriza-se pelo intenso trabalho feito pelos construtores na pedra, usando o malho e o cinzel. Também os vãos são emoldurados e esculpidos. Existem também pequenas capelas com colunas góticas, esbeltas e finas, e pináculos e baldaquinos. (Para não esquecer: a fachada do Quartel Central do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, na Praça da República, tem na sua base duas colunas dóricas, no segundo piso duas colunas jônicas, e no terceiro piso duas colunas coríntias).

A pilastra gótica forma uma espécie de coluna que se eleva a bastante altura, até ao início dos arcos diagonais (ou cruzados) que sustentam a abóbada, e que descem até ao piso adossados (apoiados) no seu fuste. Existem ainda outros elementos secundários ou ornamentais, além das gárgulas, que compõem o estilo arquitetônico gótico.

O primeiro exemplo de arquitetura gótica, que iria prosseguir com a construção das catedrais do norte da França, foi a Abadia Real de Sainte Denis, onde eram sepultados os reis e rainhas franceses, construída nos arredores de Paris em 1140 d.C. A abadia de Sainte Denis foi o marco inicial que levaria à construção da primeira grande catedral gótica, Notre Dame de Paris, iniciada em 1163 d.C., seguida da catedral de Reims, iniciada em 1210 d.C.. Reims representa o ápice da evolução do gótico clássico. Seguiram-se depois as catedrais de Bourges, (1195 d.C.) e Amiens (concluída em 1288 d.C.) com sua belíssima nave central, suas agulhas de pedra trabalhada e, sobretudo, suas lindas rosáceas. Ainda na França destacam-se, por sua beleza, as catedrais de Chartres, (concluída em 1260 d.C.) e Rouen ou Ruão em português, concluida em 1415 d.C. Há a destacar ainda a capela – Sainte Chapelle – mandada construir por Louis IX entre 1242 e 1248 na Ile-de-la-Cité, bem próximo da Catedral de Notre Dame, e cujas paredes são totalmente pintadas com a Flor de Liz, símbolo maior da França. (Para não esquecer: a Ile-de-la-Cité é uma ilha no centro do Rio Sena, na qual foi fundada a cidade de Lutetia, a primitiva Paris. Foi neste lugar que foi queimado na fogueira o Grão-Meste do Templo, Jacques De Mollay).

A influência do estilo gótico francês estendeu-se à maioria dos paises europeus.

Na Inglaterra, levado pelos Normandos invasores, o gótico adquiriu características próprias. Os exemplos mais clássicos do estilo gótico são a Abadia de Westminster, a catedral de Saint Paul (Fleet Street), a catedral de Linchfield, a catedral de Salisbury e a extensão oriental da catedral de Canterbury.

Na Alemanha, a sala capitular de Marienburgo é um exemplo clássico das abóbadas góticas, com seus arcos entrecruzados. A Catedral de Colônia, (começada em 1248 d.C.) na cidade do mesmo nome (Koln) é algo para não deixar de ser visto, com sua maravilhosa nave principal, que é a mais alta de todas as catedrais góticas.

Na Bélgica – Bruxelas – é notável a catedral de Santa Gúdula.

Na Itália, o gótico nunca foi a expressão dominante da arquitetura medieval. As catedrais romanas, incluindo a de São Pedro, San Giovani in Laterano, etc. As catedrais góticas de Florença (com seu famoso Batistério românico) receberam quase nenhuma influência do gótico francês, sendo muito influenciadas pelo “italianate”, estilo próprio italiano, como pode ser visto nas catedrais de Veneza (São Marcos, com seus subterrâneos inundados pela laguna) e de Milão (Il Duomo, com seus subterrâneos românicos), que praticamente nada têm do estilo gótico. O Palácio dos Doges em Veneza, (construído ao lado da famosa catedral de São Marcos, e atrás do qual fica a famosa Ponte dos Suspiros – os presos que por ela passavam, suspiravam porque iam para os calabouços do Doge, de onde não mais saíam) e a Torre do Município de Verona, são do mais puro estilo gótico. As catedrais de Siena e Orvieto, têm em suas fachadas meras reminiscências do estilo gótico.

Na Espanha, o gótico pode ser apreciado nas catedrais de San Juan de los Reyes, em Toledo, na Catedral de Burgos, e na Catedral de Santa Maria Del Mar, em Barcelona. Belíssimas são também as catedrais de Gerona e de Palma de Maiorca, nas Ilhas Canárias.

Por último, não devemos esquecer a influência do estilo gótico na Escultura, na Pintura e nas Iluminuras (bastante usadas pelos frades copistas de documentos, na Idade Média).

Eis aqui um simples esboço do Estilo Gótico, que bem poderia ser chamado de estilo maçônico, honra e glória dos nossos Irmãos da Maçonaria Operativa.

ANTÓNIO ROCHA FADISTA
M.’.I.’., Loja Cayrú 762 GOERJ / GOB – Brasil

O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO

INTRODUÇÃO
O tema “O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO” está intrinsecamente relacionado aos princípios de nossa Sublime Ordem que propaga ser uma escola formadora de líderes. Como sabemos, o exercício da liderança representa um ônus elevado pois, além da responsabilidade inerente, o comportamento é fundamental pelo exemplo que sua imagem passa aos seus seguidores.

Ao ingressarmos em nossa instituição, juramos o respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que a regem, bem como, o amor à Pátria, crença no G\A\D\U\, respeito aos governos legalmente constituídos e acatamento às leis do nosso país.

Por esta razão, espera-se que o maçom reitere seu juramento com sua presença nas reuniões maçônicas e se dedique, de corpo e alma, à prática da moral, da igualdade, da solidariedade humana e da justiça, em toda a sua plenitude.

Destacamos, resumidamente, como essenciais à formação do templo interior de cada maçom, os ensinamentos a seguir que recebemos através dos estudos desenvolvidos nos vários graus maçônicos.

SABEDORIA
O somatório dos conhecimentos adquiridos durante nossa existência pela experiência própria ou através dos ensinamentos recebidos devem nos orientar no sentido que, antes de tomarmos uma decisão, precisamos avaliar o quanto conhecemos do fato, se é a verdade e se irá trazer algum benefício, ou seja, devemos usar o princípio das “peneiras da sabedoria”.

O único meio eficaz para se combater a ignorância, os preconceitos, a superstição e os vícios é o saber, pela simples razão do próprio significado de cada um desses conceitos, ou seja:

    – Ignorância significa o desconhecimento ou falta de instrução, falta de saber.
    – Preconceito significa o conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados.
    – Superstição significa o sentimento religioso excessivo ou errôneo que, muitas vezes, arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos, ou ainda, a falsa idéia a respeito do sobrenatural.
    – Vício significa o defeito que torna uma coisa ou um ato impróprios para o fim a que se destinam. É a tendência habitual para o mal, oposto da virtude.

Podemos pressupor que todos os maçons tenham o domínio sobre o saber necessário para comportarem de forma digna em todos os momentos, sejam eles profanos ou maçônicos, mas precisam lembrar-se, sempre, que é mais fácil sucumbir ao vício, que aprimorar a virtude.

Em Números 30.2 encontramos “Moisés disse aos chefes das tribos dos israelitas o seguinte: – O que o Deus Eterno ordenou é isto: Quando alguém prometer dar alguma coisa ao Eterno ou jurar que fará ou deixará de fazer qualquer coisa, deverá cumprir a palavra e fazer tudo o que tiver prometido”.

TOLERÂNCIA
É, das virtudes maçônicas, a mais enfatizada pois significa a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem entre indivíduos ou grupos políticos ou religiosos.

Muitas vezes confundimos tolerância com conivência. Tolerância é a habilidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos ou situações que, nem sempre, concordamos, portanto, há convivência mas, não há, obrigatoriamente, concordância. Conivência é a convivência em que, mesmo não concordando com certos valores, conceitos e situações, deixamos de expressar nosso parecer desfavorável, não refutamos mesmo que só em pensamento e, não reprovando, estamos tacitamente autorizando, aceitando, gerando cumplicidade.

Deus é tolerante com o pecador, não com o pecado. Se Deus fosse tolerante com o pecado, seria pecador também, o que é uma blasfêmia. Pode-se viver com pecadores e ser tolerante, sem ser conivente.

Devemos ser tolerantes com nossos filhos quando eles erram, não podemos ser omissos e coniventes com o erro, devemos expressar nosso descontentamento e corrigir o desvio. É dever e responsabilidade de todo o pai.

É preciso praticar a tolerância com a família, amigos, no trabalho, bem como na sociedade em geral pois, um dos postulados em que a Maçonaria se fundamenta e dado inclusive como exigência, como fundamento: “Exigir a tolerância com toda e qualquer forma de manifestação de consciência, religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam de conquistar a verdadeira moral, a paz e o bem-estar social”.

A tolerância também esta ligada à democracia, pois a tolerância nos faz admitir, que nosso voto seja vencido, acabando-se os argumentos, feita a votação; o resultado tem que ser respeitado e apoiado para o bem da causa maior, isso nos parece que seja um sentimento, ou melhor dizendo, uma atitude tolerante.

Mahatma Gandhi afirmou: Desconfie das pessoas que vendem ferramentas, mas que nunca as usam, ou seja, como pregamos tolerância se dela não fazemos uso. Portanto a prática da tolerância é indispensável para todo aquele que a exige.

Dentro da Maçonaria não é diferente, entendemos que a tolerância está ligada, como ponto de partida às concessões feitas para preservar as engrenagens da Ordem, que admite e respeita as opiniões contrárias.

Shakespeare disse “não importa” o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso”. Devemos ser tolerantes com atos destemperados e isolados de irmãos, tolerantes com o desconforto causado por quem você jurou proteger e defender, sendo bondoso ao extremo em não tomar partido até que tudo seja esclarecido, pois o fato de não fazermos juízo precipitado, é uma das faces da tolerância.

Em síntese, precisamos ser tolerantes com a intolerância do outro, para que ele reflita e passe a seguir o seu exemplo.

A tolerância está na Sabedoria e faz se sentir na Força e na Beleza, através dos ensinamentos, no respeito à individualidade e ao direito do outro.

ÉTICA
Por definição, Ética é um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. O primeiro código de ética de que se tem notícia, principalmente para quem tem formação cristã, são os “DEZ MANDAMENTOS”, onde regras como: amar ao próximo como a si mesmo, não matarás e não roubarás são apresentadas como propostas fundamentais da civilização ocidental e cristã.

A ética é ampla, geral e universal. Ela é uma espécie de cimento na construção da sociedade, de tal forma que se existe um sentimento ético profundo, a sociedade se mantém bem estruturada, organizada, e quando esse sentimento se rompe, ela começa a entrar em uma crise auto destrutiva.

A maçonaria é uma instituição fundamentalmente ética, onde a reflexão filosófica sobre a moralidade, regras e códigos morais que orientam a conduta humana são parte da filosofia que tem, por objetivo, a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento de princípios normativos da conduta humana, impondo ao Maçom um comportamento ético e, exigindo-lhe que mantenha sempre uma postura compatível com a de um homem de bem, um exemplo como bom cidadão e um chefe de família exemplar.

Sendo a maçonaria, por definição, uma organização ética, são rígidos os códigos de moral e alto o sistema de valores que orientam a conduta entre maçons e também com as obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes.

O forte sentimento de fraternidade, designa o parentesco de irmão; do amor ao próximo; da harmonia; da boa amizade e, da união ou convivência como de irmãos, de tal forma a prevalecer à harmonia e reinar a paz.

No mundo profano, a maior necessidade é a de homens lato senso, homens que não podem ser comprados nem vendidos, homens honestos no mais íntimo de seus corações, homens que não temem chamar o pecado pelo nome, homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo, homens que fiquem com o direito, embora o céu caia.

O objetivo de uma instituição maçônica é o de criar tais homens.

CARIDADE
Estamos vivendo uma época em que há uma falta aguda, um valor fundamental em todo mundo: a caridade. Pensa-se demais no progresso da humanidade através da ciência, da tecnologia, da educação, da inteligência, do sistema jurídico, social, político e econômico e, no final das contas nada disso terá nenhum valor se as pessoas não estiverem determinadas a usar isso tudo para o bem. A caridade é definida no dicionário como: “Amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem”.

Para os Cristãos é, também, uma das três virtudes teologais, quer dizer, um dos misteriosos poderes que fazem a alma alcançar seu destino final, que é DEUS (as outras virtudes teologais são: fé e esperança). Se a caridade é uma virtude cristã, ela não deve estar somente na esmola, porque há caridade em pensamento, em palavras e em atos, ela deve ser indulgente para com as faltas de seu próximo, não dizer nada que possa prejudicar o outro e atender aos que necessitam na medida de suas forças.

O homem que a pratica, no seu dia-a-dia, estará sempre em paz; assegurando sua felicidade neste mundo.

Não se deixem levar pela vaidade, pela auto-condescendência, pelas aparências e pela superficialidade. Não se deixem arrastar pela âncora da comodidade que certo como um novo dia carregará seus corpos, mentes e corações para o fundo de um mar de futilidades. Não tolerem a falsidade, a hipocrisia, a desonestidade, a ambigüidade; que o seu sim seja sim e o seu não seja não!

Ao ver uma injustiça, não se calem! Diante da traição, não sejam covardes! Não se tornem cegos guiados por cegos em direção a um grande nada. E se sua espada estiver pesada, e sua vontade estiver fraca, e o que é certo e justo não lhe parecer claro, mesmo assim, acima de tudo e sempre, tenha caridade!

Ninguém precisa de nada a não ser seu próprio coração para saber o que machuca os outros. Jamais subestime o sofrimento alheio. Seu julgamento poderá lhe falhar, seu conhecimento, sua experiência, sua inteligência, sua força poderão ser todos inúteis diante do mal, que torcerá fatos e palavras e aparências até fazer o branco parecer preto e o preto parecer branco; decida com caridade, porém, e toda essa farsa se dissipará sob o brilho de uma alma íntegra.

A CARIDADE é uma entrega absoluta por amor ao próximo.

JUSTIÇA
Para escrevermos sobre a justiça, primeiro temos que saber o que significa a palavra justiça, definida no dicionário como: Conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu. A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.

Assim, para definirmos a justiça na maçonaria, seria melhor recorrermos mais uma vez ao dicionário, e, logo acima da palavra justiça encontraremos a palavra Justeza, que significa Qualidade daquilo que é justo; exatidão, precisão, certeza. Propriedade de uma balança analítica que permanece equilibrada quando pesos iguais são colocados em seus pratos.

 Contudo, para termos um rumo e sentido do que seria a definição de justiça na maçonaria, temos que entender como é a organização do Estado, como é dividido, para que cada cidadão possa ter o seu direito respeitado, e, por conseguinte, a justiça dar a cada um aquilo que é seu.

Para falarmos na construção do Estado, temos que falar de Montesquieu (1689/1755) e do seu livro o Espírito das Leis, sua principal obra, na qual procurava explicar as leis que regem os costumes e as relações entre os homens a partir da análise dos fatos sociais, excluindo qualquer perspectiva religiosa ou moral.

Segundo Montesquieu, as leis revelam a racionalidade de um governo, devendo estar submetido a elas, inclusive a liberdade, que afirmava ser “o direito de fazer tudo quanto às leis permitem”. Para se evitar o despotismo, o arbítrio, e manter a liberdade política, é necessário separar as funções principais do governo: legislar, executar e julgar. Montesquieu mostrava que, na Inglaterra, a divisão dos poderes impedia que o rei se tornasse um déspota. “Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou a mesma corporação dos príncipes, dos nobres ou do povo exercesse três poderes: o de fazer as leis, e de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as desavenças particulares”.

Como se percebe, para podermos viver em sociedade ou mesmo só, temos que ter regras para serem respeitadas e leis para serem cumpridas. Quem vive em sociedade, por obvio tem maior compromisso com as leis, pois envolve mais pessoas no processo de interação social. Assim, mesmo o que vive isolado na mata ou em uma ilha, ou outro lugar que seja, tem que respeitar leis da natureza ou dos homens.

Nas sociedades atuais os benefícios florescem sob a premissa de que aqueles que mais realizam mais merecem receber – a chamada Meritocracia. No entanto, esse sistema de justiça deixa a desejar e de ser aceito quando ignora que aqueles que mais precisam também devem ter suas necessidades assistidas. Esse é o paradoxo da Justiça, cega por definição e por princípio.

A Maçonaria é uma sociedade que pugna pelo Direito, pela Liberdade e pela Justiça e, dentro dessa perspectiva, cada Maçom deveria ser, sobretudo, um defensor incansável da Justiça. Um dos preceitos elementares é o da igualdade de direitos, consagrados na declaração Universal dos Direitos do Homem. Todavia, a própria existência desse preceito dá margem a que a Justiça se veja diante de um paradoxo, raramente discutido e talvez não completamente entendido.

O homem, principalmente o Maçom deve ser senhor dos seus hábitos, dispor de autodomínio em relação aos seus ímpetos, saber distinguir com imparcialidade o real do irreal, desprezando as doutrinas exóticas, conceitos dúbios e principalmente os princípios que não coadunam com o Amor e a Fraternidade, e muito particularmente, os vícios tidos como normas Sociais, mas que, inadvertidamente corrompem, aviltam e envelhecem.

Dessa forma, a Maçonaria no maçom é a Bondade no lar, a honestidade nos negócios, a cortesia na sociedade, o prazer no trabalho, a piedade e a sincera preocupação para com os desvalidos da fortuna, o socorro aos mais fracos, o perdão para o penitente, o amor ao próximo e, sobretudo a reverencia a Deus.

À medida, então, que as organizações societárias, dentre as quais se insere a Maçonaria, caminharem para se transformar realmente em verdadeiros locais de trabalho/serviço e aprendizagem, estarão se abrindo imensas possibilidades de transformações na própria cultura universal e em seus próprios conceitos sobre os direitos e a Justiça.

LIDERANÇA
“Liderar, é influenciar positivamente as pessoas para que elas atinjam resultados que atendam as necessidades, tanto individuais quanto coletivas e, ainda, se responsabilizar pelo desenvolvimento de novos lideres”.

Um dos componentes de formação de um Maçom é o de aprimorar ou desenvolver, caso não tenha, um potencial e forjá-lo, para que se transforme em um líder.

O líder para descrever suas realizações, utiliza o seguinte formato: O Problema, a Ação e finalmente o Resultado.

Os lideres, diariamente, se envolvem em situações de conflito, seja no âmbito pessoal, quanto no profissional. O modo como reagem a essas situações, pode ser o fator determinante do sucesso no resultado através de 5 posições: Evitar, Acomodar, Competir, Comprometer e Colaborar.

Inserida firmemente no conceito de liderança está a INTEGRIDADE, a honestidade do líder, sua credibilidade e coerência para por valores em ação. Os líderes têm uma responsabilidade indeclinável de estabelecer altos padrões éticos para guiar o comportamento dos seguidores. Preocupado com o que acha ser uma falta de ímpeto na vida organizacional, John Gardner fala sobre os ASPECTOS MORAIS da liderança. Os líderes, de acordo com Gardner, têm a obrigação moral de fornecer as centelhas necessárias para despertar o potencial de cada indivíduo, para impelir cada pessoa a tomar a iniciativa do desempenho das ações de liderança.

Ele destaca que as altas expectativas tendem a gerar altos desempenhos. A função do líder é remover obstáculos ao funcionamento eficaz, ajudar indivíduos a ver e perseguir propósitos compartilhados.

O termo liderança descreve alguém que usa carisma e qualidades relacionadas para gerar aspirações e mudar pessoas e sistemas organizacionais para novos padrões de desempenho. É a liderança inspiradora que influencia seguidores para alcançar desempenho extraordinário em um contexto de inovações e mudanças de larga escala. As qualidades especiais dos líderes incluem:

    – Visão: ter idéias e um senso claro de direção, comunicá-las aos outros, desenvolver excitação sobre a realização de sonhos compartilhados;
    – Carisma: gerar nos outros entusiasmo, fé, lealdade, orgulho e confiança em si mesmos através do poder do respeito pessoal e de apelos à emoção;
    – Simbolismo: identificar heróis, oferecer recompensas especiais e promover solenidades espontâneas e planejadas para comemorar a excelência e a alta realização;
    – Delegação de Poder: ajudar os outros a se desenvolver, eliminando obstáculos ao desempenho, compartilhando responsabilidades e delegando trabalhos verdadeiramente desafiadores;
    – Estimulação Intelectual: ganhar o engajamento dos outros criando consciência dos problemas e guiando a imaginação deles para criar soluções de alta qualidade;
    – Integridade: ser honesto e confiável, agindo coerentemente com suas convicções pessoais e realizando compromissos concluindo-os.

PERSEVERANÇA
A maior empreitada do homem é sua própria vida e não tem nenhuma garantia que será bem sucedido, entretanto, pelo acumulo de conhecimentos, muitos de experiências frustradas, ele sabe que a alternativa é prosseguir, lutando contras as adversidades e incertezas, fazendo aliados, acreditando no Supremo Arquiteto dos Mundos e persistindo no rumo do seu objetivo.

A perseverança é uma qualidade pois significa a firmeza, a constância com que devemos nos empenhar em nossas atividades, porém atentos e sempre atualizados porque tudo muda e nos precisamos mudar nossas atitudes e nosso comportamento para não persistirmos em erro.

Precisamos interagir com os indivíduos da sociedade para concretização dos processos de mudança. Devemos criar sempre o estado de dúvida sobre as efetivas possibilidades de sucesso porque mexemos com um conjunto de informações e vagas lembranças misturadas, às vezes, com preconceitos e frustrações.

Para a interação com as pessoas é necessário que exista, entre elas, um relacionamento que proporcione um mínimo de confiança mútua. Havendo este ambiente de confiança, pode-se mostrar o bem maior a ser desfrutado pela mudança. Assim, a força da empatia ajuda na percepção da maior satisfação individual e em equipe.

Concluindo, precisamos persistir. A perseverança exige um processo de mudança, reavaliando nossos conceitos, objetivos e ideais e é assim que começa a nascer o novo comportamento no pensar e agir, sabendo que a obra de nosso templo interior poderá nos exigir, algumas vezes, uma árdua reconstrução. É um processo permanente onde estamos educando e sendo educados. (Educare – Latim, significa sair de dentro da pessoa).

É bom lembrar que os valores individuais tem origem nos grupos e na cultura e, sem a certeza de quais sejam esses valores fundamentais, poderemos ser um alvo fácil para as falsas verdades.  Usando espontaneamente os dons que temos, sem constranger ou prejudicar o próximo,  leva-nos à verdade e a luz.

CONCLUSÃO
O Maçom é livre, de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos ensinamentos da Maçonaria busca seu engrandecimento como ser humano atuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.

Assim sendo e por ser Maçom, deve ele conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerente com os princípios maçônicos, para ser um obreiro útil a serviço de nossa ordem e da humanidade.

Não se aprende tudo de uma só vez. O saber é o acúmulo da experiência e dos conhecimentos que se tem acesso, mas, a ação construtiva da Maçonaria deve ser exercida de forma permanente em todas as suas celebrações, trabalhos em Loja e no convívio social, através da difusão de conhecimentos que podem conduzir o homem à uma existência melhor pelos caminhos da Justiça e da Tolerância.

O Maçom deve ter e manter elevada Moral, tanto na vida privada como na social, impondo-se pelo respeito, procedimento impecável e realizando sempre o Bem. É pelo valor moral que podemos cumprir sempre nossos deveres como elementos da Sociedade Humana e, particularmente, como membros da Sociedade Maçônica.

O Maçom busca o Bem pelo cultivo das virtudes e pelo abandono dos vícios. Tenta polir constantemente a sua pedra bruta reforçando a sua virtuosidade e reprimindo conscientemente os seus defeitos. Pela auto-disciplina livremente imposta a si mesmo, torna-se também exemplo para seus pares, colaborando para o progresso moral daqueles que com ele interagem.

Trabalho enviado pelo I.’. Milton Antonio Sonvezzo, M.’.M.’. da Loja Graal do Ocidente, federada ao Grande Oriente do Brasil.

Esta RL, juntamente com mais três, formam o Templo Ocidente e, uma vez ao ano, promovem um evento denominado “SEMTO” que significa Seminário dos Mestres do Templo Ocidente. Este trabalho foi apresentado no último evento, realizado em 01 de Setembro de 2003.

Contribuiram parea este trabalho os II.’.Antonio Carlos Cardoso, Antonio José Ferreira Garcia, Daniel Vieira Damaia, Eugênio Morganti, João Manoel da Silva Neto, Maurício Stainoff, Milton Antonio Sonvezzo, Oswaldo Chagas do Nascimento, Renato Kleber Mareze, Vanderlei dos Santos, Vanderlei Venceslau Faria e Walter Benegra.